NÓS FAZEMOS A DIFERENÇA NO MUNDO...

Nós fazemos a diferença no mundo
"Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo." (Paulo Coelho)

Na qualidade de Cidadão, afirmamos que deveríamos combater o analfabetismo político, com a mesma veemência que deveria ser combatido o analfabetismo oficioso no Brasil. Pois a politicagem ganha força por colocarmos poder de importantes decisões nas mãos de quem não se importa com o que irá decidir.
Concordo com Bertolt Brecht, quando afirma que: "O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos”. Ele não sabe o custo de vida, nem que o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato, saneamento, mobilidade urbana, e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. “Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”
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domingo, 18 de março de 2012

Brasil, um dos últimos em trabalho produtivo


Trabalho na lanterna

Autor(es): Fabiana Ribeiro e Fabio Rossi

O Globo - 18/03/2012

Com produtividade de US$ 19.764 por cada trabalhador, o Brasil está em 15º lugar no ranking da América Latina, à frente só de Bolívia e Equador. Especialistas dizem que a produtividade baixa, resultado do ensino fraco que não qualifica a mão de obra, e os investimentos insuficientes na infraestrutura emperram o crescimento do país.

Brasileiro fica no 15º lugar em ranking de produtividade da AL, emperrando crescimento

O crescimento econômico do Brasil está em xeque. Produtividade baixa, investimento insuficiente, falta de mão de obra qualificada e gargalos estruturais (de portos a aeroportos) freiam a expansão da sexta economia do planeta, dizem especialistas. Levantamento com 17 países da América Latina mostra que a produtividade do trabalhador brasileiro - medida pelo quociente entre Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) e pessoal ocupado - está entre as mais baixas: na 15º colocação, à frente só de Bolívia e Equador, segundo dados da instituição de pesquisa americana The Conference Board. Perde para países como Argentina (produtividade de US$ 37.589 por trabalhador), Chile (US$ 35.864), Colômbia (US$ 23.208), México (US$ 35.579), Venezuela (US$ 31.054) e Peru (US$ 24.054).

Com uma produtividade de US$ 19.764 por trabalhador no ano passado, o Brasil vai ficando para trás: de um ano para o outro, é estimado um avanço de 1,4% - abaixo da média da América Latina (2,1%) e aquém da mundial (2,5%). Projeta-se para a China uma produtividade de US$ 16,7 mil em 2011 - menor do que a do Brasil, mas é um salto de quase 9% em um ano. Na Índia, o indicador sobe 5,2% e na Rússia, 4,4%. Nos países ricos, a produtividade alcança US$ 105 mil nos EUA e US$ 78 mil na Alemanha.

- Esse indicador é a síntese da baixa qualificação do trabalhador brasileiro, dos gargalos estruturais e do baixo investimento. Também está refletido nesses números o modelo econômico do país, calcado na produção de commodities. Não investimos em produtos de maior valor agregado. Nessas condições, não há como crescer 4%, 4,5% de forma sustentada - analisou Marco Tulio Zanini, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Os dados do The Conference Board apontam também que a produtividade média do brasileiro é quase 20% (18,7%) da do trabalhador americano. Grosso modo, é como se o trabalhador daqui demorasse quase cinco dias para produzir o mesmo do que quem está nos EUA.

- A produtividade se ressente da defasagem de investimento e da educação da população. E, em tempos de crise no mundo, isso faz com que o país perca competitividade global - disse Flávio Castelo Branco, gerente de Políticas Econômicas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), acrescentando que o ambiente institucional do país traz atrasos. - Reformas estruturais, apesar de serem nomes desgastados, são fundamentais para a produtividade.

Com economia fortemente baseada nas commodities, o Brasil observa, contudo, um crescimento dos serviços - que já responde por mais de 60% do PIB. Entretanto, esse tipo de setor se expande de uma forma diferente do que se observou nos países desenvolvidos. E, assim, o segmento pouco contribui para ampliar a produtividade do trabalho.

- É um setor que, para atender à demanda das classes emergentes, cresceu nos serviços simples voltados para as famílias e no comércio. Atividades que não exigem grandes especializações e empregam muita mão de obra - explicou José Ronaldo Souza Junior, economista do Ipea.

- Ao contrário de países como a China, nosso crescimento recai para serviços de baixo valor. A China se voltou também para tecnologia da informação, que requer grandes investimentos em formação. Para se ter ideia, a qualidade dos serviços brasileiros é ruim. Pedir uma simples pizza pode mostrar como essa qualidade é péssima. E isso também tem a ver com produtividade - disse Zanini.

O economista Naércio Aquino Menezes Filho, professor do Instituto de Ensino e Pesquisa, ressalta que a produtividade do trabalho é afetada pela escassez da mão de obra, que faz com que os salários de determinadas funções subam acima da própria produtividade. Salários elevados afetam os preços do produto final - tiro direto na produtividade, cuja máxima é produzir mais com menos.

- O Brasil cresce a partir da força de seus trabalhadores. Mas não há mais como crescer empregando mais gente. Com a taxa de desemprego perto do pleno emprego, vai faltar gente para fazer o país crescer. Se o consumo continuar crescendo, pode ser preciso importar profissionais para vários segmentos. Ou seja: não se nota somente a falta de pessoal qualificado. O problema se agrava com a falta de pessoal.

Saída é mais ensino e menos burocracia

Um dos caminhos, segundo Menezes Filho, para ampliar a produtividade vai além da política de juros ou dólar. É preciso pensar no país a longo prazo, o que inclui investimento na qualidade do ensino público - não somente sua universalização -, menos burocracia no ambiente empresarial, reformas trabalhistas e tributárias, investimentos em infraestrutura e mais inovação:

- Parcela grande de funcionários das empresas está resolvendo problemas: é gente que não produz, mas resolve questões jurídicas, trabalhistas... Apenas 5% das empresas brasileiras gastam em pesquisa. É muito pouco. Assim como são poucas as que empregam mestres e doutores. Saltos de crescimento atingem países que inovam.

Para compensar a falta de qualificação, há empresas que investem nos funcionários. São exceções, frisa Menezes Filho. Caso da Chemtech que tem uma universidade interna. Além de treinamentos para projetos, oferece especializações e mestrados. Em 2011, foram 5.500 vagas em treinamentos para seus 1.300 funcionários.

- Um engenheiro quando se forma, mesmo sendo elétrico ou mecânico, tende a ser generalista. Ele não traz conhecimentos específicos para atuar numa área específica. Atentos a isso, a companhia investe na qualificação, em cursos específicos. O investimento em educação é de 1,6% do faturamento. Ganhamos em produtividade e qualidade - concluiu Cristina Maretti, coordenadora de RH da Chemtech.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Opinião Geral: Para onde caminhamos parte III?... Povo que não conhece a sua HISTÓRIA vive condenado a repeti-la.


GOVERNO DILMA

Seguro-desemprego
O governo está atrasando parcelas de seguro-desemprego. Alguma vez houve atraso no pagamento da "turma"?
ANGELO ANTONIO MAGLIO: angelo@rancholarimoveis.com.br
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SUJEIRA NA CASA DA MOEDA
E aí, grande ministro Guido Mantega, apareceu sujeira da grossa até na Casa da Moeda, que não emite só o papel dinheiro, mas também outros tantos valiosos papéis. Mantega diz que só nomeou porque foi indicação do Roberto Jéferson. Que dívida o governo tinha com esse deputado que denunciou o mensalão? Parece que está ficando tudo bem esclarecido com essa paga. E agora Lula, Dilma, PT, vamos cortar os malfeitos ou passar manteiga em tudo para deslizar de mansinho goela abaixo mais essa bandalheira petista ?
José Alberto de Paiva: alpai12@yahoo.com.br
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‘BRACEAGEM’
O que houve na Casa da Moeda do Brasil foi uma "senhoriagem" ou uma "braceagem"? Pô, desde os tempos (século 17) daquela oficina no Rio de Janeiro (RJ) na qual se remarcava os patacões portugueses não tínhamos notícia de corrupção na Casa da Moeda do Brasil. Nem mesmo o companheiro (inglês) Thomas de La Rue era corrupto! Resta saber se a "senhoriagem" ou a "braceagem" era de proveito próprio do presidente da autarquia ou se era para uso coletivo da companheirada!
Ney José Pereira: neyjosepereira@yahoo.com.br
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O roto pelo rasgado
O Brasil atingiu estado "falimentar" na política, especialmente com os políticos que a compõem, manipulam e comandam, integrantes do PT, do PMDB e de partidos aliados. No meio destes não há mais ninguém idôneo, que não tenha praticado nenhum ato corrupto? É um "vírus" que atingiu e contaminou os políticos no poder há nove anos. Exemplo disso é a substituição do ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), por outro do mesmo partido, Aguinaldo Ribeiro, o qual já se envolveu em diversos atos e atitudes irregulares visando a beneficiar só seus familiares. Ou seja, "sai um roto e entra um rasgado".
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Ministro das Cidades
Nem bem o sr. Aguinaldo Ribeiro entrou em campo e já está a merecer cartão vermelho.
ROBERT HALLER: robelisa1@terra.com.br
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DINHEIRO PELO RALO
Se o governo não estivesse jogando bilhões no lixo com elefantes brancos por conta da Copa do Mundo construindo estádios de futebol, se não estivesse ajudando em bilhão os bárbaros comunistas cubanos, se não estivesse ajudando a Hugo Chávez, no Metrô venezuelano e que ainda não nos devolveu os 85 milhões de litros de gasolina que Lula mandou, se não houvera perdoado os milhões em dívidas pelo mundo, dinheiro nosso, se não tivera vendido a preço de banana a refinaria da Petrobrás à Bolívia, se não houvera dado ao FMI os US$ 10 bilhões, dinheiro que não retornará jamais por conta de uma cadeira na ONU que foi um blefe, se não dera bilhões para ONGs de apaniguados, aí, sim, teria dinheiro para dar aumentos dignos aos trabalhadores brasileiros. Ajudam outros países, mas nosso povo está na miséria. As Forças Armadas ganham mal... Já imaginaram se estas entrarem em greve?
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RECADO DE DEUS
Parece que Deus é mesmo brasileiro. E, para azar dos petistas, parece enviar mensagem a eles: “parem de se aproveitar e se locupletar da desgraça alheia”. Reparem: ultimamente, a cada tragédia ou complicação enfrentada pelos Estados governados por partidos de oposição, e que são comemorados e explorados à exaustão pelo PT e demais partidos de esquerda, tragédias e problemas maiores acontecem em seguida, nos Estados e cidades governados por aliados. Os petistas andam pagando pela boca. O pior é que quem também paga, muitas vezes com a vida, é a população governada por eles.
M. Cristina Rocha Azevedo: crisrochazevedo@hotmail.com
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PT SE CURVA AOS TUCANOS
Parabéns ao petismo! Somente depois de nove anos entenderam que era melhor privatizar os aeroportos do que seguir incompetente! Arrecadaram R$ 24,535 bilhões pela concessão de Cumbica, Viracopos e Brasília. Sorte do PSDB e dos eleitores que já na próxima eleição não vão ter mais petistas criticando as importantes privatizações da era FHC... Agora, convenhamos, essa privatização dos aeroportos do PT é meia-boca, porque os vencedores do leilão terão de aturar a Infraero no cangote como dona de 49% de participação, e ainda com direito a voto! Pode?! Tudo para manter umas centenas de camaradas inexpressivos indicados para cargos de confiança. Sinceramente, jamais na história política o PT esteve tão próximo e com a cara de PSDB como neste evento das privatizações. Burro ninguém é. Alguns demoram, mas aprendem alguma coisa...
Paulo Panossian: paulopanossian@hotmail.com
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LEILÃO
Ué, onde estavam os manifestantes petistas e trogloditas para atirar ovos e chutar os traseiros dos representantes dos investidores? Qual é a diferença dos tempos do “fora FHC”? Afinal, estão entregando bens do Brasil por preço de banana e que estão sendo gerenciados “de forma competente como nunca antes na história deste país”.
Alberto Bastos Cardoso de Carvalho: albcc@ig.com.br
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PARECE, MAS NÃO É
A privatização dos aeroportos foi um sucesso. O governo fatura R$ 24,5 bilhões, vai deixar de gastar mensalmente com a manutenção predial e salários de funcionários. Não parece ótimo negócio? Parece e é, menos para os que desviam verbas, recebem comissões de fornecedores, enviam pequenos "volumes" de aeroporto para aeroporto sem custo e identificação. É o socialismo brasileiro na corda bamba, passando para os competentes empresários da iniciativa privada o que não conseguem administrar.
Luiz Ress Erdei: gzero@zipmail.com.br
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O PAGAMENTO
Este leilão dos aeroportos, que foram arrematados com ágio, como o governo vai receber estes R$ 24,5 bilhões do leilão? Vai ser com moeda podre, papagaio? Sim, porque à vista, preencher o cheque ali na hora ninguém faz, porque ninguém tem. Todos compram de boca. Vai ver vão levantar financiamento no BNDES. Faz me rir.
Panayotis Poulis: ppoulis46@gmail.com
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NOVOS NEGÓCIOS
Agora o Movimento dos Sem-Terra (MST) está ampliando suas áreas de atuações, visando ao "mar". Eles promoverão entre 29 de junho e 1.º de junho um movimento denominado Regata de Paquetes, uma pequena regata de jangadas de tábuas para protestar. E para tanto concorrerão com dez jangadas com "velas vermelhas" expondo suas bandeiras. Esse protesto mudará o nome do movimento para "Movimento dos Sem-Mar" (MSM). E com certeza, mediante essa nova denominação, receberão uma série de novas vantagens e benefícios governamentais.
Angelo Tonelli: angelotonelli@yahoo.com.br
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MOVIMENTO DOS COM MAR
Sem ar, depois de asfixiado no meio rural pelos nove anos de governo petista, o Movimento dos Sem Terra vai lançar dez barcos numa regata de paquetes, em junho desse ano, em praia de Maceió.
Sergio S. de Oliveira: ssoliveira@netsite.com.br

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Opinião Geral: Para onde caminhamos parte II?... Povo que não conhece a sua HISTÓRIA vive condenado a repeti-la.


JUSTIÇA EM FOCO
FICHA LIMPA
O ministro Dias Toffoli liberou para votação no Supremo Tribunal Federal (STF) os processos que definirão a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano, e que estavam presos em suas mãos desde dezembro passado para análise. Para que esse assunto de incomensurável interesse popular entre na pauta da Corte, basta a vontade do ministro Peluso, que é quem define o que vai entrar em pauta. Vamos esperar que o presidente do STF agarrasse essa oportunidade de ouro para limpar um pouco a sua barra com o povo brasileiro, e dê a prioridade merecida a essa tão importante lei, para o bem do nosso País.
Ronaldo Gomes Ferraz: ronferraz@globo.com
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PODER JUDICIÁRIO
Nos últimos meses lemos e ouvimos diariamente alguém do Poder Judiciário, dizendo que trabalham muito, que ganham pouco, etc. Esta semana, na entrevista das páginas amarelas da revista Veja, o desembargador Ivan Sartori, que será empossado na próxima semana como presidente do maior Tribunal de Justiça do País – São Paulo –, diz entre tantos outras coisas que o salário de R$ 24.000,00 é pouco, que não está à altura do cargo, isto sem considerar as inúmeras benesses destes cargos que elevam tais salários a patamares a perder de vista do trabalhador comum, aliás, recentemente foi divulgado o Auxílio Alimentação desses senhores que é de R$ 710,00, isto é, superior ao Salário Mínimo que acaba de ser reajustado. Se ele acha pouco tal salário, o que será que tem a dizer se souber que um mestre doutor da USP, com dedicação exclusiva e 40 horas semanais de trabalho, recebe R$ 2.400,00, isso mesmo, 10% do salário de um juiz, e sem direito a somar inúmeros benefícios – alguém que estudou muito, dedicado à ciência, a salvar vidas, etc... infelizmente, este é o nosso Brasil com inversão de valores!
Luiz Roberto Savoldelli: savoldelli@uol.com.br
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JUDICIÁRIO AGREDIDO
Não consigo imaginar, em toda minha criatividade, punição mais benéfica que aposentadoria compulsória com ganhos iguais. O pior de tudo é ver ministros do STF achando o holofote sobre essas questões uma “agressão” ao Judiciário.
Fernando Baccari: fernando@baccari.com.br
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DÚVIDA
Sou assinante de jornais há mais de 50 anos e acredito que as notícias publicadas nele são corretas. No entanto, existem coisas que não estão bem explicadas e minha dúvida é a seguinte:
Quando um cidadão comum rouba, ele vai para a cadeia mas, se ele é um magistrado, recebe como punição máxima uma aposentadoria (polpuda!) compulsória, segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, Loman (aliás, tomei contato com esta sigla recentemente). Como isso funciona? Existem cidadãos diferenciados neste país? Mas se isto funcionasse para todos, imagine que maravilha! A aposentadoria pela qual todo mundo luta anos para conseguir poderia ser alcançada com um simples roubinho.
Sérgio Cunha: sermeg2000@yahoo.com.br
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JUDICIÁRIO, MP E OAB, O BASTIÃO DA JUSTIÇA
O STF, maduramente, reconheceu o direito do Conselho nacional de Justiça (CNJ) apurar as possíveis irregularidades cometidas por magistrados. Espera-se que, sem danos institucionais, encontre o meio mais adequado e transparente para esclarecer as dúvidas e, com isso, não restem os membros da classe diminuídos no seu prestígio e na liberdade de ação perante a comunidade. O juiz precisa ter condições de aplicar a sua fé publica na validação ou rejeição dos pleitos que lhe chegam às mãos e fazê-lo, dentro do estrito mandamento das leis. Para tanto é indispensável a presença, em todos os feitos, do representante do Ministério Público e do integrante da OAB que, ao seu lado, formam um tripé técnico-jurídico capaz de garantir a melhor interpretação daquilo que pretendeu o legislador e do interesse da lide. A convicção do magistrado não deve ser pessoal e sim do enquadramento legal da questão em litígio. A Constituição de 1988, batizada “cidadã” pelo deputado Ulysses Guimarães, no ato de sua promulgação, tem como principio fundamental a dignidade da pessoa humana, ampla defesa, contraditório e presunção de inocência, princípios que têm sido esquecidos por certos magistrados. O Ministério Público tem função (Custus Legis) fiscal da Lei, sua ação o faz fiel da balança na justa distribuição do Direito. Nesse período democratizante pós-constituição, a presença do advogado também tornou-se mais marcante, e o resultado é uma justiça mais técnica e menos pessoal. Está faltando acabar com a burocracia interpretativa de prazos e garantir às partes, quando insatisfeitas, a possibilidade de imediato recurso à instância superior. É preciso entender o juiz como um ente nomeado pelo Estado, mas também como um ser humano, tão passível de erros e enganos quanto os demais humanos. Por isso é que as decisões de todas as instâncias, inclusive as monocráticas, sempre devem ser acompanhadas de perto pelos representantes diretos da sociedade e das partes, sempre prontos a buscar a reforma, quando necessária. Só dessa forma conseguiremos ter, no país, a efetiva justiça...
Dirceu Cardoso Gonçalves: aspomilpm@terra.com.br
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STF X CNJ
Até que enfim uma decisão de peso! Parabéns aos seis ministros que votaram a favor.
Robert Haller: robelisa1@terra.com.br
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PODER NA BERLINDA
É vergonhoso saber que dos 11 ministros do STF, 5 votaram contra o CNJ. Fica evidente o interesse em acobertar as falcatruas que juízes cometem, usando uma toga putrefata, acreditando na impunidade. Felizmente, ainda temos um Ayres Britto, a Cármen Lúcia, o Dias Toffoli, o Gilmar Mendes, o Joaquim Barbosa e Rosa Weber que honram o STF. O resto, se é que podemos dizer assim, pois é lamentável que tenham votado contra. São 5 que não merecem o título de ministro. O Brasil ainda precisa acreditar no STF.
Alvim Candido da Fonseca: alvimcandido@hotmail.com
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BLINDAGEM
Sob os olhares complacentes de Temer e Marco Maia, Peluso quer dar ao Judiciário a mesma blindagem que o STF esta dando ao Executivo e Legislativo ao protelar a vigência da Lei da Ficha Limpa, o julgamento de ações contra ex-ministros, ex-governadores e mensaleiros envolvidos na corrupção.
Edvaldo Angelo Milano: e_milano@msn.com
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INCOERÊNCIA DO MINISTRO PELUSO
Incoerente e inapropriada a declaração do ministro Cezar Peluso de que “só uma nação suicida ingressaria voluntariamente em um processo de degradação do Poder Judiciário”. A degradação do Judiciário já está aí, mostrada para o país e só os cegos moralmente não enxergaram ainda – aliás, a degradação não é só no Judiciário que não tira as vendas dos olhos mas no Legislativo e, principalmente, no Executivo, pela total irresponsabilidade e desorganização em todas as esferas, chegando-se a questionar – “O que funciona com seriedade neste país?”. E toda esta situação começou no governo Lula com total desrespeito pela Constituição que “jurou” respeitar, como se seu juramento tivesse algum valor, diante de tanta demagogia, tramóias e mentiras com falsas promessas . Pisou na Constituição, no Judiciário, na ética, na verdade, no povo que, anestesiado, também nada vê. E diante de sua pressão – no momento - sobre São Paulo, qual fera enjaulada, está criando mentiras contra o governador para desestabilizá-lo diante do eleitorado com sua petralhada em ação, agredindo aos que não rezam pela mesma cartilha imoral. É fomentar o preconceito e o confronto entre a população, meta do inicio de seu governo e Da. Dilma segue seu jogo, passivamente. E como disse a blogueira Yoani Sánchez, Da. Dilma apareceu em Cuba “com a carteira aberta e os olhos fechados”. – Precisa dizer mais?
João Roberto Gullino: jrgullino@oi.com.br

Opinião Geral: Para onde caminhamos?... Povo que não conhece a sua HISTÓRIA vive condenado a repeti-la.


(IN) SEGURANÇA PÚBLICA

Silêncio...
Se o caos instalado na Bahia (enquanto o governador passeava em Cuba) estivesse acontecendo em São Paulo, alguém tem alguma dúvida de como estaria o clima por aqui? Alguém acredita que estaríamos "ouvindo" o mesmo silêncio das matilhas raivosas, aquelas que se consideram ungidas por alguma divindade para zelar pela democracia, pelos direitos humanos e por todas as demais causas nobres?
JOSÉ B. NAPOLEONE SILVEIRA: nenosilveira@aim.com
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Vidraça
Deixa ver se entendi: o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), como militante do partido, usava "estilingue" ao lado dos movimentos sociais e agora se acha atingido no "telhado de vidro"?
EDGARD GOBBI: edgardgobbi@gmail.com
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A Bahia e o Pinheirinho
Parece que doravante o PT entenderá que a ordem constituída precisa ser mantida a todo custo, em nome do respeito que se deve à nossa Carta Magna e às demais leis vigorantes. Assim está a demonstrar a situação na Bahia, cuja greve da Polícia Militar (PM) está a envolver todo o País e as forças que lhe dão a segurança necessária. Como consequência, não podem valer dois pesos e duas medidas, ou seja, uma opinião para São Paulo, no caso Pinheirinho, em São José dos Campos, e outra para a Bahia. Aliás, parece que esse partido está colhendo o que plantou, porque medidas de força estão sendo aplicadas necessariamente, em decorrência da leniência com que a entidade partidária sempre tratou grevistas e baguncistas deste país.
JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO: carneirojc@ig.com.br
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Fichinha
O que aconteceu no Estado de São Paulo é fichinha perto do que está acontecendo na Bahia. Com a palavra os petistas, a turma dos direitos humanos, juristas e por aí vai. Pobre Brasil! Pobre povo brasileiro!
NELSON PIFFER JR.: pifferjr86@gmail.com
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Números assombrosos
Os relatos, os números de pessoas mortas desde que a greve dos policiais baianos começou são inaceitáveis e desnudam o que muitos que se interessam por informação despida de politicagem já sabiam: a política de segurança da Bahia e a do governo federal são erradas e desastradas. Os dados sobre o aumento da criminalidade no País já apontavam para uma piora em todo o Nordeste. Nos últimos dez anos - nove dos quais são de governo petista -, só na Bahia a taxa é de 37,7 mortes a cada 100 mil habitantes. Não é pouco e esse número com certeza vai piorar - até agora já contam 89 mortos. Onde a eficiência petista, onde as políticas sociais que não conseguem melhorar a vida do cidadão? O ministro Gilberto Carvalho não se vai pronunciar contra essa "operação de guerra"? Um Estado que precisa das Forças Federais, do Exército, da Polícia Federal, para aplacar uma situação de greve está sob intervenção. Dilma não acha isso tudo uma "barbárie"?
MARIA TEREZA MURRAY: terezamurray@hotmail.com
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Flores e água de cheiro
Será que o Exército, comandado pelo PT, tratará os grevistas na Bahia, (des) governada pelo PT, com flores e água de cheiro, como defendiam os esquerdopatas ao criticar a reconquista da cracolândia pela cidadania paulistana e a reintegração de posse no Pinheirinho, em estrito cumprimento de ordem judicial legítima?
SAULO VIEIRA TORTELLI: saulo_tortelli@msn.com
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De greves
Num país onde políticos, juízes, assessores e apaniguados ganham salários astronômicos e, em vários Estados, a polícia, que se arrisca diariamente, perde a vida e passa miséria... Já imaginaram se as Forças Armadas também entrarem em greve?
ALBERTO NUNES: albertonunes77@hotmail.com
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GREVE NA BAHIA
Estamos assistindo, mais uma vez, a uma greve da Polícia Militar (PM), desta vez na Bahia. Aproveitando o caos na segurança pública, cenas de arrombamentos e homicídios passaram a ser frequentes, com sérias consequências até para a economia do Estado. Parece que as instituições estaduais militares, bombeiros e polícias, insistem em atropelar a Constituição, que proíbe explicitamente a greve no âmbito militar. Infelizmente, diante do número crescente desses movimentos, verifica-se que as punições não vêm correspondendo ao que a sociedade, a vítima, espera, graças às fissuras da lei habilmente identificadas pelos advogados. Daí as anistias e reintegrações, com graves consequências para a disciplina, pilar básico do espírito militar. O mais irônico é que, nessas situações de emergência, o Exército, muitas vezes, é chamado a intervir, o mesmo Exército que, sem pensar em greve, está há quase dois anos sem reajuste salarial.
Paulo Roberto Gotaç: prgotac@hotmail.com
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A FALTA QUE A PM FAZ
Geralmente só avaliamos o quanto vale um prestador de serviço quando ele nos falta. Apercebemo-nos da importância que ele sempre faz quando, de repente, deixou de ser feito. A segurança que a PM dá aos cidadãos baianos pode ser sopesada agora, em meio ao caos desta mortandade (que no momento em que escrevo já chegou a 93 óbitos em apenas 6 dias). Agora é a hora em que o governador Jaques Wagner tem de repensar se agiu bem com a PM, se os policiais militares realmente pediram-lhe um despropósito ou se sua reivindicação procede. Aliás, as PMs de outros Estados já estão de olho nos acontecimentos e garanto que, para bem ou para mal, não ficarão inertes.
Mara Montezuma Assaf: montezuma.scriba@gmail.com
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SINAIS TROCADOS
Triste do país em que policiais fazem greve e agem como marginais e os bandidos profissionais trabalham em tempo integral.
Haroldo Lopes: aluisantos@yahoo.com.br
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DIÁLOGO
A presidente Dilma classificou de barbárie a reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos. Segundo ela, e todo o PT, deveria ter havido diálogo. Na Bahia, com prefeito e governador do PT, a Polícia Militar, seguindo a prática instigada pelo PT em nível nacional, está em greve. A pedido do governador, a presidente despachou para lá a Armada Lulaleone, com centenas de homens fortemente armados, para dialogar com os grevistas.
Mario Helvio Miotto: mhmiotto@ig.com.br
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BARBÁRIE
Barbárie são 89 assassinatos em seis dias. Não é mesmo, Sra. Dilma? Justo num governo do PT, pois que num passado recente quem sempre defendia greve era o Lula. Estariam bebendo do próprio veneno, ou pimenta nos olhos dos outros é refresco? Pobre povo baiano.
Leila E. Leitão
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INTRANSIGÊNCIA DOS PODEROSOS DE PLANTÃO
Quando era oposição, o atual governador da Bahia atribuiu, durante uma greve da PM, ao Estado uma série de crimes ocorridos. Agora que é governo, diz que os crimes acontecidos desde o início da greve, foram praticados pelos grevistas. Junto à boa parte dos atuais governadores, afirma não poder aceitar a PEC 300, que prevê um piso salarial para a carreira de policial, pois não tem verba. Infelizmente neste nosso país, falta dinheiro para as necessidades básicas, mas sobra para viajar para Cuba, para prover voos de helicóptero de ex-presidentes, para garantir as mordomias do poder legislativo, para sustentar ONGs de fachada, de araque, para ser desviada de seus reais propósitos, para caixa dois eleitoral ou para engordar o bolso de certos funcionários, haja vista sete ministros recém afastados, etc. O governador , junto do ministro da justiça, chama os grevistas de vândalos e bandidos, diz que tem que cumprir ordem judicial de prisão contra 12 grevistas e que vagas foram “reservadas” em presídios federais de segurança máxima para os grevistas que forem presos. Quem está com a razão, o tempo dirá, mas um fato é incontestável: as polícias militares e os bombeiros são pessimamente remunerados.
Luiz Nusbaum: lnusbaum@uol.com.br
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CASSETETES E BALAS NÃO COMBINAM COM DEMOCRACIA
A Assembleia Legislativa da Bahia está cercada pelo Exército, Polícia Federal e Centro de Operações Especiais (COE), numa operação militar digna dos tempos da Ditadura. Lastimável. Devo salientar que não sou a favor de movimentos grevistas feitos de forma violenta e que prejudiquem os setores econômicos do Estado e a população, não obstante, também não sou a favor de qualquer movimento de repressão feito pelo Estado que cerceie o estado de direito dos trabalhadores pelo direito de fazerem greve. Greve que alias, sempre foi usada pelos trabalhadores, em especial pelos companheiros do PT e PCdoB, para atingirem seus objetivos reivindicatórios e políticos. O que me deixa perplexo é que quem está no comando desta repressão contra os policiais é quem sempre condenou a repressão e apoiou movimentos grevistas dos policiais do Estado da Bahia, no Pólo Petroquímico da Camaçari, duas greves gerais e outros movimentos sindicais e populares que é o Governador Jaques Wagner que, estranhamente agiu como se nada soubesse enquanto passeava em Cuba ao lado da Presidente Dilma e só veio a tomar uma posição três dias depois que o movimento cresceu e parecia fora de controle. Não acredito que o Wagner não soubesse de nada. Sabia. Sabia e deixou o movimento crescer, chegar aonde chegou para depois assumir uma posição de repressor, exatamente como fazia ACM, para depois tirar proveito político da situação. Governador tomara que esta sua posição não seja um tiro no pé. Invadir a Assembleia Legislativa, atirar nos policiais grevistas não é uma solução para quem se diz defensor dos direitos de manifestações dos trabalhadores. O senhor sabe exatamente como lidar com isto, sabe como tudo isso funciona, pois o senhor foi mestre em fazer graves políticas e usar o trabalhador como massa de manobra. Nunca como antes na história da Bahia tivemos um governador oriundo do movimento sindical e que usa os mesmos métodos da antiga direita para acabar com movimento grevista. Ao que parece, estamos diante de uma nova direita, uma direita com cara de esquerda, assumindo o governo da Bahia e do Brasil. Tudo igual. Governador, eu e parte do povo deste estado e do país, temos memória e não esquecemos nossa história. Não queremos que ela se repita. Cassetete e balas não combinam com democracia.
Juarez Cruz: juarez.cruz@uol.com.br
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A REVOLTA DOS PMS
Já chegamos a um ponto na Bahia em que não mais se pode falar de um mero conflito grevista, mas de uma revolta. O movimento reivindicatório dos policiais militares se transformou num enfrentamento com a União e o Exército. Do mesmo modo, deu-se a Conjuração Baiana ou dos Alfaiates (1798) e a Sabinada (1837-1838), inacreditável insurgência armada das camadas médias baianas, comerciantes, profissionais liberais e oficiais militares. O palco atual é de típica revolta originária de uma dissidência pontual. Isso porque, ao invés de negociadores especializados em conflitos trabalhistas, os governos de Jacques Wagner e de Dilma Rousseff optaram pela intervenção do Exército, ávidos de evitar um desgaste eleitoral por meio de uma solução rápida – e ilusória, como se verifica.
Amadeu R. Garrido de Paula: amadeugarridoadv@uol.com.br
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DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS
A Bahia, governada pelo falastrão Jaques Wagner, não está conseguindo esconder do conhecimento público sua incompetência na solução de problemas do seu estado. A companheirada aspones do seu governo estão de barriguinhas cheias, bons salários por pouco ou nada prestado de serviços. Porém, os policiais militares que colocam suas vidas em risco pela defesa dos cidadãos, estão relegados ao abandono do governo que não quer melhorar seus salários de fome, idêntico ao ocorrido no Rio de Janeiro com o governador Sérgio Cabral, que fala muito e não se aproveita nada, acusando os eficientíssimos bombeiros de vândalos. Estou notando nesse episódio grevista na Bahia, a falta de presença da cômica militância petista dando apoio aos grevistas e principalmente a dramática presença do senador Eduardo Suplicy, procurando novos estupros para aparecer na mídia, pois com trabalho produtivo não consegue aparecer.
Benone Augusto de Paiva: benonepaiva@yahoo.com.br
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SUPLICY E O USO DA FORÇA
Uai, por que nosso digníssimo senador Eduardo Suplicy não foi ao Congresso reclamar da ação da Força Nacional contra os familiares dos policiais militares da Bahia?
Jose G. Santinho: msantinho@uol.com.br
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AMIGO ÍNTIMO
É curiosa a política de dois pesos e duas medidas dos petistas deste país. Quando em São Paulo ocorre uma ação policial executada pela Polícia Militar (PM) de São Paulo, chove protestos das entidades que eles manipulam (OAB, Ministério da Justiça, ONGs e também alguns jornais e jornalistas), mas quando ocorre no quintal deles, como na Bahia do incompetente Jaques Wagner, aí a culpa é dos grevistas, que, aliás, no caso da PM baiana, no passado apoiavam as greves contra o governo estadual ao qual eles faziam oposição... É como eu digo, o único amigo íntimo do qual um petista é verdadeiramente devotado é a cueca.
Paulo Boccato: pofboccato@yahoo.com.br
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OS DESDOBRAMENTOS DA GREVE
Lamentáveis e extremamente preocupantes, sob todos os aspectos, os episódios de grave perturbação da ordem pública ocorridos no âmbito do Estado da Bahia em razão da greve de parte do efetivo da Polícia Militar. Na capital, uma onda de saques e assaltos assusta a todos e um total de 29 homicídios ocorreram num período de 30 horas. A gravidade do caso impôs ao governo federal o emprego imediato de tropas federais para manutenção da lei e da ordem, e o Ministro da Justiça, José Cardoso, presente em Salvador, declarou que os militares que cometerem crimes em razão da atual greve serão encaminhados a presídios federais. Ou seja, a situação definida é de intervenção federal no Estado para conter grave perturbação da ordem pública, caso previsto na Constituição Federal, e os crimes correlatos são, portanto, de competência federal. Há inclusive uma pergunta que não quer calar: haverá algo orquestrado por trás de tão lamentáveis episódios? Pelo sim e pelo não o fato é que estamos diante de um perigoso precedente que põe em risco a segurança pública, desprotege a sociedade e favorece diretamente a criminalidade. Deixar de cumprir a missão constitucional, de servir e proteger a sociedade, para reivindicar aumento salarial, por mais justo que seja, é medida de contra-senso e de quebra dos princípios basilares da hierarquia e da disciplina. A Constituição Brasileira e os estatutos específicos vedam aos militares o instituto da greve, havendo, portanto, a possibilidade de enquadramento em crime militar por desobediência, insubordinação, motim ou revolta, que podem não ser alvo de anistias futuras. O caminho é do diálogo e do bom senso. Todos sabemos da importância vital dos serviços da Polícia Militar e do Corpo Bombeiros, para o bem-estar da sociedade. Isso não há dúvida. É óbvio que sem segurança pública não há paz social. Todavia, os governos estaduais têm limites de caixa. A estratégia do “juntos somos fortes” é extremamente perigosa ao estado democrático de direito e à paz social. A defasagem e o aviltamento salarial nas instituições de segurança pública, face as características peculiares de suas missões, é um processo histórico no país que provém de longos tempos e certamente não será resolvido em curto espaço de tempo, com alguns Estados praticamente sobrevivendo para pagar salários de servidores e manter o custeio da máquina administrativa. Em muitos estados da federação não sobram sequer recursos para investimentos, nem na área social. Isso também é fato real. Dinheiro não se reproduz nos cofres estaduais com um toque de mágica para honrar as despesas de gasto com pessoal, ativo, inativo e pensionistas. Não se deve esquecer também dos aproveitadores políticos de ocasião que em verdade almejam ver o circo pegar fogo e colher frutos diante das crises. O caminho, num momento delicado como o que atravessa o governo da Bahia, é a busca incessante do diálogo e da negociação. Outro caminho poderá levar ao iminente e indesejável perigo da desordem e ao gravíssimo comprometimento da ordem pública. O triste episódio de invasão, por militares insuflados, ao Quartel Central do Corpo de Bombeiros no Rio, na fatídica noite de 3 de junho do ano passado, ainda permanece vivo em nossas lembranças. Que desagradáveis fatos não se repitam. O diálogo e o bom senso, portanto, terão que prevalecer. Que a ordem pública também se restabeleça, urgentemente e em toda sua plenitude, na terra de Castro Alves. É o que a sociedade, a destinatária dos serviços policiais, deseja o quanto antes.
Milton Corrêa da Costa: milton.correa@globomail.com