NÓS FAZEMOS A DIFERENÇA NO MUNDO...

Nós fazemos a diferença no mundo
"Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo." (Paulo Coelho)

Na qualidade de Cidadão, afirmamos que deveríamos combater o analfabetismo político, com a mesma veemência que deveria ser combatido o analfabetismo oficioso no Brasil. Pois a politicagem ganha força por colocarmos poder de importantes decisões nas mãos de quem não se importa com o que irá decidir.
Concordo com Bertolt Brecht, quando afirma que: "O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos”. Ele não sabe o custo de vida, nem que o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato, saneamento, mobilidade urbana, e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. “Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”
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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Políticos não podem ter tanto poder sobre a sociedade

Políticos não podem ter tanto poder sobre a sociedade

POR ALEXANDRE MAGNO FERNANDES MOREIRA AGUIAR

Existem várias razões para que seja limitado o poder do Estado e, por consequência, dos políticos que o dominam. Dentre elas, podem ser citadas a maior eficiência da economia e a felicidade gerada pelo exercício de maior autonomia pelos indivíduos. Essas motivações são válidas para qualquer país e já foram brilhantemente defendidas por doutrinadores como Friedrich August Von Hayek[1], Adam Smith[2], Wilhelm Von Humboldt[3] e Milton Friedman[4].

No Brasil, uma razão importantíssima agrega-se às anteriores: a endêmica corrupção de nossa classe política. Trata-se de um assunto já banalizado pelos escândalos que se sucedem em uma velocidade maior do que nossa capacidade para compreendê-los e, assim, combatê-los de forma eficaz. Na verdade, quase sempre as soluções apresentadas são apenas “cosméticas”, sem resultados práticos e com o simples objetivo de dar uma satisfação imediata à opinião pública.

A motivação mais profunda para tamanha corrupção é bastante simples: o indivíduo, na imensa maioria dos casos; objetiva alcançar apenas a satisfação de seus interesses pessoais e das pessoas que lhe são próximas. Essa situação, por mais que não soe agradável, é um simples dado da natureza humana, bastante estudado por filósofos clássicos, como o já citado Adam Smith[5] e até por neodarwinistas, como o polêmico Richard Dawkins[6].

Acredito que o altruísmo sincero, a abnegação dos interesses próprios para o auxílio dos outros, esteja presente em quase todas as pessoas em algumas situações bastante particulares. Porém, a dedicação da maioria das forças pessoas à caridade ou a qualquer outro objetivo de interesse público é de raríssima ocorrência.

Bertrand Russel[7] expressou essa condição humana de forma bastante clara ao declarar que as motivações fundamentais da maioria dos homens são a cobiça, a vaidade, a rivalidade e o amor ao poder. Mais ainda: de acordo com ele, em política, esses quatro impulsos básicos são o grande estímulo para a ação política.

Nesse ponto, chegamos à política, na qual existe um abismo entre o discurso e a prática. O discurso político já é bem conhecido de todos e consiste em infinitas formas de se dizer que “é tudo em prol do interesse público (do povo, dos pobres, dos ‘desfavorecidos’, etc.)”. A prática, ou seja, a agenda oculta dos políticos, é bem menos simpática e pode ser resumida em uma fórmula bastante semelhante à anterior: “é tudo em prol dos detentores do poder, de seus familiares e correligionários”.

A lógica eleitoral ameniza e, ao mesmo tempo, agrava esse problema. Ameniza no sentido de que, para reeleger-se, o político deve realizar medidas que favoreçam a população e, portanto, consigam a simpatia dos eleitores. O agravamento do problema é que essas mesmas medidas não têm em vista, verdadeiramente, a satisfação do interesse público, mas são apenas meios para a vitória nas eleições seguintes. Medidas justas, necessárias, mas, impopulares, são adiadas indefinidamente e, até mesmo, deixadas de lado em vista do imediatismo eleitoral.

Exemplo nítido da distorção eleitoreira ocorreu há poucos anos nos Estados Unidos. Durante o governo Bill Clinton, as regras para o financiamento da casa própria tornaram-se extremamente flexíveis, possibilitando a milhões de pessoas sem capacidade econômica e, até mesmo, a imigrantes ilegais, o acesso ao crédito bancário. Não há dúvidas que essa medida tornou o presidente americano mais popular. Porém, o inevitável calote em massa que se seguiu é uma das principais causas da profunda crise econômica mundial iniciada em 2008.

No caso brasileiro, todas essas características do mundo político são elevadas à enésima potência devido ao arraigado patrimonialismo dos detentores do poder, ou seja, desde os tempos da colonização, não se distingue entre o patrimônio público e o patrimônio privado dos governantes. É uma verdadeira cultura da apropriação do público pelo privado.

Ao contrário das instituições, como a Justiça, o Ministério Público e a Polícia, que podem e estão fortalecendo-se relativamente rápido, a cultura tem uma profunda característica inercial e, salvo raras exceções, demora décadas ou mesmo séculos para transformar-se. O denominado “processo civilizatório” é um trabalho para várias gerações. Enquanto isso, o embate entre a cultura patrimonialista e as instituições que a combatem será vencida, quase sempre, pela primeira.

É preciso uma dose imensa de autoengano para acreditar que, de modo voluntário, os políticos deixarão seus interesses pessoais e partidários de lado para dedicarem-se, integral ou primordialmente, ao interesse público[8]. São seres humanos e, como tais, darão preferência às suas questões pessoais. Exigir-se essa dedicação dos políticos é tão irreal quando esperar que apareça algum santo no Congresso Nacional ou na câmara de vereadores municipal.

A solução é bastante simples: diminuir, ao mínimo necessário, o poder conferido aos políticos sobre a sociedade. Trata-se de uma verdadeira transferência de poder do Estado para a população. Isso pode ser feita de duas maneiras principais.

A primeira delas é uma diminuição substancial nos tributos cobrados da população. É extremamente injusto e imoral que as pessoas sejam privadas de parte relevante de sua remuneração para que os interesses privados dos governantes sejam satisfeitos. Exemplo gritante dessa distorção é o orçamento bilionário do Senado Federal, com suas dezenas de diretorias inúteis e a produção semanal de escândalos. Além disso, com mais dinheiro disponível para os contribuintes, ações de assistência social a serem realizadas por particulares tendem a multiplicar-se (sim, as pessoas podem ajudar umas às outras sem a ajuda do governo!).

A outra medida é também uma diminuição substancial, mas da regulamentação imposta pelo governo à sociedade. São milhares de leis e milhões de atos administrativos que limitam radicalmente a liberdade dos cidadãos e os condicionam a objetivos que não são seus, mas da elite governante. Além do mais, todas as normas são, em essência, planos a serem cumpridos. Sua chance de fracasso ou mesmo de efeitos adversos é sempre considerável, uma vez que a realidade futura é, por natureza, imprevisível. A grande vantagem dos planos realizados por particulares é que, em caso de fracasso, seus efeitos serão sentidos apenas por aqueles que o fizeram. O planejamento estatal, ao contrário, tem sempre o efeito de distribuir seus fracassos por toda a sociedade[9].

Infelizmente, não há nada no horizonte que indique a adoção de medidas no sentido apontado acima. Pelo contrário. Continuaremos a exercer o costume do autoengano, que, no Brasil, foi elevado à categoria de arte. Na próxima eleição, mais sonhos serão vendidos às pessoas sedentas de ilusão. Os políticos manterão e, provavelmente, aumentarão seu poder. Afinal de contas, como dizem diariamente, é tudo em nome do interesse público...

[1] Direito, Legislação e Liberdade. Rio de Janeiro: Editora Visão, 1985.
[2] A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. São Paulo: Nova Cultural, 1985.
[3] Os limites da ação do Estado. Rio de Janeiro: Topbooks, 2004.
[4] Liberdade para escolher. São Paulo: s/d.
[5] Teoria dos sentimentos morais. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
[6] O gene egoísta. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
[7] Lo mejor de Bertrand Russel, p. 26-27. Barcelona: Edhasa, 2005.
[8] “Interesse público” é um termo genérico e abstrato o bastante para significar, na prática, qualquer coisa. Sua utilidade principal é legitimar a concessão de benefícios a determinada categoria, quer seja de sem-terras, servidores públicos ou mesmo de empresas. Talvez seja mais realista admitir que existem, na verdade, apenas interesses privados, de pessoas ou de grupos, tão ou mais numerosos quanto a população brasileira.
[9] Ver, a esse respeito, o notável livro de Nicholas Taleb Nassim: A lógica do cisne negro. O impacto do altamente improvável.

ALEXANDRE MAGNO FERNANDES MOREIRA AGUIAR é procurador do Banco Central do Brasil em Brasília. Professor de Direito Penal e Processual Penal na Universidade Paulista (Unip). Professor de Direito Penal, Processual Penal e Administrativo nos cursos Objetivo e Pró-Cursos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Briga na elite revela corrupção

Autor: Por Diego Viana
Valor Econômico - 13/01/2012
Leia a seguir a entrevista da cientista política Argelina Cheibub Figueiredo, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de janeiro (Iesp-Uerj).
Valor: O tema da ética na política está cada vez mais presente. Podemos ter esperanças de reduzir os níveis de corrupção?
Argelina Cheibub Figueiredo: O que estamos vivendo no Brasil é um processo comparável ao início da redemocratização, quando o tema da sociedade civil era o resgate da dívida social. De um tempo para cá, o tema é a questão da corrupção e do controle dos agentes governamentais. Com a estabilidade monetária e política, tivemos ganhos na área social e isso levou as diversas forças político-partidárias a apoiar o governo. Isso começou a consolidar aquilo que chamamos de presidencialismo de coalizão.
Valor: Esse apoio continuou no governo Lula?
Argelina: Continuou, mas a mudança política, com a alternância do grupo no poder, gera mais conflito na elite política. Com o conflito vêm as denúncias, os escândalos, a descoberta de casos de corrupção. Não é que os casos sejam falsos, mas não podemos comparar com outros períodos porque eles não apareciam.
Valor: O mesmo vale para o Poder Judiciário?
Argelina: Quando Lula disse que "precisamos abrir a caixa-preta do Judiciário", ele indicou uma mudança política. Antes, a caixa-preta não tinha sido mencionada por nenhum governante. Não que não quisessem mexer no Judiciário. É uma questão de agenda, as caixas vão sendo abertas na medida em que seja possível. O Judiciário abrange a elite social, econômica e cultural. Toda elite gosta de ser pouco controlada. Do ponto de vista dos juízes, ou da maioria deles, a falta de controle é um hábito e eles vão se rebelar ou pelo menos achar que o controle do CNJ é excessivo. Mas a população não acha.
"Qualquer tipo de comportamento incivilizado muda se tiver punição. As pessoas veem que depois da punição é tudo mais ordenado"
Valor: E quanto poder os juízes têm para evitar o controle? O STF entrou na briga com força.
Argelina: Acho que ninguém mais segura. O CNJ, enquanto tem apoio - e acho que essa discussão não está tão popular como poderia - vai ser cada vez mais forte. Não tem mais espaço para a falta de controle de uma categoria. Se dentro do Judiciário há correntes que acham que deve haver mais controle, e com apoio dos outros poderes e da população, é difícil manter a caixa-preta fechada.
Valor: Os escândalos de 2011 levam muita gente a crer que a corrupção está aumentando.
Argelina: Os índices comparativos são todos de percepção. Ora, a percepção de corrupção é tanto menor quanto menor for o grau de conflito entre as elites. O lado positivo é a vontade de controlar. O negativo é a descrença na política e nos políticos.
Valor: É o ponto crucial na política do Brasil?
Argelina: O Brasil é uma das maiores populações do mundo que contam com uma democracia consistente. Tomou decisões políticas difíceis, fez reformas econômicas difíceis, reduziu a pobreza, a miséria, mesmo a desigualdade até certo ponto. Ainda temos muita miséria, mas se formos comparar com um país como a Índia, a diferença é gritante. A assistência em saúde e educação avançou muito, mas a sensação da população é de que o dinheiro público foi todo desviado.
Valor: Quem são essas elites que brigam?
Argelina: São grupos de poder, grupos econômicos, representantes de grupos políticos e mesmo organizações da sociedade civil. Muitos têm uma atuação anti-política, de negação da democracia representativa, mas são pessoas que também fazem parte da elite política.
Valor: O sistema político torna inevitáveis os desvios de conduta?
Argelina: O que acontece no presidencialismo de coalizão brasileiro não é exclusividade nossa. Se um presidente ou primeiro-ministro for minoritário e precisar formar uma maioria para passar políticas, essa é a ação mais racional: formar a maioria com os partidos existentes. O que ele tem para oferecer é dividir o poder e isso se faz dividindo as áreas de atuação, os ministérios, os cargos. O presidencialismo de coalizão exige concessões, o que não significa que tenha de ser via corrupção. Quem me garante que um governo em que um partido só tenha a maioria produziria menos corrupção? O mais provável é o contrário, logicamente. Com mais partidos, há mais conflito e fica mais aparente quando há corrupção. Onde tem um partido majoritário há menos casos de corrupção, mas com um governo multipartidário, o conflito na elite é favorável ao cidadão. Se as instituições da sociedade funcionam bem, o conflito é benéfico para a democracia e para o cidadão. Quanto mais acordo tiver entre as elites, menos o interesse do cidadão comum vai ser atendido.
Valor: Então o Brasil tem motivos de orgulho?
Argelina: As várias características do sistema político brasileiro são positivas para o cidadão e ajudam a reforçar as demandas que a sociedade como um todo tem para resolver questões sociais, ampliar a cidadania, o acesso à saúde e à educação, aumentar os controles sobre o poder público e assim por diante. No Brasil, um dos ministérios mais cobiçados é o dos Transportes, porque é dinheiro para empreiteira. Isso é bom? Claro que não. Mas não acontece só aqui. A política tem esse lado. No governo Fernando Henrique, quem ganhou o ministério dos transportes foi o PMDB. O que o PMDB conseguiu com isso? Sustentar a estrutura do partido, que era o maior do país e continua sendo até hoje. Quando começou o governo Lula, como eram as estradas? Muito ruins. Surgiu alguma denúncia de corrupção naquele período? Nenhuma. E continuou assim com o PR. O que mudou agora é que o PMDB tinha como barrar denúncias de corrupção, mas o PR não tem.
Valor: E onde o Judiciário entra nisso?
Argelina: A Polícia Federal, depois que passou a agir livremente, prendeu advogados, desembargadores, gente do Judiciário. O Judiciário não está fora dessa realidade. Um dado interessante é que, ao contrário do Brasil, onde o orçamento do Judiciário é feito pelo próprio Judiciário, nos EUA ele é feito pelo Executivo. Em termos de separação dos poderes, o caso brasileiro é melhor, elimina a dependência financeira de um poder em relação a outro. Mas no Brasil, põe-se o Judiciário acima de qualquer suspeita. Se digo que Gilmar Mendes, por exemplo, tem uma preferência partidária evidente, sou mal recebida, mas essa preferência é clara. Acho bom que essa polêmica em torno do CNJ tenha surgido e espero até que aumente.
Valor: Por que a popularidade de Dilma resistiu à derrubada dos ministros?
Argelina: Achei que muitas vezes ela demorou muito para demitir os ministros. Eu esperava que isso seria ruim para a percepção do desempenho dela. Mas a população parece estar vendo mais resultado de governo do que pensamos. A isso se soma a atitude da presidente, que demitiu os ministros. Não é fácil explicar o aumento de popularidade. Talvez seja porque ela não fez muita política em cima da "faxina".
Valor: No plano individual, fala-se muito nas raízes profundas da corrupção do brasileiro, na forma de um desdém pela lei. Ela é irreversível?
Argelina: Nada é tão enraizado que não possa ser arrancado pela punição efetiva. Qualquer tipo de comportamento incivilizado muda se tiver punição. As pessoas veem que depois da punição é tudo mais ordenado e civilizado. As pessoas passam a viver melhor e a agir de acordo. Acostumam-se, a punição não é mais tão aplicada, porque não precisa. As multas, por exemplo, começam a ser levada mais a sério. Discordo veementemente da ideia de que o desdém à lei seja irreversível.
Valor: A inclusão social pode tornar o brasileiro mais capaz de mobilização e reivindicação?
Argelina: É difícil dizer. Acho que a entrada de muitas pessoas na sociedade de consumo reforça algo que já estava presente. Temos, sim, heranças patrimonialistas, clientelistas e assim por diante, mas o que a ciência política ensina é que nenhum comportamento se reproduz se não encontra mecanismos para isso. O malandro, a classe média que passa por fora, o juiz que dá carteirada, o grande proprietário, são cada vez menos favorecidos com o desenvolvimento das instituições. Então fica mais difícil dar carteirada, ou um grande político comprar o fiscal da lei seca para não ter a carteira de motorista apreendida... É uma estruturação do aparato de Estado para fiscalizar e melhorar o comportamento no âmbito público. Às vezes é difícil perceber isso, mas já vem desde o período da redemocratização. E isso não é por nenhuma lei invisível da política, é a consolidação de instituições no nível mesmo do sistema político.
Valor: Pode-se dizer que o sistema é menos caótico do que parece?
Argelina: Nossas instituições clássicas, o presidencialismo, o voto proporcional e obrigatório, o federalismo, sentidas como instituições que iam impedir o desenvolvimento do Brasil, no meu entender o favoreceram. Quando chegamos à redemocratização, com a nova constituição (tão amaldiçoada, mas de grande importância para várias coisas que aconteceram desde então), foram mantidas essas instituições, que dão um acesso amplo ao sistema político para a população. Também era uma preocupação dos constituintes que o Executivo não fosse paralisado, como aconteceu em 1963.
Valor: Mas ele continua tendo dificuldade de passar reformas importantes.
Argelina: Isso é relativo. A reforma da previdência no Brasil teve de ser feita por emenda. É óbvio que não passou uma boa parte, mas mudou tanto a previdência que é significativa. Ela levou dois anos para ser aprovada, e as pessoas acharam isso interminável. A reforma do serviço público foi feita em menos de um ano. Na Inglaterra, quando Margaret Thatcher foi fazer a reforma da previdência, em 1979 ela mandou um projeto e teve de retirar rapidamente, tamanha foi a grita no próprio Partido Conservador. Só reintroduziu a reforma em 1983 e a aprovação foi em 1986. Quando falamos em dificuldades, estamos falando de conseguir acordos. Em democracia é assim, não tem jeito.
Valor: A avaliação é positiva, então.
Argelina: Só não gosto que digam que minha visão é otimista, porque se baseia em dados. Temos de superar o "complexo de vira-latas".

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Opinião Geral: Para onde caminhamos parte III?... Povo que não conhece a sua HISTÓRIA vive condenado a repeti-la.


GOVERNO DILMA

Seguro-desemprego
O governo está atrasando parcelas de seguro-desemprego. Alguma vez houve atraso no pagamento da "turma"?
ANGELO ANTONIO MAGLIO: angelo@rancholarimoveis.com.br
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SUJEIRA NA CASA DA MOEDA
E aí, grande ministro Guido Mantega, apareceu sujeira da grossa até na Casa da Moeda, que não emite só o papel dinheiro, mas também outros tantos valiosos papéis. Mantega diz que só nomeou porque foi indicação do Roberto Jéferson. Que dívida o governo tinha com esse deputado que denunciou o mensalão? Parece que está ficando tudo bem esclarecido com essa paga. E agora Lula, Dilma, PT, vamos cortar os malfeitos ou passar manteiga em tudo para deslizar de mansinho goela abaixo mais essa bandalheira petista ?
José Alberto de Paiva: alpai12@yahoo.com.br
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‘BRACEAGEM’
O que houve na Casa da Moeda do Brasil foi uma "senhoriagem" ou uma "braceagem"? Pô, desde os tempos (século 17) daquela oficina no Rio de Janeiro (RJ) na qual se remarcava os patacões portugueses não tínhamos notícia de corrupção na Casa da Moeda do Brasil. Nem mesmo o companheiro (inglês) Thomas de La Rue era corrupto! Resta saber se a "senhoriagem" ou a "braceagem" era de proveito próprio do presidente da autarquia ou se era para uso coletivo da companheirada!
Ney José Pereira: neyjosepereira@yahoo.com.br
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O roto pelo rasgado
O Brasil atingiu estado "falimentar" na política, especialmente com os políticos que a compõem, manipulam e comandam, integrantes do PT, do PMDB e de partidos aliados. No meio destes não há mais ninguém idôneo, que não tenha praticado nenhum ato corrupto? É um "vírus" que atingiu e contaminou os políticos no poder há nove anos. Exemplo disso é a substituição do ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), por outro do mesmo partido, Aguinaldo Ribeiro, o qual já se envolveu em diversos atos e atitudes irregulares visando a beneficiar só seus familiares. Ou seja, "sai um roto e entra um rasgado".
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Ministro das Cidades
Nem bem o sr. Aguinaldo Ribeiro entrou em campo e já está a merecer cartão vermelho.
ROBERT HALLER: robelisa1@terra.com.br
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DINHEIRO PELO RALO
Se o governo não estivesse jogando bilhões no lixo com elefantes brancos por conta da Copa do Mundo construindo estádios de futebol, se não estivesse ajudando em bilhão os bárbaros comunistas cubanos, se não estivesse ajudando a Hugo Chávez, no Metrô venezuelano e que ainda não nos devolveu os 85 milhões de litros de gasolina que Lula mandou, se não houvera perdoado os milhões em dívidas pelo mundo, dinheiro nosso, se não tivera vendido a preço de banana a refinaria da Petrobrás à Bolívia, se não houvera dado ao FMI os US$ 10 bilhões, dinheiro que não retornará jamais por conta de uma cadeira na ONU que foi um blefe, se não dera bilhões para ONGs de apaniguados, aí, sim, teria dinheiro para dar aumentos dignos aos trabalhadores brasileiros. Ajudam outros países, mas nosso povo está na miséria. As Forças Armadas ganham mal... Já imaginaram se estas entrarem em greve?
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RECADO DE DEUS
Parece que Deus é mesmo brasileiro. E, para azar dos petistas, parece enviar mensagem a eles: “parem de se aproveitar e se locupletar da desgraça alheia”. Reparem: ultimamente, a cada tragédia ou complicação enfrentada pelos Estados governados por partidos de oposição, e que são comemorados e explorados à exaustão pelo PT e demais partidos de esquerda, tragédias e problemas maiores acontecem em seguida, nos Estados e cidades governados por aliados. Os petistas andam pagando pela boca. O pior é que quem também paga, muitas vezes com a vida, é a população governada por eles.
M. Cristina Rocha Azevedo: crisrochazevedo@hotmail.com
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PT SE CURVA AOS TUCANOS
Parabéns ao petismo! Somente depois de nove anos entenderam que era melhor privatizar os aeroportos do que seguir incompetente! Arrecadaram R$ 24,535 bilhões pela concessão de Cumbica, Viracopos e Brasília. Sorte do PSDB e dos eleitores que já na próxima eleição não vão ter mais petistas criticando as importantes privatizações da era FHC... Agora, convenhamos, essa privatização dos aeroportos do PT é meia-boca, porque os vencedores do leilão terão de aturar a Infraero no cangote como dona de 49% de participação, e ainda com direito a voto! Pode?! Tudo para manter umas centenas de camaradas inexpressivos indicados para cargos de confiança. Sinceramente, jamais na história política o PT esteve tão próximo e com a cara de PSDB como neste evento das privatizações. Burro ninguém é. Alguns demoram, mas aprendem alguma coisa...
Paulo Panossian: paulopanossian@hotmail.com
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LEILÃO
Ué, onde estavam os manifestantes petistas e trogloditas para atirar ovos e chutar os traseiros dos representantes dos investidores? Qual é a diferença dos tempos do “fora FHC”? Afinal, estão entregando bens do Brasil por preço de banana e que estão sendo gerenciados “de forma competente como nunca antes na história deste país”.
Alberto Bastos Cardoso de Carvalho: albcc@ig.com.br
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PARECE, MAS NÃO É
A privatização dos aeroportos foi um sucesso. O governo fatura R$ 24,5 bilhões, vai deixar de gastar mensalmente com a manutenção predial e salários de funcionários. Não parece ótimo negócio? Parece e é, menos para os que desviam verbas, recebem comissões de fornecedores, enviam pequenos "volumes" de aeroporto para aeroporto sem custo e identificação. É o socialismo brasileiro na corda bamba, passando para os competentes empresários da iniciativa privada o que não conseguem administrar.
Luiz Ress Erdei: gzero@zipmail.com.br
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O PAGAMENTO
Este leilão dos aeroportos, que foram arrematados com ágio, como o governo vai receber estes R$ 24,5 bilhões do leilão? Vai ser com moeda podre, papagaio? Sim, porque à vista, preencher o cheque ali na hora ninguém faz, porque ninguém tem. Todos compram de boca. Vai ver vão levantar financiamento no BNDES. Faz me rir.
Panayotis Poulis: ppoulis46@gmail.com
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NOVOS NEGÓCIOS
Agora o Movimento dos Sem-Terra (MST) está ampliando suas áreas de atuações, visando ao "mar". Eles promoverão entre 29 de junho e 1.º de junho um movimento denominado Regata de Paquetes, uma pequena regata de jangadas de tábuas para protestar. E para tanto concorrerão com dez jangadas com "velas vermelhas" expondo suas bandeiras. Esse protesto mudará o nome do movimento para "Movimento dos Sem-Mar" (MSM). E com certeza, mediante essa nova denominação, receberão uma série de novas vantagens e benefícios governamentais.
Angelo Tonelli: angelotonelli@yahoo.com.br
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MOVIMENTO DOS COM MAR
Sem ar, depois de asfixiado no meio rural pelos nove anos de governo petista, o Movimento dos Sem Terra vai lançar dez barcos numa regata de paquetes, em junho desse ano, em praia de Maceió.
Sergio S. de Oliveira: ssoliveira@netsite.com.br

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Opinião Geral: Para onde caminhamos?... Povo que não conhece a sua HISTÓRIA vive condenado a repeti-la.


(IN) SEGURANÇA PÚBLICA

Silêncio...
Se o caos instalado na Bahia (enquanto o governador passeava em Cuba) estivesse acontecendo em São Paulo, alguém tem alguma dúvida de como estaria o clima por aqui? Alguém acredita que estaríamos "ouvindo" o mesmo silêncio das matilhas raivosas, aquelas que se consideram ungidas por alguma divindade para zelar pela democracia, pelos direitos humanos e por todas as demais causas nobres?
JOSÉ B. NAPOLEONE SILVEIRA: nenosilveira@aim.com
*
Vidraça
Deixa ver se entendi: o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), como militante do partido, usava "estilingue" ao lado dos movimentos sociais e agora se acha atingido no "telhado de vidro"?
EDGARD GOBBI: edgardgobbi@gmail.com
*
A Bahia e o Pinheirinho
Parece que doravante o PT entenderá que a ordem constituída precisa ser mantida a todo custo, em nome do respeito que se deve à nossa Carta Magna e às demais leis vigorantes. Assim está a demonstrar a situação na Bahia, cuja greve da Polícia Militar (PM) está a envolver todo o País e as forças que lhe dão a segurança necessária. Como consequência, não podem valer dois pesos e duas medidas, ou seja, uma opinião para São Paulo, no caso Pinheirinho, em São José dos Campos, e outra para a Bahia. Aliás, parece que esse partido está colhendo o que plantou, porque medidas de força estão sendo aplicadas necessariamente, em decorrência da leniência com que a entidade partidária sempre tratou grevistas e baguncistas deste país.
JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO: carneirojc@ig.com.br
*
Fichinha
O que aconteceu no Estado de São Paulo é fichinha perto do que está acontecendo na Bahia. Com a palavra os petistas, a turma dos direitos humanos, juristas e por aí vai. Pobre Brasil! Pobre povo brasileiro!
NELSON PIFFER JR.: pifferjr86@gmail.com
*
Números assombrosos
Os relatos, os números de pessoas mortas desde que a greve dos policiais baianos começou são inaceitáveis e desnudam o que muitos que se interessam por informação despida de politicagem já sabiam: a política de segurança da Bahia e a do governo federal são erradas e desastradas. Os dados sobre o aumento da criminalidade no País já apontavam para uma piora em todo o Nordeste. Nos últimos dez anos - nove dos quais são de governo petista -, só na Bahia a taxa é de 37,7 mortes a cada 100 mil habitantes. Não é pouco e esse número com certeza vai piorar - até agora já contam 89 mortos. Onde a eficiência petista, onde as políticas sociais que não conseguem melhorar a vida do cidadão? O ministro Gilberto Carvalho não se vai pronunciar contra essa "operação de guerra"? Um Estado que precisa das Forças Federais, do Exército, da Polícia Federal, para aplacar uma situação de greve está sob intervenção. Dilma não acha isso tudo uma "barbárie"?
MARIA TEREZA MURRAY: terezamurray@hotmail.com
*
Flores e água de cheiro
Será que o Exército, comandado pelo PT, tratará os grevistas na Bahia, (des) governada pelo PT, com flores e água de cheiro, como defendiam os esquerdopatas ao criticar a reconquista da cracolândia pela cidadania paulistana e a reintegração de posse no Pinheirinho, em estrito cumprimento de ordem judicial legítima?
SAULO VIEIRA TORTELLI: saulo_tortelli@msn.com
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De greves
Num país onde políticos, juízes, assessores e apaniguados ganham salários astronômicos e, em vários Estados, a polícia, que se arrisca diariamente, perde a vida e passa miséria... Já imaginaram se as Forças Armadas também entrarem em greve?
ALBERTO NUNES: albertonunes77@hotmail.com
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GREVE NA BAHIA
Estamos assistindo, mais uma vez, a uma greve da Polícia Militar (PM), desta vez na Bahia. Aproveitando o caos na segurança pública, cenas de arrombamentos e homicídios passaram a ser frequentes, com sérias consequências até para a economia do Estado. Parece que as instituições estaduais militares, bombeiros e polícias, insistem em atropelar a Constituição, que proíbe explicitamente a greve no âmbito militar. Infelizmente, diante do número crescente desses movimentos, verifica-se que as punições não vêm correspondendo ao que a sociedade, a vítima, espera, graças às fissuras da lei habilmente identificadas pelos advogados. Daí as anistias e reintegrações, com graves consequências para a disciplina, pilar básico do espírito militar. O mais irônico é que, nessas situações de emergência, o Exército, muitas vezes, é chamado a intervir, o mesmo Exército que, sem pensar em greve, está há quase dois anos sem reajuste salarial.
Paulo Roberto Gotaç: prgotac@hotmail.com
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A FALTA QUE A PM FAZ
Geralmente só avaliamos o quanto vale um prestador de serviço quando ele nos falta. Apercebemo-nos da importância que ele sempre faz quando, de repente, deixou de ser feito. A segurança que a PM dá aos cidadãos baianos pode ser sopesada agora, em meio ao caos desta mortandade (que no momento em que escrevo já chegou a 93 óbitos em apenas 6 dias). Agora é a hora em que o governador Jaques Wagner tem de repensar se agiu bem com a PM, se os policiais militares realmente pediram-lhe um despropósito ou se sua reivindicação procede. Aliás, as PMs de outros Estados já estão de olho nos acontecimentos e garanto que, para bem ou para mal, não ficarão inertes.
Mara Montezuma Assaf: montezuma.scriba@gmail.com
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SINAIS TROCADOS
Triste do país em que policiais fazem greve e agem como marginais e os bandidos profissionais trabalham em tempo integral.
Haroldo Lopes: aluisantos@yahoo.com.br
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DIÁLOGO
A presidente Dilma classificou de barbárie a reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos. Segundo ela, e todo o PT, deveria ter havido diálogo. Na Bahia, com prefeito e governador do PT, a Polícia Militar, seguindo a prática instigada pelo PT em nível nacional, está em greve. A pedido do governador, a presidente despachou para lá a Armada Lulaleone, com centenas de homens fortemente armados, para dialogar com os grevistas.
Mario Helvio Miotto: mhmiotto@ig.com.br
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BARBÁRIE
Barbárie são 89 assassinatos em seis dias. Não é mesmo, Sra. Dilma? Justo num governo do PT, pois que num passado recente quem sempre defendia greve era o Lula. Estariam bebendo do próprio veneno, ou pimenta nos olhos dos outros é refresco? Pobre povo baiano.
Leila E. Leitão
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INTRANSIGÊNCIA DOS PODEROSOS DE PLANTÃO
Quando era oposição, o atual governador da Bahia atribuiu, durante uma greve da PM, ao Estado uma série de crimes ocorridos. Agora que é governo, diz que os crimes acontecidos desde o início da greve, foram praticados pelos grevistas. Junto à boa parte dos atuais governadores, afirma não poder aceitar a PEC 300, que prevê um piso salarial para a carreira de policial, pois não tem verba. Infelizmente neste nosso país, falta dinheiro para as necessidades básicas, mas sobra para viajar para Cuba, para prover voos de helicóptero de ex-presidentes, para garantir as mordomias do poder legislativo, para sustentar ONGs de fachada, de araque, para ser desviada de seus reais propósitos, para caixa dois eleitoral ou para engordar o bolso de certos funcionários, haja vista sete ministros recém afastados, etc. O governador , junto do ministro da justiça, chama os grevistas de vândalos e bandidos, diz que tem que cumprir ordem judicial de prisão contra 12 grevistas e que vagas foram “reservadas” em presídios federais de segurança máxima para os grevistas que forem presos. Quem está com a razão, o tempo dirá, mas um fato é incontestável: as polícias militares e os bombeiros são pessimamente remunerados.
Luiz Nusbaum: lnusbaum@uol.com.br
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CASSETETES E BALAS NÃO COMBINAM COM DEMOCRACIA
A Assembleia Legislativa da Bahia está cercada pelo Exército, Polícia Federal e Centro de Operações Especiais (COE), numa operação militar digna dos tempos da Ditadura. Lastimável. Devo salientar que não sou a favor de movimentos grevistas feitos de forma violenta e que prejudiquem os setores econômicos do Estado e a população, não obstante, também não sou a favor de qualquer movimento de repressão feito pelo Estado que cerceie o estado de direito dos trabalhadores pelo direito de fazerem greve. Greve que alias, sempre foi usada pelos trabalhadores, em especial pelos companheiros do PT e PCdoB, para atingirem seus objetivos reivindicatórios e políticos. O que me deixa perplexo é que quem está no comando desta repressão contra os policiais é quem sempre condenou a repressão e apoiou movimentos grevistas dos policiais do Estado da Bahia, no Pólo Petroquímico da Camaçari, duas greves gerais e outros movimentos sindicais e populares que é o Governador Jaques Wagner que, estranhamente agiu como se nada soubesse enquanto passeava em Cuba ao lado da Presidente Dilma e só veio a tomar uma posição três dias depois que o movimento cresceu e parecia fora de controle. Não acredito que o Wagner não soubesse de nada. Sabia. Sabia e deixou o movimento crescer, chegar aonde chegou para depois assumir uma posição de repressor, exatamente como fazia ACM, para depois tirar proveito político da situação. Governador tomara que esta sua posição não seja um tiro no pé. Invadir a Assembleia Legislativa, atirar nos policiais grevistas não é uma solução para quem se diz defensor dos direitos de manifestações dos trabalhadores. O senhor sabe exatamente como lidar com isto, sabe como tudo isso funciona, pois o senhor foi mestre em fazer graves políticas e usar o trabalhador como massa de manobra. Nunca como antes na história da Bahia tivemos um governador oriundo do movimento sindical e que usa os mesmos métodos da antiga direita para acabar com movimento grevista. Ao que parece, estamos diante de uma nova direita, uma direita com cara de esquerda, assumindo o governo da Bahia e do Brasil. Tudo igual. Governador, eu e parte do povo deste estado e do país, temos memória e não esquecemos nossa história. Não queremos que ela se repita. Cassetete e balas não combinam com democracia.
Juarez Cruz: juarez.cruz@uol.com.br
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A REVOLTA DOS PMS
Já chegamos a um ponto na Bahia em que não mais se pode falar de um mero conflito grevista, mas de uma revolta. O movimento reivindicatório dos policiais militares se transformou num enfrentamento com a União e o Exército. Do mesmo modo, deu-se a Conjuração Baiana ou dos Alfaiates (1798) e a Sabinada (1837-1838), inacreditável insurgência armada das camadas médias baianas, comerciantes, profissionais liberais e oficiais militares. O palco atual é de típica revolta originária de uma dissidência pontual. Isso porque, ao invés de negociadores especializados em conflitos trabalhistas, os governos de Jacques Wagner e de Dilma Rousseff optaram pela intervenção do Exército, ávidos de evitar um desgaste eleitoral por meio de uma solução rápida – e ilusória, como se verifica.
Amadeu R. Garrido de Paula: amadeugarridoadv@uol.com.br
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DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS
A Bahia, governada pelo falastrão Jaques Wagner, não está conseguindo esconder do conhecimento público sua incompetência na solução de problemas do seu estado. A companheirada aspones do seu governo estão de barriguinhas cheias, bons salários por pouco ou nada prestado de serviços. Porém, os policiais militares que colocam suas vidas em risco pela defesa dos cidadãos, estão relegados ao abandono do governo que não quer melhorar seus salários de fome, idêntico ao ocorrido no Rio de Janeiro com o governador Sérgio Cabral, que fala muito e não se aproveita nada, acusando os eficientíssimos bombeiros de vândalos. Estou notando nesse episódio grevista na Bahia, a falta de presença da cômica militância petista dando apoio aos grevistas e principalmente a dramática presença do senador Eduardo Suplicy, procurando novos estupros para aparecer na mídia, pois com trabalho produtivo não consegue aparecer.
Benone Augusto de Paiva: benonepaiva@yahoo.com.br
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SUPLICY E O USO DA FORÇA
Uai, por que nosso digníssimo senador Eduardo Suplicy não foi ao Congresso reclamar da ação da Força Nacional contra os familiares dos policiais militares da Bahia?
Jose G. Santinho: msantinho@uol.com.br
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AMIGO ÍNTIMO
É curiosa a política de dois pesos e duas medidas dos petistas deste país. Quando em São Paulo ocorre uma ação policial executada pela Polícia Militar (PM) de São Paulo, chove protestos das entidades que eles manipulam (OAB, Ministério da Justiça, ONGs e também alguns jornais e jornalistas), mas quando ocorre no quintal deles, como na Bahia do incompetente Jaques Wagner, aí a culpa é dos grevistas, que, aliás, no caso da PM baiana, no passado apoiavam as greves contra o governo estadual ao qual eles faziam oposição... É como eu digo, o único amigo íntimo do qual um petista é verdadeiramente devotado é a cueca.
Paulo Boccato: pofboccato@yahoo.com.br
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OS DESDOBRAMENTOS DA GREVE
Lamentáveis e extremamente preocupantes, sob todos os aspectos, os episódios de grave perturbação da ordem pública ocorridos no âmbito do Estado da Bahia em razão da greve de parte do efetivo da Polícia Militar. Na capital, uma onda de saques e assaltos assusta a todos e um total de 29 homicídios ocorreram num período de 30 horas. A gravidade do caso impôs ao governo federal o emprego imediato de tropas federais para manutenção da lei e da ordem, e o Ministro da Justiça, José Cardoso, presente em Salvador, declarou que os militares que cometerem crimes em razão da atual greve serão encaminhados a presídios federais. Ou seja, a situação definida é de intervenção federal no Estado para conter grave perturbação da ordem pública, caso previsto na Constituição Federal, e os crimes correlatos são, portanto, de competência federal. Há inclusive uma pergunta que não quer calar: haverá algo orquestrado por trás de tão lamentáveis episódios? Pelo sim e pelo não o fato é que estamos diante de um perigoso precedente que põe em risco a segurança pública, desprotege a sociedade e favorece diretamente a criminalidade. Deixar de cumprir a missão constitucional, de servir e proteger a sociedade, para reivindicar aumento salarial, por mais justo que seja, é medida de contra-senso e de quebra dos princípios basilares da hierarquia e da disciplina. A Constituição Brasileira e os estatutos específicos vedam aos militares o instituto da greve, havendo, portanto, a possibilidade de enquadramento em crime militar por desobediência, insubordinação, motim ou revolta, que podem não ser alvo de anistias futuras. O caminho é do diálogo e do bom senso. Todos sabemos da importância vital dos serviços da Polícia Militar e do Corpo Bombeiros, para o bem-estar da sociedade. Isso não há dúvida. É óbvio que sem segurança pública não há paz social. Todavia, os governos estaduais têm limites de caixa. A estratégia do “juntos somos fortes” é extremamente perigosa ao estado democrático de direito e à paz social. A defasagem e o aviltamento salarial nas instituições de segurança pública, face as características peculiares de suas missões, é um processo histórico no país que provém de longos tempos e certamente não será resolvido em curto espaço de tempo, com alguns Estados praticamente sobrevivendo para pagar salários de servidores e manter o custeio da máquina administrativa. Em muitos estados da federação não sobram sequer recursos para investimentos, nem na área social. Isso também é fato real. Dinheiro não se reproduz nos cofres estaduais com um toque de mágica para honrar as despesas de gasto com pessoal, ativo, inativo e pensionistas. Não se deve esquecer também dos aproveitadores políticos de ocasião que em verdade almejam ver o circo pegar fogo e colher frutos diante das crises. O caminho, num momento delicado como o que atravessa o governo da Bahia, é a busca incessante do diálogo e da negociação. Outro caminho poderá levar ao iminente e indesejável perigo da desordem e ao gravíssimo comprometimento da ordem pública. O triste episódio de invasão, por militares insuflados, ao Quartel Central do Corpo de Bombeiros no Rio, na fatídica noite de 3 de junho do ano passado, ainda permanece vivo em nossas lembranças. Que desagradáveis fatos não se repitam. O diálogo e o bom senso, portanto, terão que prevalecer. Que a ordem pública também se restabeleça, urgentemente e em toda sua plenitude, na terra de Castro Alves. É o que a sociedade, a destinatária dos serviços policiais, deseja o quanto antes.
Milton Corrêa da Costa: milton.correa@globomail.com