NÓS FAZEMOS A DIFERENÇA NO MUNDO...

Nós fazemos a diferença no mundo
"Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo." (Paulo Coelho)

Na qualidade de Cidadão, afirmamos que deveríamos combater o analfabetismo político, com a mesma veemência que deveria ser combatido o analfabetismo oficioso no Brasil. Pois a politicagem ganha força por colocarmos poder de importantes decisões nas mãos de quem não se importa com o que irá decidir.
Concordo com Bertolt Brecht, quando afirma que: "O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos”. Ele não sabe o custo de vida, nem que o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato, saneamento, mobilidade urbana, e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. “Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Opinião Geral: Para onde caminhamos?... Povo que não conhece a sua HISTÓRIA vive condenado a repeti-la.


(IN) SEGURANÇA PÚBLICA

Silêncio...
Se o caos instalado na Bahia (enquanto o governador passeava em Cuba) estivesse acontecendo em São Paulo, alguém tem alguma dúvida de como estaria o clima por aqui? Alguém acredita que estaríamos "ouvindo" o mesmo silêncio das matilhas raivosas, aquelas que se consideram ungidas por alguma divindade para zelar pela democracia, pelos direitos humanos e por todas as demais causas nobres?
JOSÉ B. NAPOLEONE SILVEIRA: nenosilveira@aim.com
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Vidraça
Deixa ver se entendi: o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), como militante do partido, usava "estilingue" ao lado dos movimentos sociais e agora se acha atingido no "telhado de vidro"?
EDGARD GOBBI: edgardgobbi@gmail.com
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A Bahia e o Pinheirinho
Parece que doravante o PT entenderá que a ordem constituída precisa ser mantida a todo custo, em nome do respeito que se deve à nossa Carta Magna e às demais leis vigorantes. Assim está a demonstrar a situação na Bahia, cuja greve da Polícia Militar (PM) está a envolver todo o País e as forças que lhe dão a segurança necessária. Como consequência, não podem valer dois pesos e duas medidas, ou seja, uma opinião para São Paulo, no caso Pinheirinho, em São José dos Campos, e outra para a Bahia. Aliás, parece que esse partido está colhendo o que plantou, porque medidas de força estão sendo aplicadas necessariamente, em decorrência da leniência com que a entidade partidária sempre tratou grevistas e baguncistas deste país.
JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO: carneirojc@ig.com.br
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Fichinha
O que aconteceu no Estado de São Paulo é fichinha perto do que está acontecendo na Bahia. Com a palavra os petistas, a turma dos direitos humanos, juristas e por aí vai. Pobre Brasil! Pobre povo brasileiro!
NELSON PIFFER JR.: pifferjr86@gmail.com
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Números assombrosos
Os relatos, os números de pessoas mortas desde que a greve dos policiais baianos começou são inaceitáveis e desnudam o que muitos que se interessam por informação despida de politicagem já sabiam: a política de segurança da Bahia e a do governo federal são erradas e desastradas. Os dados sobre o aumento da criminalidade no País já apontavam para uma piora em todo o Nordeste. Nos últimos dez anos - nove dos quais são de governo petista -, só na Bahia a taxa é de 37,7 mortes a cada 100 mil habitantes. Não é pouco e esse número com certeza vai piorar - até agora já contam 89 mortos. Onde a eficiência petista, onde as políticas sociais que não conseguem melhorar a vida do cidadão? O ministro Gilberto Carvalho não se vai pronunciar contra essa "operação de guerra"? Um Estado que precisa das Forças Federais, do Exército, da Polícia Federal, para aplacar uma situação de greve está sob intervenção. Dilma não acha isso tudo uma "barbárie"?
MARIA TEREZA MURRAY: terezamurray@hotmail.com
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Flores e água de cheiro
Será que o Exército, comandado pelo PT, tratará os grevistas na Bahia, (des) governada pelo PT, com flores e água de cheiro, como defendiam os esquerdopatas ao criticar a reconquista da cracolândia pela cidadania paulistana e a reintegração de posse no Pinheirinho, em estrito cumprimento de ordem judicial legítima?
SAULO VIEIRA TORTELLI: saulo_tortelli@msn.com
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De greves
Num país onde políticos, juízes, assessores e apaniguados ganham salários astronômicos e, em vários Estados, a polícia, que se arrisca diariamente, perde a vida e passa miséria... Já imaginaram se as Forças Armadas também entrarem em greve?
ALBERTO NUNES: albertonunes77@hotmail.com
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GREVE NA BAHIA
Estamos assistindo, mais uma vez, a uma greve da Polícia Militar (PM), desta vez na Bahia. Aproveitando o caos na segurança pública, cenas de arrombamentos e homicídios passaram a ser frequentes, com sérias consequências até para a economia do Estado. Parece que as instituições estaduais militares, bombeiros e polícias, insistem em atropelar a Constituição, que proíbe explicitamente a greve no âmbito militar. Infelizmente, diante do número crescente desses movimentos, verifica-se que as punições não vêm correspondendo ao que a sociedade, a vítima, espera, graças às fissuras da lei habilmente identificadas pelos advogados. Daí as anistias e reintegrações, com graves consequências para a disciplina, pilar básico do espírito militar. O mais irônico é que, nessas situações de emergência, o Exército, muitas vezes, é chamado a intervir, o mesmo Exército que, sem pensar em greve, está há quase dois anos sem reajuste salarial.
Paulo Roberto Gotaç: prgotac@hotmail.com
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A FALTA QUE A PM FAZ
Geralmente só avaliamos o quanto vale um prestador de serviço quando ele nos falta. Apercebemo-nos da importância que ele sempre faz quando, de repente, deixou de ser feito. A segurança que a PM dá aos cidadãos baianos pode ser sopesada agora, em meio ao caos desta mortandade (que no momento em que escrevo já chegou a 93 óbitos em apenas 6 dias). Agora é a hora em que o governador Jaques Wagner tem de repensar se agiu bem com a PM, se os policiais militares realmente pediram-lhe um despropósito ou se sua reivindicação procede. Aliás, as PMs de outros Estados já estão de olho nos acontecimentos e garanto que, para bem ou para mal, não ficarão inertes.
Mara Montezuma Assaf: montezuma.scriba@gmail.com
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SINAIS TROCADOS
Triste do país em que policiais fazem greve e agem como marginais e os bandidos profissionais trabalham em tempo integral.
Haroldo Lopes: aluisantos@yahoo.com.br
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DIÁLOGO
A presidente Dilma classificou de barbárie a reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos. Segundo ela, e todo o PT, deveria ter havido diálogo. Na Bahia, com prefeito e governador do PT, a Polícia Militar, seguindo a prática instigada pelo PT em nível nacional, está em greve. A pedido do governador, a presidente despachou para lá a Armada Lulaleone, com centenas de homens fortemente armados, para dialogar com os grevistas.
Mario Helvio Miotto: mhmiotto@ig.com.br
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BARBÁRIE
Barbárie são 89 assassinatos em seis dias. Não é mesmo, Sra. Dilma? Justo num governo do PT, pois que num passado recente quem sempre defendia greve era o Lula. Estariam bebendo do próprio veneno, ou pimenta nos olhos dos outros é refresco? Pobre povo baiano.
Leila E. Leitão
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INTRANSIGÊNCIA DOS PODEROSOS DE PLANTÃO
Quando era oposição, o atual governador da Bahia atribuiu, durante uma greve da PM, ao Estado uma série de crimes ocorridos. Agora que é governo, diz que os crimes acontecidos desde o início da greve, foram praticados pelos grevistas. Junto à boa parte dos atuais governadores, afirma não poder aceitar a PEC 300, que prevê um piso salarial para a carreira de policial, pois não tem verba. Infelizmente neste nosso país, falta dinheiro para as necessidades básicas, mas sobra para viajar para Cuba, para prover voos de helicóptero de ex-presidentes, para garantir as mordomias do poder legislativo, para sustentar ONGs de fachada, de araque, para ser desviada de seus reais propósitos, para caixa dois eleitoral ou para engordar o bolso de certos funcionários, haja vista sete ministros recém afastados, etc. O governador , junto do ministro da justiça, chama os grevistas de vândalos e bandidos, diz que tem que cumprir ordem judicial de prisão contra 12 grevistas e que vagas foram “reservadas” em presídios federais de segurança máxima para os grevistas que forem presos. Quem está com a razão, o tempo dirá, mas um fato é incontestável: as polícias militares e os bombeiros são pessimamente remunerados.
Luiz Nusbaum: lnusbaum@uol.com.br
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CASSETETES E BALAS NÃO COMBINAM COM DEMOCRACIA
A Assembleia Legislativa da Bahia está cercada pelo Exército, Polícia Federal e Centro de Operações Especiais (COE), numa operação militar digna dos tempos da Ditadura. Lastimável. Devo salientar que não sou a favor de movimentos grevistas feitos de forma violenta e que prejudiquem os setores econômicos do Estado e a população, não obstante, também não sou a favor de qualquer movimento de repressão feito pelo Estado que cerceie o estado de direito dos trabalhadores pelo direito de fazerem greve. Greve que alias, sempre foi usada pelos trabalhadores, em especial pelos companheiros do PT e PCdoB, para atingirem seus objetivos reivindicatórios e políticos. O que me deixa perplexo é que quem está no comando desta repressão contra os policiais é quem sempre condenou a repressão e apoiou movimentos grevistas dos policiais do Estado da Bahia, no Pólo Petroquímico da Camaçari, duas greves gerais e outros movimentos sindicais e populares que é o Governador Jaques Wagner que, estranhamente agiu como se nada soubesse enquanto passeava em Cuba ao lado da Presidente Dilma e só veio a tomar uma posição três dias depois que o movimento cresceu e parecia fora de controle. Não acredito que o Wagner não soubesse de nada. Sabia. Sabia e deixou o movimento crescer, chegar aonde chegou para depois assumir uma posição de repressor, exatamente como fazia ACM, para depois tirar proveito político da situação. Governador tomara que esta sua posição não seja um tiro no pé. Invadir a Assembleia Legislativa, atirar nos policiais grevistas não é uma solução para quem se diz defensor dos direitos de manifestações dos trabalhadores. O senhor sabe exatamente como lidar com isto, sabe como tudo isso funciona, pois o senhor foi mestre em fazer graves políticas e usar o trabalhador como massa de manobra. Nunca como antes na história da Bahia tivemos um governador oriundo do movimento sindical e que usa os mesmos métodos da antiga direita para acabar com movimento grevista. Ao que parece, estamos diante de uma nova direita, uma direita com cara de esquerda, assumindo o governo da Bahia e do Brasil. Tudo igual. Governador, eu e parte do povo deste estado e do país, temos memória e não esquecemos nossa história. Não queremos que ela se repita. Cassetete e balas não combinam com democracia.
Juarez Cruz: juarez.cruz@uol.com.br
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A REVOLTA DOS PMS
Já chegamos a um ponto na Bahia em que não mais se pode falar de um mero conflito grevista, mas de uma revolta. O movimento reivindicatório dos policiais militares se transformou num enfrentamento com a União e o Exército. Do mesmo modo, deu-se a Conjuração Baiana ou dos Alfaiates (1798) e a Sabinada (1837-1838), inacreditável insurgência armada das camadas médias baianas, comerciantes, profissionais liberais e oficiais militares. O palco atual é de típica revolta originária de uma dissidência pontual. Isso porque, ao invés de negociadores especializados em conflitos trabalhistas, os governos de Jacques Wagner e de Dilma Rousseff optaram pela intervenção do Exército, ávidos de evitar um desgaste eleitoral por meio de uma solução rápida – e ilusória, como se verifica.
Amadeu R. Garrido de Paula: amadeugarridoadv@uol.com.br
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DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS
A Bahia, governada pelo falastrão Jaques Wagner, não está conseguindo esconder do conhecimento público sua incompetência na solução de problemas do seu estado. A companheirada aspones do seu governo estão de barriguinhas cheias, bons salários por pouco ou nada prestado de serviços. Porém, os policiais militares que colocam suas vidas em risco pela defesa dos cidadãos, estão relegados ao abandono do governo que não quer melhorar seus salários de fome, idêntico ao ocorrido no Rio de Janeiro com o governador Sérgio Cabral, que fala muito e não se aproveita nada, acusando os eficientíssimos bombeiros de vândalos. Estou notando nesse episódio grevista na Bahia, a falta de presença da cômica militância petista dando apoio aos grevistas e principalmente a dramática presença do senador Eduardo Suplicy, procurando novos estupros para aparecer na mídia, pois com trabalho produtivo não consegue aparecer.
Benone Augusto de Paiva: benonepaiva@yahoo.com.br
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SUPLICY E O USO DA FORÇA
Uai, por que nosso digníssimo senador Eduardo Suplicy não foi ao Congresso reclamar da ação da Força Nacional contra os familiares dos policiais militares da Bahia?
Jose G. Santinho: msantinho@uol.com.br
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AMIGO ÍNTIMO
É curiosa a política de dois pesos e duas medidas dos petistas deste país. Quando em São Paulo ocorre uma ação policial executada pela Polícia Militar (PM) de São Paulo, chove protestos das entidades que eles manipulam (OAB, Ministério da Justiça, ONGs e também alguns jornais e jornalistas), mas quando ocorre no quintal deles, como na Bahia do incompetente Jaques Wagner, aí a culpa é dos grevistas, que, aliás, no caso da PM baiana, no passado apoiavam as greves contra o governo estadual ao qual eles faziam oposição... É como eu digo, o único amigo íntimo do qual um petista é verdadeiramente devotado é a cueca.
Paulo Boccato: pofboccato@yahoo.com.br
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OS DESDOBRAMENTOS DA GREVE
Lamentáveis e extremamente preocupantes, sob todos os aspectos, os episódios de grave perturbação da ordem pública ocorridos no âmbito do Estado da Bahia em razão da greve de parte do efetivo da Polícia Militar. Na capital, uma onda de saques e assaltos assusta a todos e um total de 29 homicídios ocorreram num período de 30 horas. A gravidade do caso impôs ao governo federal o emprego imediato de tropas federais para manutenção da lei e da ordem, e o Ministro da Justiça, José Cardoso, presente em Salvador, declarou que os militares que cometerem crimes em razão da atual greve serão encaminhados a presídios federais. Ou seja, a situação definida é de intervenção federal no Estado para conter grave perturbação da ordem pública, caso previsto na Constituição Federal, e os crimes correlatos são, portanto, de competência federal. Há inclusive uma pergunta que não quer calar: haverá algo orquestrado por trás de tão lamentáveis episódios? Pelo sim e pelo não o fato é que estamos diante de um perigoso precedente que põe em risco a segurança pública, desprotege a sociedade e favorece diretamente a criminalidade. Deixar de cumprir a missão constitucional, de servir e proteger a sociedade, para reivindicar aumento salarial, por mais justo que seja, é medida de contra-senso e de quebra dos princípios basilares da hierarquia e da disciplina. A Constituição Brasileira e os estatutos específicos vedam aos militares o instituto da greve, havendo, portanto, a possibilidade de enquadramento em crime militar por desobediência, insubordinação, motim ou revolta, que podem não ser alvo de anistias futuras. O caminho é do diálogo e do bom senso. Todos sabemos da importância vital dos serviços da Polícia Militar e do Corpo Bombeiros, para o bem-estar da sociedade. Isso não há dúvida. É óbvio que sem segurança pública não há paz social. Todavia, os governos estaduais têm limites de caixa. A estratégia do “juntos somos fortes” é extremamente perigosa ao estado democrático de direito e à paz social. A defasagem e o aviltamento salarial nas instituições de segurança pública, face as características peculiares de suas missões, é um processo histórico no país que provém de longos tempos e certamente não será resolvido em curto espaço de tempo, com alguns Estados praticamente sobrevivendo para pagar salários de servidores e manter o custeio da máquina administrativa. Em muitos estados da federação não sobram sequer recursos para investimentos, nem na área social. Isso também é fato real. Dinheiro não se reproduz nos cofres estaduais com um toque de mágica para honrar as despesas de gasto com pessoal, ativo, inativo e pensionistas. Não se deve esquecer também dos aproveitadores políticos de ocasião que em verdade almejam ver o circo pegar fogo e colher frutos diante das crises. O caminho, num momento delicado como o que atravessa o governo da Bahia, é a busca incessante do diálogo e da negociação. Outro caminho poderá levar ao iminente e indesejável perigo da desordem e ao gravíssimo comprometimento da ordem pública. O triste episódio de invasão, por militares insuflados, ao Quartel Central do Corpo de Bombeiros no Rio, na fatídica noite de 3 de junho do ano passado, ainda permanece vivo em nossas lembranças. Que desagradáveis fatos não se repitam. O diálogo e o bom senso, portanto, terão que prevalecer. Que a ordem pública também se restabeleça, urgentemente e em toda sua plenitude, na terra de Castro Alves. É o que a sociedade, a destinatária dos serviços policiais, deseja o quanto antes.
Milton Corrêa da Costa: milton.correa@globomail.com

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