NÓS FAZEMOS A DIFERENÇA NO MUNDO...

Nós fazemos a diferença no mundo
"Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo." (Paulo Coelho)

Na qualidade de Cidadão, afirmamos que deveríamos combater o analfabetismo político, com a mesma veemência que deveria ser combatido o analfabetismo oficioso no Brasil. Pois a politicagem ganha força por colocarmos poder de importantes decisões nas mãos de quem não se importa com o que irá decidir.
Concordo com Bertolt Brecht, quando afirma que: "O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos”. Ele não sabe o custo de vida, nem que o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato, saneamento, mobilidade urbana, e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. “Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

ADOLESCÊNCIA: O Desenvolvimento Psicossocial

EU (SELF) E A IDENTIDADE
1. Segundo Erikson, a crise psicossocial da adolescência é uma crise de identidade e confusão de papéis. Em termos ideais, os adolescentes resolvem essa crise desenvolvendo sua própria exclusividade e seu relacionamento com a sociedade, estabelecendo nesse processo uma identidade sexual, política, moral e vocacional.
2 Às vezes a pressão para resolver a crise de identidade é muito grande, e em vez de explorar papéis alternativos os jovens antecipam suas opções, adotando indiscriminadamente os valores de outrem. Eles podem precipitar sua busca aceitando os valores dos pais ou podem preferir os valores de um culto ou de um herói.
3 Outros podem assumir uma identidade negativa, desafiando as expectativas da família e da comunidade. Alguns adolescentes passam por uma difusão da identidade, assumindo poucos compromissos com objetivos, princípios ou com uma determinada auto definição. Muitos jovens declaram moratória, preferindo esperar antes de se definir por uma identidade amadurecida.
4.Nas sociedades industriais e pós-industriais, as mudanças sociais são rápidas e as possibilidades de identidade são infinitas. Em consequência, a conquista de uma identidade pôde ser mais difícil, principalmente para os que — como membros de grupos minoritários — se vêem presa de padrões culturais divergentes.

A FAMÍLIA E OS AMIGOS
5.Os pais têm uma importante influência sobre os adolescentes. O hiato de gerações dentro das famílias geralmente não é muito grande, sobretudo quanto aos valores básicos. Os filhos tendem a não se afastar muito das crenças e dos ideais dos pais e estes têm especial interesse em minimizar quaisquer conflitos que apareçam.
6. Podem, entretanto, surgir conflitos nos relacionamentos entre pais e adolescente, que em geral aparecem no início da adolescência e tomam a forma de pequenos desentendimentos sobre coisas como cabelo, aparência e roupas.
7. Além dos conflitos, outros aspectos importantes do relacionarnento entre pais e adolescente são a comunicação, o apoio, a ligação e, prin­cipalmente, o controle.
8. O grupo de colegas é uma fonte vital de informações e incentivo. A subcultura adolescente proporciona um amortecedor entre o mundo da criança e o mundo dos adultos, permitindo, por exemplo, um contexto social para o início de relacionamentos heterossexuais. Embora a pressão de grupo possa levar os adolesdentes a problemas, sua influência muitas vezes é construtiva.
9. Enquanto a maioria das amizades íntimas no início da adolescência se dá com pessoas do mesmo sexo, na adolescência avançada as amizades geralmente incluem pessoas do sexo oposto, na medida em que relacionamentos amorosos começam a se desenvolver. Esses relacionamentos aumentam, em vez de substituir, as amizades entre pessoas do mesmo sexo.

O SUICÍDIO NA ADOLESCÊNCIA
10. A ideia de suicídio é bastante comum entre os alunos do segundo grau, com uma pequena minoria cometendo atos deliberados de auto-destruição (tentativas de suicídio). Uma grande variedade entre as taxas de suicídio de adolescentes é evidente entre grupos étnicos e nacionais, mas, em todo o mundo, as moças tendem mais a fazer tentativas de suicídio, e os rapazes tem maior propensão a consegui-lo. Os adolescentes são menos inclinados a se matar do que os adultos.

A TRANSGRESSÃO DA LEI
11. A violação da lei é mais comum na adolescência do que em qualquer outro período da vida. Quase todos os adolescentes se envolvem em algum tipo de delinquência, mas relativamente poucos são presos e menos ainda se tomam criminosos vitalícios persistentes. Os adolescentes com frequência também são vítimas de crimes.
12. A prevenção da criminalidade na adolescência inclui a identificação de crianças em risco, que têm poucos amigos, que consomem substâncias precocemente, que são tiranas, ou que são maltratadas ou negligenciadas. Nem todos os adolescentes transgressores são igualmente problemáticos, e a intervenção mais eficaz ocorre anos antes que uma transgressão violenta seja cometida.

CONCLUSÃO
13. A adolescência, mais do que as outras etapas da vida, oferece oportunidades para o crescimento e para a destruição. Se os fundamentos tiverem sido bem assentados, a maioria das pessoas em desenvolvimento estará adequadamente preparada para a vida adulta.

Texto de Berger, Kathleen Stassen

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