NÓS FAZEMOS A DIFERENÇA NO MUNDO...

Nós fazemos a diferença no mundo
"Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo." (Paulo Coelho)

Na qualidade de Cidadão, afirmamos que deveríamos combater o analfabetismo político, com a mesma veemência que deveria ser combatido o analfabetismo oficioso no Brasil. Pois a politicagem ganha força por colocarmos poder de importantes decisões nas mãos de quem não se importa com o que irá decidir.
Concordo com Bertolt Brecht, quando afirma que: "O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos”. Ele não sabe o custo de vida, nem que o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato, saneamento, mobilidade urbana, e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. “Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Do perdão...

Um velho vendia brinquedos no mercado de Madureira. Seus compradores, sabendo que ele estava com a visão fraca, de vez em quando pagavam com moedas falsas...O velho percebia o truque - mas não dizia nada. Em suas orações, pedia a Deus que perdoasse os que lhe enganavam...“Talvez estejam com pouco dinheiro, e querem comprar presentes para os filhos”, dizia consigo mesmo...O tempo passou, e o homem morreu...Diante do portal do Paraíso, rezou mais uma vez: “Senhor!”, disse. “Sou um pecador. Fiz muita coisa errada, não sou melhor que as moedas falsas que recebi. Perdoai-me!...” Neste momento o portão se abriu, e uma Voz disse: “Perdoar o que? Como posso julgar alguém que, em toda a sua vida, jamais julgou os outros?”.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Confúcio um breve relato e algumas frases...

Foi um dos mais notáveis mestres da arte de viver, e exerceu o seu magistério com singeleza insuperável. Não foi santo nem profeta. Não possuía a chave dos segredos do Universo. Embora se diga com frequência que as suas teorias influíram na religião da China, a verdade é que se preocupou pouco com a religião. O seu empenho mais ardente era conseguir que o homem agisse moralmente bem. Confúcio resumiu a sua doutrina num preceito, uma norma fundamental de conduta que tem o seu equivalente no Evangelho: "Não façais aos outros o que não queres que te façam a ti".
Por vezes, os ensinamentos de Confúcio revelam-se singularmente análogos aos contidos nas Escrituras. Esta similaridade deu, aliás, material para que se estabelecessem as analogias e as diferenças entre uns e outros. Por exemplo, o mandamento cristão: Não julgues, se não quiseres ser julgado" equivale à sentença de Confúcio segundo a qual, para julgarmos os outros, devemos servir-nos do nosso foro íntimo como termo de comparação. Não poderíamos ter nós cometido o mesmo pecado? Por outro lado, a contrastar com o preceito cristão de retribuir com o bem a quem nos faz mal, Confúcio sustentava que se devia responder "ao mal com a justiça e ao bem com a bondade".
Confúcio ganhava a vida como mestre. Não cobrava dos seus alunos uma importância fixa e ensinava gratuitamente os jovens pobres, mas dotados. O que chegou até nós da sua doutrina devemo-lo às extensas compilações feitas pelos seus discípulos, sob a forma de máximas soltas e trechos de conversas. Infelizmente não formam um conjunto relacionado com a história da sua vida, como é o caso de Jesus. "Em matéria de linguagem", dizia Confúcio, "o que importa é exprimir a ideia". A sua prosa é, de fato, sempre tão linear e límpida como a destes ditames:
Confúcio jamais permitiu a frouxidão moral ou a autoindulgência. Era um mestre tão rigoroso como exigente. Os seus discípulos deviam adquirir "dignidade, seriedade, firmeza de propósito, lealdade, é bondade e atenção reverente aquilo a que se dedicarem".
Tal como faria Platão, Confúcio traçou as linhas-mestras de uma república ideal. A república por ele imaginada nasce de um mundo em que os homens viveriam como membros de única família. Tal conceito era utópico, pois pedir aos chineses que tratassem todos os homens como seus irmãos era exigir demais. Muito embora o soubesse, Confúcio quis fazer com que o Mundo se encaminhasse para esse ideal.
Embora Confúcio tenha viajado vários anos pela China acompanhado de um reduzido grupo de discípulos, na esperança de encontrar um monarca que lhe oferecesse a oportunidade de realizar as reformas com que sonhava, alguns traços do seu caráter contrariaram a sua própria ambição. Em primeiro lugar, falava com mais franqueza do que convém a um político. A um príncipe violento que pediu conselhos sobre a arte de governar os homens, limitou-se a responder: "Começa por aprender a governar-te a ti mesmo".
“O confucionismo é à base da ética empresarial japonesa. Também em alguns dos chamados Tigres Asiáticos, como Coréia do Sul e Cingapura, ele é promovido como sistema filosófico a encorajar o desenvolvimento econômico”, afirma o historiador Ricardo Gonçalves, da USP. Isso porque os pensamentos de Confúcio pregavam, por exemplo, a importância da educação para melhorar a sociedade, com destaque à construção do caráter e não apenas ao acúmulo de conhecimentos. Ele também criou programas de treinamento para líderes em potencial. “Seu objetivo era formar homens perfeitos, que, tornando-se membros da burocracia estatal, ajudassem a construiu o estado ideal”, diz Ricardo.
Apesar desses pensamentos permitirem a ideia de conformismo, de aceitação passiva, Confúcio pregava o cumprimento do dever por parte de cada elemento da sociedade, como forma de lhes fortalecer e moderar o espírito para evitar os excessos. Sua doutrina pregava a criação de uma sociedade capaz, culturalmente instruída e disposta ao bem estar comum, fundamentada nos seguintes princípios:humanidade (altruísmo), cortesia, conhecimento ou sabedoria moral, integridade, fidelidade e honradez.
Pouco antes de morrer, o sábio chinês dizia que “Quando tinha 15 anos, pus meu coração a aprender; aos 30, estava firmemente estabelecido; aos 40 não tinha mais dúvidas; aos 50 conhecia os desígnios do Céu; aos 60 estava disposto a escutá-lo; aos 70 podia seguir o que meu coração me indicava sem transgredir o que é correto”.
FRASES DE CONFÚCIO
"Aja antes de falar e, portanto, fale de acordo com os seus atos".
"Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão".
"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas".
"Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos".
"Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros".
"Não fales bem de ti aos outros, pois não os convencerás. Não fales mal, pois te julgarão muito pior do que és".
"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente".
"O silêncio é um amigo que nunca trai".
"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade".
"Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo".
“A maior glória não é ficar de pé, mas levantar-se cada vez que se cai”.
“A natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os mantém separados”.
“A virtude da humanidade consiste em amar os homens; a prudência, em conhecê-los”.
“Aquele que cometeu um erro e não o corrigiu, está cometendo outro erro”.
“Aquele que mais estima o ouro do que a virtude há de perder a ambos”.
“É melhor acender uma vela que amaldiçoar a escuridão”.
“Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”.
“Há homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido...
“O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros”.
“O homem superior age antes de falar e depois fala de acordo com suas ações”.
“O que eu ouço, esqueço”. O que eu vejo, lembro. O que eu faço, aprendo.
“Saber o que é certo e não fazê-lo é a pior covardia”.
“Se nem consegues te relacionares corretamente com os vivos, por que te preocupas com o culto aos espíritos”?
“Transportai um punhado de terra todos os dias, e fareis uma montanha”.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Natureza humana

Eu caminhava com mais dois amigos pelas ruas de Niterói. De repente, no meio da conversa banal, os dois começaram a discutir e quase se atracaram... Mais tarde, já com os ânimos serenados, nos sentamos em um bar...Um deles pediu desculpas ao outro: “Tenho reparado que é muito mais fácil ferir pessoas que estão próximas”, disse...“Se você fosse estranho, eu teria me controlado muito mais. Entretanto, justamente pelo fato de sermos amigos, e de me entender melhor que ninguém, eu terminei sendo muito mais agressivo. Esta é a natureza humana”...Talvez esta seja a natureza humana. Mas vamos lutar contra isto. Não devemos deixar que o amor seja uma desculpa para fazer tudo que temos vontade. São justamente com as pessoas próximas que devemos ser mais cuidadosos.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mistérios de 'Lost' que (não) foram respondidos

Último episódio do programa foi exibido na terça-feira (25/05/10), no AXN.

Mesmo quem nunca assistiu a um minuto de “Lost” nos últimos seis anos sabe o assunto da série. Um grupo imenso de passageiros cai em uma misteriosa ilha do Pacífico após um acidente aéreo, um voo da Oceanic Airlines que saiu de Sidney com destino a Los Angeles.Também é sabido que o programa é cheio de mistérios, enigmas e formas de narrativa complexas, como flashbacks, flashforwards (o processo inverso) e até flash-sideways, um termo criado pelos produtores de “Lost” para uma realidade paralela que esteve presente apenas neste último ano.

O episódio que foi ao ar no domingo (24) na TV americana será exibido “oficialmente” nesta terça-feira no Brasil, pelo canal fechado AXN, às 22h. Caso você não o tenha assistido, não siga adiante!

O G1 viu o final e produziu, no infográfico abaixo, como 15 dos principais mistérios de “Lost” foram retratados ao longo de suas seis temporadas. Alguns, como muitos fãs já imaginavam, ficaram sem respostas. Alguém duvidava?

O grande mistério de “Lost”, que não está listado no infográfico acima, é a ilha. Ela é quem agrega todos e muito se especulou sobre seu significado desde que ursos polares apareceram na floresta e defuntos começaram a caminhar sozinhos.

O escritor Stephen King, logo no começo da atração, comentou sua teoria para o programa, algo que todo “lostie” já fez um dia. Segundo ele, todos estavam mortos. Na época, a história foi motivo de chacota, pois daria à enigmática trama um final previsível. E talvez ele tenha acertado, pois o final é aberto e passível de diversas interpretações.

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Se em seus primeiros anos “Lost” utilizou da ciência, de elementos físicos e filosóficos para criar um fiel grupo de seguidores, ao longo dos 17 últimos capítulos a série utilizou da fé, do amor, da esperança e de soluções até simplistas para responder a poucas das questões largadas no passado.

Após "The end", a ilha pode ser encarada como um lugar de redenção (alguns espectadores apostam que seja um purgatório). A realidade paralela tranquilamente seria o céu, o paraíso ou qualquer outro nome religioso que exista para definir a vida após a morte.

Selecionados por Jacob (fé), uma entidade cuja função é a de proteger aquele local único de seu irmão (razão), todos aqueles que levaram uma vida infeliz e solitária estiveram ali na ilha para cumprirem uma pena e terem uma segunda chance, que serviu para descobrirem quem realmente eram a fim de despertarem em outro plano espiritual - a realidade paralela.

Como explica Christian Shepard ao filho Jack, trata-se de um lugar em que todos chegaram juntos para que pudessem encontrar uns aos outros, pois a parte mais importante da vida de cada um foi o tempo que passaram juntos na ilha.

No começo do ano, os produtores executivos Carlton Cuse e Damon Lindelof adiantaram que o 6º ano de “Lost” teria uma relação maior com a 1ª temporada. E que o restante deveria ser encarado como parte uma grande jornada, de uma experiência à parte. O foco não seria responder aos mistérios, mas fornecer um bom final aos personagens.

Esqueça a Iniciativa Dharma, o templo ou as viagens no tempo de Faraday. Essas questões continuarão a fazer parte de um universo mantido apenas pelos fãs - que, aliás, desde que a série nasceu foram responsáveis por criarem na internet teorias muito superiores àquela sugerida em "The end" ou em outros episódios.

O "series finale" é um belo episódio, brega em alguns momentos até, e que fica naquela linha proposta por J.J. Abrams de sempre vir para confundir, não para explicar. Afinal, como se sabe muito bem em “Lost”, o que aconteceu, aconteceu.


Mesmo que a gente não saiba exatamente o quê.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Começando onde devia ter começado...

Conta um amigo que as palavras a seguir estão escritas no túmulo de um bispo anglicano, em uma catedral na Inglaterra: “Quando eu era jovem, e minha imaginação não tinha limites, sonhava mudar o mundo. Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobri que o mundo não mudaria: então restringi um pouco minhas ambições, e resolvi mudar apenas meu país. Mas o país também me parecia imutável. No ocaso da vida, em uma última e desesperada tentativa, quis mudar minha família, mas eles não se interessavam nem um pouco, dizendo que eu sempre repeti os mesmos erros. Em meu leito de morte, enfim descobri: se eu tivesse começado por corrigir meus erros e mudar a mim mesmo, meu exemplo poderia transformar minha família. O exemplo de minha família talvez contagiasse a vizinhança e, assim, eu teria sido capaz de melhorar meu bairro, minha cidade, o país, e - quem sabe? - mudar o mundo”.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O ANEL

Um aluno chegou a seu professor com um problema: - Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor sem olhá-lo, disse: - Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo. Devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez, depois. E fazendo uma pausa falou: - Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois, talvez, possa ajudar você a resolver o seu. - Claro professor! - gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse: - Monte no cavalo e vá até o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível!

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a joia a todos que passavam pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor para, assim, poder receber a sua ajuda e conselhos.

Entrou na casa e disse: - Professor sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel. - Importante o que me disse meu jovem - contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com o meu anel.

O jovem foi até ao joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse: - Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro. - 58 MOEDAS DE OURO! - exclamou o jovem. - Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente.

O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu. - Sente-se, disse o professor. E depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, falou calmamente: - Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor? E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

Todos nós somos como essa joia. Valiosos e únicos andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Só o especialista, Jesus, o grande joalheiro, sabe o seu real valor. Por isso, nunca aceite que a vida desminta isso.

Por: Gisele barros da silva lima

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Myiamoto e a sombra; aqui nas eleições vencemos... Parte dos inimigos foram derrotados...

Myiamoto Musashi, o célebre samurai que escreveu “O livro dos cinco anéis”, fala da estratégia para se compreender o espírito e as qualidades do inimigo... Segundo ele, quando não conseguimos saber o que nosso adversário pretende, devemos fingir um ataque. Todas as pessoas do mundo estão sempre preparadas para se defender, porque vivem no medo e na paranoia de que os outros não gostam dela... Desta maneira, também nosso adversário – por mais brilhante que seja – é inseguro e reage com violência exagerada à provocação. Ao fazer isso, mostra todas as armas que tem, e ficamos sabendo onde está forte, e quais são os seus pontos fracos... Musashi chama esta técnica de “movimentar a sombra”... Na verdade, o guerreiro da luz não entra no combate, mas provoca um pouco, e a sombra de sua provocação confunde o adversário...Então, sabendo exatamente que tipo de confronto deve esperar o guerreiro da luz ataca ou recua.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Conselhos

Tudo está escrito nos ruídos. O passado, o presente e o futuro do homem... Um homem que não sabe ouvir, não pode escutar os conselhos que a vida nos dá a cada instante. Só quem escuta o ruído do presente, pode tomar a decisão certa... Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras...Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação...Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos...Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter...Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A EVOLUÇÃO DA MULHER

Meu nome é "Mulher"
Eu era a Eva criada para a felicidade de Adão.
Mais tarde fui Maria dando à luz aquele que traria a salvação, mas isso não bastaria para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia, a mulher de verdade, para a sociedade não tinha a menor vaidade.
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais! Quero minha dignidade. Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha, sou pai, mãe, arrimo de família, sou caminhoneira, taxista, piloto de avião, policial feminina, operária em construção.
Ao mundo peço licença para atuar onde quiser.
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA e meu nome é MULHER!

Colaboração: José Maria Barbosa

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Um conto de Gibran

Eu estava andando nos jardins de um asilo de loucos, quando encontrei um jovem rapaz, lendo um livro de filosofia... Por seu jeito, e pela saúde que mostrava, não combinava muito com os outros internos...Sentei-me ao seu lado, e perguntei: “O que você está fazendo aqui?...” Ele me olhou surpreso. Mas, vendo que eu não era um dos médicos, respondeu: “É muito simples. Meu pai, um brilhante advogado, queria que eu fosse como ele. Meu tio, que tinha um grande entreposto comercial, gostaria que eu seguisse seu exemplo. Minha mãe desejava que eu fosse à imagem de seu adorado pai. Minha irmã sempre me citava o seu marido como exemplo de um homem bem-sucedido. Meu irmão procurava treinar-me para ser um excelente atleta como ele...” “E o mesmo acontecia com meus professores na escola, o mestre de piano, o tutor de inglês. Todos estavam convencidos e determinados que eram o melhor exemplo a seguir. Ninguém me olhava como se deve olhar um homem. Mas como se olha no espelho...” “Desta maneira, eu resolvi internar-me neste asilo. Pelo menos aqui eu posso ser eu mesmo”.

domingo, 27 de junho de 2010

Os dias impossíveis

Existem apenas dois dias onde é impossível fazer qualquer coisa: ontem e amanhã. O resto – ou seja, hoje – nos dá todas as ferramentas necessárias para conseguir aquilo que desejamos... A magia está cheia de coisas como “voltar às vidas passadas” ou “profecias sobre o futuro que nos espera”. Mas tal experiência não me acrescenta nada (talvez tenha reforçado um pouco da minha fé na Eternidade, mas foi tudo). Renascer para o presente – isso é o que precisamos fazer todos os dias... Como disse Albert Einstein: “cem vezes por dia eu me lembro de que minha vida interior e minha vida exterior dependem do trabalho que outros homens estão fazendo agora. Por causa disso, preciso me esforçar para retribuir pelo menos uma parte desta generosidade – e não posso deixar nenhum minuto vazio”.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O velho que atrapalhava tudo

G. I. Gurdjeff foi uma das mais intrigantes personalidades deste século. Bastante conhecido nos círculos que estudam ocultismo, é ainda ignorado como um importante estudioso da psicologia humana... A história a seguir passa-se quando ele, já morando em Paris, criou seu famoso Instituto para o desenvolvimento do homem...As aulas eram sempre bem concorridas. Mas entre os alunos, havia um velho - sempre de mau humor - que não parava de criticar o que ali era ensinado. Dizia que Gurdjeff era um charlatão, seus métodos não tinham qualquer base científica, e o fato de considerar-se um “mago” nada tinha a ver com sua verdadeira condição... Os alunos sentiam-se importunados pela presença daquele velho, mas Gurdjeff parecia não se importar...Um belo dia, ele abandonou o grupo. Todos se sentiram aliviados, achando que dali por diante as aulas seriam mais tranquilas e produtivas... Para surpresa dos alunos, porém, Gurdjeff foi até a casa do homem, e pediu para que voltasse a frequentar o Instituto. O velho recusou-se no início, e só aceitou quando lhe foi oferecido um salário para assistir as aulas... A história logo se espalhou...Os estudantes, revoltados, queriam saber como um mestre podia recompensar alguém que não tinha aprendido coisa alguma...“Na verdade, eu o estou pagando para que continue a dar suas aulas”, foi à resposta...“Como?”, insistiram os alunos. “Tudo que ele faz vai totalmente contra aquilo que o senhor nos está ensinando!...” “Exatamente”, comentou Gurdjeff. “Sem ele por perto, vocês custariam muito a aprender o que é raiva, intolerância, impaciência, falta de compaixão...” “Entretanto, com este velho servindo de exemplo vivo, mostrando que tais sentimentos tornam a vida de qualquer comunidade um inferno, o aprendizado é muito mais rápido...” “Vocês me pagam para aprender a viver em harmonia, e eu contratei este homem para ajudar a ensiná-los - pelo caminho oposto”.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Olhando os outros

Jéferson tem uma excelente imagem a respeito de nosso comportamento. Segundo ele, os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás... Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás, guardamos todos os nossos defeitos... Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui... E nos julgamos melhores que ele - sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dando o que tem

Um sábio chegou à cidade de Akbar, mas as pessoas não deram muita importância. Conseguiu reunir em torno de si apenas alguns jovens, enquanto o resto dos habitantes ironizava seu trabalho... Passeava com os poucos discípulos pela rua principal, quando um grupo de homens e mulheres começou a insultá-lo. Ao invés de fingir que ignorava o que acontecia, o sábio foi até eles e abençoou-os... Ao sair dali, um dos discípulos comentou: - Eles dizem coisas horríveis, e o senhor responde com belas palavras...O sábio respondeu: - Cada um de nós só pode oferecer o que tem.

terça-feira, 15 de junho de 2010

A reflexão

Um texto que encontrei na Internet, e que não trazia o nome do autor: A grande defesa contra a velhice é a capacidade que ainda temos de acreditar em nossos sonhos... Não existe nada tão real quanto um sonho. Ele é o caminho que existe entre o que somos, e o que desejamos ser... A realização de uma vida não é o dinheiro. Nem o poder. É a alegria... O sonho é aquilo que nos unirá, no futuro, com a pessoa que somos neste instante - jovem, e cheia de esperança. Seguremos, portanto, esta benção, com toda a força que pudermos. E trabalhemos por ela... Desta forma, você pode envelhecer, mas nunca será um velho.

sábado, 12 de junho de 2010

A verdadeira importância

Vera passeava com seu avô por uma Praça de Niterói. A determinada altura viu um sapateiro sendo destratado por um cliente, cujo calçado apresentava um defeito... O sapateiro escutou calmamente a reclamação, pediu desculpas, e prometeu refazer o erro... Pararam para tomar um café num bistrô. Na mesa ao lado, o garçom pediu a um homem que movesse um pouco a cadeira, para abrir espaço. O homem irrompeu numa torrente de reclamações, e negou-se... “Nunca esqueça o que viu”, disse o avô para Jean. “O sapateiro aceitou uma reclamação, enquanto este homem a nosso lado não quis mover-se”. Os homens úteis, que fazem algo útil, não se incomodam de serem tratados como inúteis. Mas os inúteis sempre se julgam importantes, e escondem toda a sua incompetência atrás da autoridade.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A porta da lei

Kafka conta a história de um homem que procura justiça, caminha até o Palácio da Lei... Diante da porta do palácio, um soldado monta a guarda. Como o sentinela não lhe dirige uma palavra, o homem resolve esperar. Espera um dia, mas o guarda continua mudo... “Se eu ficar por aqui, ele perceberá que eu quero entrar”, pensa o homem. E ali permanece... Passam-se dias, semanas, e anos inteiros. O homem continua diante da porta, e o sentinela continua montando guarda... As décadas passam, o homem envelhece, e já não consegue mover-se...Finalmente, quando nota que a morte se aproxima, reúne suas últimas forças e pergunta ao guarda: “Eu vim até aqui em busca de justiça. Por que você não me deixou entrar?”...“Eu não lhe deixei?”, responde, surpreso, o sentinela. “Você nunca me disse o que estava fazendo aí! A porta estava aberta, bastava empurrá-la. Por que você não entrou?”

sábado, 5 de junho de 2010

O inimigo

Nosso inimigo só entra na luta porque sabe que pode nos atingir. Exatamente naquele ponto em que nosso orgulho nos fez crer que éramos invencíveis... Durante a luta estamos sempre procurando defender nosso lado fraco, enquanto o inimigo golpeia o lado desguarnecido – aquele em que nós temos mais confiança. E terminamos derrotados porque acontece aquilo que não podia nunca acontecer: deixar que o inimigo escolha a maneira de lutar... O inimigo está ali para testar nossa mão, nossa vontade, o manejo da espada. Foi colocado em nossas vidas – e nós na vida dele – com um propósito. Este propósito tem que ser satisfeito. Por isso, fugir da luta é o pior que pode nos acontecer. É pior do que perder a luta, porque na derrota sempre podemos aprender alguma coisa, mas na fuga, tudo que conseguimos é declarar a vitória de nosso inimigo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O significado das vésperas

Sharon escreveu um livro sobre um mosteiro beneditino, e conta que as orações da tarde, chamadas “vésperas”, são cantos de esperança pela certeza de que a noite passará... “As vésperas nos indicam a necessidade que temos de nos aproximar do outro, quando a noite chega”, diz ela. “Mas nossa sociedade esqueceu a importância desta aproximação, e finge prezar muita a capacidade que cada um tem de lidar com as próprias dificuldades. Não rezamos mais juntos; escondemos nossa solidão como se fosse vergonhoso admiti-la”... Sharon faz uma pausa, e conclui: “Já fui assim. Até que um dia perdi o medo de depender do próximo, porque descobri que ele também estava precisando de mim”.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O arrogante usa máscara

Epictetus nasceu escravo, e se tornou um dos grandes filósofos de Roma. Foi expulso da cidade no ano 94, e criou - no exílio - uma maneira de ensinar a seus discípulos... Comentava a respeito dos encontros com outras pessoas: “Duas coisas podem acontecer quando nos encontramos com alguém: ou nos tornamos amigos, ou tentamos convencer esta pessoa a aceitar nossas convicções. O mesmo acontece quando a brasa encontra um outro pedaço de carvão: ou compartilha seu fogo com ele, ou é sufocada por seu tamanho, e termina se extinguindo”...“Como, geralmente, somos inseguros num primeiro contacto, tentamos a indiferença, a arrogância, ou a excessiva humildade. O resultado é que deixamos de ser quem somos, e as coisas passam a se dirigir para um estranho mundo que não nos pertence”...“Para evitar que isto aconteça, permita que seus bons sentimentos sejam logo notados. A arrogância geralmente é uma máscara banal da covardia, e termina impedindo que coisas importantes floresçam na sua vida”.