NÓS FAZEMOS A DIFERENÇA NO MUNDO...

Nós fazemos a diferença no mundo
"Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo." (Paulo Coelho)

Na qualidade de Cidadão, afirmamos que deveríamos combater o analfabetismo político, com a mesma veemência que deveria ser combatido o analfabetismo oficioso no Brasil. Pois a politicagem ganha força por colocarmos poder de importantes decisões nas mãos de quem não se importa com o que irá decidir.
Concordo com Bertolt Brecht, quando afirma que: "O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos”. Ele não sabe o custo de vida, nem que o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato, saneamento, mobilidade urbana, e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. “Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce à prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”
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sábado, 28 de janeiro de 2012

Acreditem se quiser: Comperj cala a Tutela Coletiva

Realizado em Itaboraí e em Maricá a audiência pública do emissário de esgoto do Comperj sem a presença do MP Estadual ou Federal... O Inea através do seu representante disse que a legislação federal é ultrapassada tendo o RJ legislação própria ambiental... Pasmem os estudiosos contratados pelo Comperj para o impacto ambiental ignoraram a Lagoa de Maricá, os peixes do mar de Maricá com pargo e corvina entre outros, ressaca do mar, vida útil da tubulação e etc... Também foi retirado o direto dos participantes não cadastradas de fazerem perguntas... Aos representantes da mesa que apresentou nas coxas um ridículo projeto foram dispensadas inúmeras horas na tentativa de cansar os presentes... O Comperj apenas vai despejar em Itaipuaçu mil litros por segundo de resíduos industriais proveniente de água de esgoto reaproveitada pelo Comperj (onde eles vão arrumar tanto esgoto assim?)... Um verdadeiro Estupro ambiental e populacional feito pela multinacional Petrobras.
A escolha por Maricá se deve exclusivamente a população ser numericamente inferior a São Gonçalo, o que torna o custo mais barato.
Recentemente vimos que São Luiz no Maranhão tem problemas com a tubulação de água cuja vida útil estabelecida na implantação já venceu faz tempo... O duto do Comperj não fez estudo de durabilidade (vida útil).
A mudança do padrão energético do Comperj ainda não teve explicação de danos ambientais... A licença era para uma refinaria agora são duas; logico que tem que mudar contra partidas, RIMA e EIA

RECADO PÚBLICO: DUTO DO COMPERJ, NÃO!
Por unanimidade, o recado foi dado na Audiência Pública do “Projeto do Emissário Terrestre e Submarino do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro”: - Fora, duto do COMPERJ!
A sociedade civil, em pleno exercício de cidadania, cumpriu seu papel e registrou na história do município de Maricá: - 24 de janeiro de 2012 – o dia do Não! Dia em que seus cidadãos se reuniram e viraram a mesa na Audiência Pública, aquele já conhecido e desconsiderado rito de passagem, passe-livre para os megaempreendimentos poluidores, usurpadores de referências ambientais e culturais. Em total cumplicidade, o poder público, aliado ao poder econômico, representado pelo INEA/CECA – órgão ambiental licenciador, assumiu o papel de mestre de cerimônia e apresentou seus atores, todos a serviço da liberação da absurda licença. A mesa da “festa” foi montada com pompa de corte, decorada com arranjos de flores mortas, impróprias! Os componentes, integrantes das equipes de consultores, da Petrobras e do INEA, identificados com pulseiras azuis, impróprias! Suas atitudes e discursos os identificavam, impróprios!
Em alta performance, experiente na função, o Presidente da CECA se apresentou ao público, destacando seu papel oficial, com a missão de receber as observações da plateia, “porque uma audiência pública não cancela o licenciamento, mas agrega recomendações ao processo”.  Destacou, ainda, que seriam aceitas perguntas por escrito e que o uso da palavra estaria garantido aos (14) participantes já inscritos, via internet, de acordo com normas do CONEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente). Assim, foi dada a largada para as questões de ordem: “Vale o escrito? Não é isso o que está escrito no papel que descreve as – Normas de procedimentos para Audiência Pública – assinado pelo INEA e distribuído na pasta da Petrobras”, alerta o militante, Fernando Tinoco, também experiente, lendo o item 4: - "o Presidente declarará aberta a primeira fase da Audiência Pública, assim como aberto o prazo para a apresentação de perguntas escritas e inscrições para o uso da palavra durante os debates..."  Diante disso, recuou o presidente da mesa e liberou o microfone, tempos depois de submeter a plateia, inclusive, ao relato dos projetos sociais da empresa, dedicados aos municípios afetados, como “uma grande oportunidade de promover o desenvolvimento da região do entorno”. Tempo perdido com tanto bla-bla-bla, pura propaganda enganosa, também imprópria! Além disso tudo, o foco fundamental está na outra questão da fala do presidente, sobre o papel da Audiência Pública: –“não cancela, mas agrega contribuições”. Segundo o item 6 das – Normas de procedimentos para Audiência Pública: “... ocasião em que apresentará explicação sobre o licenciamento ambiental, a ausência até o momento de decisão sobre a expedição da licença ambiental ao empreendimento, o caráter consultivo e os possíveis desdobramentos da Audiência Pública e o termo final do período de análise e decisão sobre a licença, o qual também levará em conta o que for apresentado na Audiência Pública e no período seguinte de oferecimento de comentários suplementares”.  Vale o escrito? Assim, como bem observou uma participante, simples dona de casa: – Registrem bem o resultado da Audiência: “O povo de Maricá disse não ao duto!” E outra completou: “Nossa casa, nossa regra!” Vale o registro? Ponto final.
 – A resistência, em Maricá, existe e está atuante como nunca, organizando seus movimentos e atuando em várias frentes em defesa dos ambientes naturais e culturais, como os pescadores tradicionais da comunidade Zacarias e os grupos em defesa das lagunas e restinga, como bem destacaram Flávia Lanari, representante da APALMA, e a Professora Desiré... da Associação Pró-restinga.
Como os donos do poder tanto gostam de destacar, também houve fartura de argumentos técnico-científicos contrários ao emissário, muito bem estudados e apontados pelos participantes, também embasados em pareceres dos meios acadêmicos. Dentre os muitos aspectos negativos do EIA, destaco o flagrante desrespeito à APA de Maricá e ao Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET, Unidade de Conservação administrada pelo próprio órgão licenciador, o INEA. A mesma mão que deve proteger licencia sua contaminação! Pasmem!

A área marinha do PESET, demarcada entre a Pedra do Elefante e o Costão de Itacoatiara, na enseada do bananal e entorno, (onde há ocorrência de vórtices), será alvo da pluma dos efluentes contaminantes: cianetos, fenóis, óleos e graxas... (toda a tabela periódica). Biodiversidade ignorada, biodiversidade perdida! Pesca artesanal de Itaipu e Maricá também em extinção!
Diante de tal ameaça, concreta, o Conselho Consultivo do PESET, integrado por representantes da sociedade civil, criou um Grupo de Trabalho dedicado a analisar o Estudo de Impacto Ambiental, ao longo do último ano. O Coordenador do GT, o ambientalista Cássio Garcez, apresentou na Audiência as principais questões (em anexo) que levaram à total desqualificação do EIA.
Essa Audiência Pública deve se tornar um marco. O marco zero para o INEA rever sua postura ética e a política pública ambiental que implementa  no Estado do Rio de Janeiro. Se é que se pode considerar a existência de algum planejamento ambiental nesse governo, que esteja acima e além das politicagens partidárias. Exemplo claro? A inexistência de um eficaz plano de contingência, falha revelada diante do último acidente ocorrido na bacia de exploração de petróleo no litoral de Campos. Imagens fortes: mancha de óleo de enormes dimensões se estendendo pelo mar aberto. E o monitoramento? E as consequências?  Quem sabe? E o pagamento das multas? Quem recebe? E as nefastas medidas compensatórias? O crime não compensa! A biodiversidade perdeu!
Laura França: Jornalista; Pós-graduada em Planejamento Ambiental-UFF; Ex-integrante do Movimento Cidadania Ecológica; Ex-Administradora do PESET (1993 a 1996); Integrante do GT-Duto do Comperj

Obras vizinhas ao Comperj danificam estrada em Itaboraí
Artigo do site O Globo, com o leitor Armando Sousa (morador)

Chegar a sítios pela Estrada de Sambaetiba, em Itaboraí (RJ), é como participar de um rali. Segundo o leitor Armando Sousa, as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que está sendo erguido pela Petrobras desde 2007, são as responsáveis pelo péssimo estado da via. Mesmo os reparos que teriam sido feitos pela empresa não ajudaram a resolver o problema.
No começo de janeiro, Sousa escreveu ao Eu-Repórter contando que manilhas instaladas para ajudar na drenagem da estrada, sem pavimentação, estariam causando o afundamento de trechos da via. Além disso, as cercas do Comperj também estariam prejudicando o escoamento da água da chuva, favorecendo a formação de atoleiros. No último dia 20, o leitor enviou outro relato, dizendo que funcionários do complexo cobriram as depressões com pedras. Entretanto, imagens feitas por Sousa no sábado (21) mostram que a estrada voltou a ceder, e as pedras rolaram para dentro das manilhas (clique aqui para ver as fotos). E o problema dos atoleiros persiste.

- Depois que vocês (repórteres) me ligaram, consertaram a manilha no ponto onde (o solo) estava cedendo. Na estrada mesmo, não fizeram nada. Só consigo ir a cavalo. Atolei mesmo sem chuva - descreveu o leitor, por telefone.
Desde meados do ano passado, Sousa recorre ao telefone 0800 789 001, criado para fornecer informações e receber reclamações sobre o Comperj, para pedir uma solução. Até o começo deste mês, Sousa não tinha recebido um retorno da Petrobras sobre os danos - “um discurso bem diferente de quando desapropriaram as terras”, escreveu ele no primeiro relato recebido pelo Eu-Repórter.

Também ao GLOBO a Petrobras não retornou, apesar dos insistentes pedidos de informação nos últimos dias. A Prefeitura de Itaboraí prometeu enviar uma equipe de fiscais ao local para verificar “se é a obra do Comperj que está provocando tal situação e para que sejam tomadas as medidas cabíveis” e esclarece que a Secretaria de Obras do município “estará fazendo um amplo trabalho de recuperação de vias no distrito de Sambaetiba.” O município não informou datas para a fiscalização, nem para a recuperação.
Previsto para entrar em operação em 2014, o Comperj ocupa um terreno cuja área é de 45 milhões de metros quadrados. Segundo o site oficial, as obras devem gerar 200 mil empregos. O projeto original previa que o complexo receberia investimentos de US$ 8,5 bilhões da Petrobras (em abril de 2011, com o anúncio do uso do gás natural como matéria-prima, a estimativa era de que os gastos cairiam em até 30%).

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Movimentos sociais pressionam Dilma por veto ao Código Florestal


Autora: Cristiane Agostine

Valor Econômico - 27/01/2012

Os movimentos sociais intensificaram as críticas ao novo Código Florestal, previsto para ser votado em março na Câmara, e pressionarão a presidente Dilma Rousseff a vetar itens da proposta, se o projeto de lei for aprovado pelos deputados. Nesta quinta-feira, cerca de 70 entidades da sociedade civil terão uma reunião com Dilma, como parte das atividades do Fórum Social Mundial Temático, em Porto Alegre.

No terceiro dia do fórum social, organizações como a CNBB, MST, Via Campesina, UNE, WWF e SOS Mata Atlântica anunciaram mobilizações em todo o país para tentar impedir a votação do novo Código Florestal, que foi alterado no fim do ano passado no Senado. Se o texto for aprovado da forma como está, os movimentos sociais apelarão para o veto da presidente.

Na análise de entidades da sociedade civil e ambientalistas, o projeto de lei deverá ampliar o desmatamento, anistiará os desmatadores e prejudicará os mangues.

Representando o MST e a Via Campesina, João Pedro Stédile reiterou: "os movimentos sociais devem pressionar Dilma pelo veto. Vamos apelar para o brio da presidente, que tem personalidade, para que honre seus compromissos com as gerações futuras. Vamos fazer ações de massa". Mario Mantovani, da SOS Mata Atlântica, disse que serão feitas 30 mobilizações em 14 Estados, que serão intensificadas na véspera do dia previsto para a votação do novo Código Florestal, em março.

Para a secretária geral da WWF, Maria Cecília Wey de Brito, o texto do novo Código Florestal brasileiro é "incoerente" com a Rio +20, conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, que será realizada no Rio de Janeiro, em junho.

"As alterações que foram feitas [no Senado] não foram suficientes para acabar com a perspectiva de aumento do desmatamento e da liberação de gases de efeito estufa. No texto, existem várias propostas para reduzir as áreas de conservação", afirmou. "Dilma pode não ter sido informada a contento sobre o Código Florestal, nem sobre a visão da sociedade civil sobre isso", disse a representante da WWF ao participar de um debate sobre o código florestal.

Na plateia, ativistas exibiam adesivos com a frase "Proposta de alteração do Código Florestal? Veta, Dilma!"

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e ex-presidenciável, analisou que a aprovação do atual texto do novo Código Florestal abrirá precedente para a votação de "uma enorme agenda de retrocessos", e citou projetos como o da revisão do código mineral e da demarcação de terras indígenas.

"Estão removendo empecilhos. O Brasil quer passar no teste da sustentabilidade ou mudar esse teste? Parece que está querendo mudar, em vez de passar", disse. "Esse texto é um retrocesso", declarou Marina.

"Dilma se comprometeu em vetar propostas que aumentassem o desmatamento e que anistiasse os desmatadores e está em uma situação complicada. Ou se indispõe com o Congresso ou com a sociedade. A nossa mobilização é importante para dar sustentação política para a presidente vetar", comentou.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Inea libera aterro sanitário no Anaia Pequeno; aterro de Itaboraí pode ter reviravolta.


Após meses de impasses e liberações, Instituto Nacional do Ambiente concede licença e área começa a operar na próxima semana. Local escolhido vai receber somente o lixo de São Gonçalo

Embora haja especulações sobre o possível recebimento de resíduos de outros municípios, a Prefeitura de São Gonçalo informou que o aterro só receberá lixo da própria região... Tendo inclusive o candidato a Prefeito de Itaboraí Marcio Panisset e seu assessor André Abençoado informado que caso se eleja também o CTR de Itaboraí passará a receber somente o lixo municipal.

Depois de alguns embargos e liberações, o Instituto Nacional do Ambiente (Inea) concedeu, ontem, a licença de instalação e operação do aterro sanitário no Anaia Pequeno, em São Gonçalo. Segundo a presidente do Inea, Marilene Ramos, o depósito de resíduos poderá começar a operar a partir da próxima segunda-feira.

O aterro terá capacidade para receber 2,5 mil toneladas por dia. O Inea e a SEA (Secretaria Estadual do Ambiente) exigiram para o funcionamento do local a transformação de 10% do lixo em energia renovável em cinco anos.

“Essa foi uma das exigências para o licenciamento. Vale ressaltar que o aterro dará destinação adequada ao lixo do município, permitindo ampliar investimentos, colaborando para o trabalho de coleta seletiva, além de proporcionar oportunidades para o catador em condições dignas. O aterro tem toda uma tecnologia disponível para a renovação do material coletado”, disse a presidente do Inea, Marilene Ramos.

De acordo com a empresa responsável, a Haztec Tecnologia e Planejamento Ambiental S.A, os resíduos coletados pela prefeitura serão tratados e destinados na Central de Tratamento de Resíduos (CTR), e os caminhões passarão pela guarita, sendo pesados e encaminhados para a unidade de tratamento correspondente. Os resíduos domiciliares e urbanos vão para a célula do aterro sanitário e os hospitalares para outro ambiente.

Lixão – Com a criação do novo aterro, o lixão de Itaoca, que recebe atualmente cerca de mil toneladas de resíduos, será desativado. Segundo o engenheiro da Haztec, Rogério Peres Ramos, após o fechamento, o espaço será revitalizado, coberto com argila. Depois haverá a geometrização visando a sua estabilidade, a drenagem do chorume e das águas pluviais, e o reflorestamento. “Será feita uma ‘remediação’ do local, onde o objetivo principal é tentar recuperar o espaço”, disse o engenheiro.

Polêmica – A menos de 500 metros das residências, o aterro é alvo de polêmica. Há 11 anos morando na localidade, o marceneiro Jair Ferreira Cardoso, 48 anos, não se conforma com a escolha. “Não temos mais sossego aqui. A movimentação de caminhões deixa uma poeirada”, alegou.

Marilene Ramos explica que a população tende a confundir lixão com aterro sanitário. “A população acaba sendo induzida a pensar que será feito um lixão, o que não é verdade. O aterro sanitário não tem contaminação dos lençóis freáticos, não há urubus e não tem catadores. À medida que os aterros são implantados a população entende e a resistência desaparece”, disse a presidente.

Uma batalha vencida

Em maio do ano passado a construção do aterro sanitário no Anaia Pequeno havia sido barrada pela Justiça. O juiz da 1ª Vara Cível de São Gonçalo, Jorge Jansen Counago Novelle, concedeu liminar impedindo a instalação do empreendimento.

O documento expedido pelo juiz atendeu ao que foi requerido em Ação Civil Pública, proposta pela Associação de Moradores do Recanto dos Arcanjos e o Centro Pró-Melhoramentos dos Moradores do Anaia Pequeno.

Na última segunda-feira, a Haztec venceu o processo, que tramitava no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Agora o caso voltará para a 1ª Vara Cível do município. Caso o juiz dê parecer favorável à empresa, a associação deverá entrar com novo recurso.

“Queremos o embargo da obra devido ao dano ambiental que causará às espécies nativas da região. Está prejudicando também as nascentes e a própria lei orgânica do município. A ideia é mobilizar a todos para fechar a pista em protesto”, disse o presidente do Centro Pró-Melhoramento dos Moradores do Anaia Pequeno, Robson de Moura.


sábado, 21 de janeiro de 2012

Chegou a hora de Itaboraí saber o que está construindo?... Onde esta o que já foi prometido?

Apesar de tudo dito (anunciado) na imprensa, a população do município de Itaboraí, ainda está às escuras sobre grandes projetos empresariais na cidade. Os itaboraínse reclamam que se fala em de grandes melhorias, polo industrial, gasoduto, empregos, ferrovias e metro, saneamento (água, esgoto e asfalto), transportes novas linhas e melhores ônibus, reflorestamento (3 milhões de arvores nativas; cinturão verde), mas até agora nada foi discutido com a sociedade, que já realizou várias reuniões de mobilização e promete fazer mais uma no dia 25 de janeiro, no Ciep 129 na entrada da Reta Nova próximo de Venda das Pedras.
Tudo pelo dinheiro
Os moradores criaram vários movimentos de “Luta por Itaboraí” e está preocupado com os anúncios de obras bilionárias, como as tubulações que vão cortar o município para atender as demandas do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), porto numa APA entre outras que ainda ficam somente nos boatos. Queremos saber a verdade do mapa de obras, tubulações no município e etc.
Mais
O sentimento Comunitário de Itaboraí criou vários blogs para defender a cidade de empreendimentos que podem ameaçar as poucas matas do local e mudar a vida dos moradores. Eles criticam a intenção da Petrobras em construir um emissário do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A audiência pública para discutir o assunto será no próximo dia 25 sem dar a devida divulgação.
Unidos
Os comentários nos blogs criticam o que eles chamam de “vendidos” e dizem que Itaboraí vê a sua destruição ambiental se aproximando. E os mandantes “eternos” do município se enriquecendo.
Dinheiro curto... Já no estado do Rio de Janeiro a “bronca” é outra. É contra o aumento das passagens de ônibus, metrô, trem e barcas que Governador é esse?

Emissário do Comperj entra em discussão

Tubulação poderá despejar no mar de Itaipuaçu efluentes químicos tratados no Comperj após passar por Itaboraí e Maricá. Reunião vai discutir possíveis danos ambientais
Com o intuito de discutir sobre os possíveis impactos ambientais causados pela construção do emissário submarino do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), as secretarias de Projetos Especiais, Meio Ambiente e Urbanismo de Maricá e Itaboraí irão participar, junto com a Petrobras, de uma audiência pública na próxima terça-feira (24/01), no CIEP da Rua Robson Mendonça Lou, em Inoã. Lamentamos que o fato tenha sido pouco divulgado em Itaboraí
O emissário, que pretende despejar no mar de Itaipuaçu os efluentes químicos tratados no Comperj após atravessar as áreas de Itaboraí e Maricá, causou revolta aos moradores e ambientalistas dos municípios, que chegaram a pedir no ano passado a suspensão de sua construção ao Ministério Público Federal (MPF).
Segundo a Prefeitura de Maricá, a estatal irá apresentar na audiência o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA) do licenciamento do emissário.
Prefeitura- A prefeitura completou em nota que “a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo também está analisando o projeto para defender os interesses da cidade de Maricá. Não há um parecer definitivo sobre a construção e o projeto pode sofrer alterações após discussões nas audiências públicas que estão sendo organizadas pela própria Petrobras”. Em Itaboraí vai passar pelos bairros de Pacheco, Pico e Duques onde os proprietários já foram informados superficialmente dos fatos por terceirizados. Os valores estão na faixa de 10 dólares o metro quadrado.
Inea- Já o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que será o responsável pela avaliação dos impactos ambientais da construção do emissário, afirma que o licenciamento ambiental do emissário terrestre e submarino do Comperj está em fase de análise pelo Instituto para a concessão de Licença Prévia (LP).
NOTA DA PEROBRÁS (COMPERJ)
A Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) realizará duas audiências públicas para apresentação e discussão do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA) do licenciamento do Emissário Terrestre e Submarino do Comperj. A tubulação a ser implantada descartará efluentes tratados no mar, após atravessar áreas em Itaboraí e Maricá.
Nesses encontros, a população interessada será ouvida pelos órgãos ambientais competentes.
As audiências públicas serão realizadas nos seguintes dias:
24/01 – Maricá: Local: Ciep 391 Robson Mendonça Lou... Endereço: Leito da Estrada de Ferro, 5, Inoã, Maricá... Horário: 19h
25/01 – Itaboraí: Local: Ciep 129 José Maria Nanci... Endereço: Avenida Flávio Vasconcelos, s/n, Venda das Pedras, Itaboraí... Horário: 19h
A Petrobras fornecerá ônibus gratuito para quem for ao evento nos seguintes locais e horários, retornando aos mesmos pontos após as audiências:
MARICÁ:
·                     RECANTO (ITAIPUAÇU) - PONTO FINAL DOS ÔNIBUS DA VIAÇÃO NOSSA SENHORA DO AMPARO, ÀS 18H... ENDEREÇO: RUA TRÊS, ESQUINA COM RUA RAIMUNDO MONTEIRO, RECANTO
·                     JARDIM ATLÂNTICO (ITAIPUAÇU) – ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO JARDIM ATLÂNTICO, ÀS 18H... ENDEREÇO: RUA 36, ESQUINA COM RUA 56, JARDIM ATLÂNTICO
·                     RUA 70 (ITAIPUAÇU) – PRAÇA DA 70, ÀS 18H... ENDEREÇO: RUA 70, ESQUINA COM RUA 36, JARDIM ATLÂNTICO.
·                     PONTA NEGRA – PRAÇA CENTRAL DE PONTA NEGRA, ÀS 18H... ENDEREÇO: RUA BEIRA DO CANAL, PRAÇA CENTRAL DE PONTA NEGRA
·                     BARROCO (ITAIPUAÇU) – PRAÇA DO BARROCO, ÀS 18H... ENDEREÇO: ESTRADA DE ITAIPUAÇU, ESQUINA COM RUA DOS LÍRIOS
·                     ITAOCAIA (ITAIPUAÇU) – FORRÓ DO CARRAPATO, ÀS 18H... ENDEREÇO: ESTRADA DE ITAIPUAÇU, ESQUINA COM RUA 5
·                     CASSOROTIBA – PONTO DE ÔNIBUS EM FRENTE AO CONDOMÍNIO SANTA PAULA, ÀS 18H... ENDEREÇO: ESTRADA DE CASSOROTIBA S/N
·                     INOÃ – EM FRENTE À ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE INOÃ (AMI), ÀS 18H20... ENDEREÇO: RUA JOÃO PAULO DA COSTA, 274
·                     CENTRO – PRAÇA CENTRAL, ÀS 18H... ENDEREÇO: RUA ALMEIDA FAGUNDES
·                     BARRA DE MARICÁ – EM FRENTE À ASSOCIAÇÃO DE ZACARIAS, ÀS 17H45... ENDEREÇO: RUA THEODORO JOSÉ MARTINS
·                     BOSQUE FUNDO – EM FRENTE À ESCOLA MUNICIPAL DARCY RIBEIRO, ÀS 18H... ENDEREÇO: RUA SEIS, LOTE 13, QUADRA 7.
·                     CASSOROTIBA – PONTO FINAL DE ÔNIBUS DA LINHA CASSOROTIBA, ÀS 17H30... ENDEREÇO: ESTRADA DO CASSOROTIBA Nº 8060.
ITABORAÍ:
·                     PRAÇA CENTRAL DE ITABORAÍ (CENTRO) – EM FRENTE À IGREJA SÃO JOÃO BATISTA, ÀS 18H... ENDEREÇO: PRAÇA MARECHAL FLORIANO PEIXOTO, S/N
·                     CALUNDU / NOVA CIDADE – CAMPO DE FUTEBOL DO CALUNDU, ÀS 18H... RUA HILDA ARAÚJO, 2.676, EM FRENTE AO BAR VARANDÃO
·                     CURUZU – PONTO FINAL DOS ÔNIBUS, ÀS 17H30... ENDEREÇO: PRAÇA DO CURUZU
·                     ITAPOCORÁ – EM FRENTE AO CENTRO DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS (CTR) DE ITABORAÍ, ÀS 17H45... ENDEREÇO: ESTRADA JOSÉ FIUZA, S/N
Para estas e outras informações, ligue 0800 789 001 – Opção 4

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Grupo político dominante de Itaboraí pretende lucrar com a Dengue?... Ou pretende desmoralizar o atual prefeito?

Segundo o último mapeamento do Ministério da Saúde divulgado em dezembro. Capitais como Cuiabá, Porto Velho e Rio Branco integram a lista. No estado do Rio, só Itaboraí e São Fidélis aparecem na mesma situação. Para piorar o quadro em Itaboraí está irregular a coleta de lixo.
O último Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Lira) coletou informações de 561 municípios, em outubro e novembro. Os dados são repassados pelas prefeituras.
Para o Ministério da Saúde, há risco de surto quando o mosquito transmissor da dengue está presente em mais de 3,9% dos imóveis visitados. Cidades com taxa de infestação entre 1% e 3,9% são consideradas em estado de alerta. Abaixo disso, o índice é satisfatório. São Fidélis tem índice de 5,9% e Itaboraí, 4,4%. O Rio tinha 2%, Angra dos Reis, 1,1%, e Búzios, 1,5%.
Sete dos 48 municípios com maior risco de surto de dengue não serão beneficiados pelo repasse adicional de 20% do Ministério da Saúde para combater e prevenir a doença. Os sete ficam na Região Norte (Acre, Rondônia e Roraima). Ao todo, 1.159 cidades receberão o reforço de caixa contra a dengue, no valor de R$ 92,8 milhões.
O ministério alega que quatro dessas cidades não quiseram assinar o termo de adesão obrigatório para receber a verba: Epitaciolândia, Bonfim, Mucajaí e Pacaraima. Ao firmar o termo, as prefeituras assumem o compromisso de elaborar planos contra a dengue. Segundo o ministério, os outros três municípios (Porto Acre, Senador Guiomard e Buritis) não se enquadraram num dos critérios de seleção.
Risco de dengue em todos os municípios fluminenses
No estado do Rio, todos os municípios correm risco de uma epidemia de dengue neste verão. Porém, segundo o superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, não houve ainda aumento significativo do número de casos que possa caracterizar a existência de surto em alguma cidade.
Em 2011, foram notificados 168.242 casos de dengue no estado, segundo levantamento divulgado ontem. O número é quase seis vezes maior do que os 29.276 casos registrados em 2010. Foram 140 óbitos, 51 deles na capital.
Até 2011, a distribuição dos casos de dengue se concentrava na Região Metropolitana, mas esse quadro mudou. Agora, o quadro é semelhante em todo o estado - disse Chieppe.
Agora com as falhas na coleta de lixo em Itaboraí que apresenta lixo pra todo lado os novos candidatos estão a sorri, pois acham que a população vai querer mudar os atuais caciques da Cidade... Fica a pergunta recolhendo menor quantidade de lixo a Selix está recebendo qual valor?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

ESTADO do Rio continua em situação de alerta máximo por causa das chuvas.

O sistema de alerta de cheias do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) registrou alerta máximo durante todo o dia de ontem, incluindo o início da noite, em quatro municípios do Rio: Duque de Caxias e São João de Meriti, ambos na baixada fluminense, Nova Friburgo, na região serrana e Macaé, na região dos lagos.
Neste momento, apenas Macaé e Duque de Caxias permanecem em situação de alerta máximo, o que significa que haverá chuva muito forte e os rios da região correm o risco de transbordar.
Já os outros dois municípios que estavam em situação de alerta máximo agora estão em estado de alerta, indicando chuva moderada nestas cidades. Petrópolis, na região serrana, também está sob estado de alerta.
Outros cinco municípios estão sob estado de atenção: Teresópolis, na região serrana, Belford Roxo, Nilópolis, Nova Iguaçu e Mesquita, todos esses da baixada fluminense.
No momento desta postagem, não chove na cidade de Itaboraí onde o solo já está bem encharcado, mas a previsão da meteorologia é de chuva até quinta-feira.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Vazamento em navio despeja óleo em Ilha Grande... Fico a imaginar uma tragédia no Comperj.

Um vazamento causado por falha humana num navio da petrolífera Modec despejou ontem cerca de 10 mil litros de óleo próximo à Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). De acordo com o Inea (Instituto Estadual do Ambiente)
"As equipes de emergência do Inea sobrevoaram pela manhã o local do acidente e constataram que o óleo está diluído e não tem mais condições de ser recolhido, motivo pelo qual será feita a dispersão mecânica", diz nota do instituto, divulgada na tarde deste sábado.
O navio, que faz trabalho de manutenção na bacia de Campos, estava a caminho do estaleiro Brasfels, em Angra, para reparos. A investigação e eventual aplicação de multa à empresa são de responsabilidade da Capitania dos Portos.
O Inea foi informado ontem sobre o acidente, mas as fortes chuvas que atingiram o Rio impediram o início do plano de contingência no mesmo dia (isso em Angra já pensou em Itaboraí).
"O sobrevoo feito neste sábado constatou que a mancha está se diluindo naturalmente, transformando-se numa fina lâmina que impede o recolhimento. Embarcações farão então a dispersão mecânica do óleo com jatos d´água", diz o Inea, em nota.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

MPF consegue condenação de policial militar por receptação de animais silvestres: Acusado comercializava pássaros em feiras da Baixada Fluminense e São Gonçalo

Após denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro condenou o policial militar Marcelo Augusto Pinheiro a cinco anos e três meses de prisão por receptação de animais silvestres e formação de quadrilha. A justiça decretou também a perda do cargo ocupado pelo réu de soldado da Polícia Militar. O MPF irá recorrer da sentença pedindo o aumento da pena (ação nº 20105101818430-6).
De acordo com a denúncia oferecida pelo procurador da República Renato Machado, o acusado adquiria e negociava grande quantidade de pássaros silvestres de diversas espécies em feiras da Baixada Fluminense e São Gonçalo, transportando semanalmente de 200 a 300 aves. Os animais eram submetidos a maus-tratos, sendo confinados em compartimentos sujos, pouco ventilados e mal conservados. Marcelo Pinheiro foi um dos 69 denunciados após a Operação Oxóssi da Polícia Federal, que em março de 2009 desarticulou quadrilhas de contrabando de animais que atuavam no Brasil e no exterior.
O policial Marcelo Pinheiro já havia sido condenado em setembro desse ano a um ano e seis meses de prisão em outro processo por crimes ambientais envolvendo captura e maus-tratos de animais silvestres. Em junho de 2008, o policial foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal, junto com seu comparsa Alex Manço da Silva, transportando no porta-malas de um automóvel cerca de 150 pássaros silvestres trazidos de Paraty, no Sul Fluminense. Alex também foi sentenciado a um ano e seis meses de prisão. A justiça autorizou a conversão da pena de ambos em prestação de serviços comunitários (ação nº 20085101490140-4).
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Rio de Janeiro
Tels: (21) 3971-9460/9488

sábado, 3 de dezembro de 2011

COM QUANTOS JAVALIS SE LIMPA A BARRA DE UM MINC QUE FOI SUJA POR UMA TKCSA?

O secretário estadual de (des) ambiente Carlos Minc é um homem de raro faro para as ações performáticas. Desde que ingressou na esfera dos cargos eletivos, Minc sempre dá um jeito de manter o seu cacife eleitoral junto, principalmente, aos eleitores da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro. Por muito tempo, essas estripulias de Carlos Minc até pareceram "engraçadinhas", e ele se manteve por algumas décadas no topo do jogo eleitoral. Mas Minc, homem de confiança do (des) governador Sérgio Cabral e pai do licenciamento ambiental tipo "Fast Food" está vendo, eleição após eleição, o seu número de votos secar.
É que seu eleitorado já aparenta cansaço com um político que apesar de "engraçadinho" já mostrou que não tem graça nenhuma ao se tornar o melhor amigo das corporações poluidoras no estado do Rio de Janeiro. É só ver o rumoroso caso da Companhia Siderúrgica do Atlântico do Grupo Thyssen Krupp que se tornou uma mistura de caso de polícia com ameaça à saúde coletiva na outrora bela Baía de Sepetiba. Apesar de todos os eventos de poluição e riscos ambientais e sociais claramente documentados, Minc continua permitindo que esse gigante poluidor continue emitindo sua poluição que na Alemanha, país sede do Thyssen Krupp, já teria levado ao fechamento automático da CSA. Agora, Minc aparece na mídia dando uma batida num criadouro ilegal de javalis numa área do Parque Estadual dos Três Picos na região de Macaé de Cima que fica no município de Nova Friburgo. Segundo o que foi noticiado Carlos Minc foi lá pessoalmente dar, digamos; uma geral numa multidão de 316 javalis e participado da captura de 90 deles. Diante deste espetáculo pirotécnico de baixa qualidade, cabe apenas uma pergunta ao performático secretário estadual de (des) ambiente: secretário, com quantos javalis se desfaz uma TKCSA? Ou em outras palavras "secretário, você não tem nada mais importante para fazer?"
Site da ENSP/Fiocruz, com uma coletânea de matérias recentes sobre TKCSA http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/?origem=1&matid=27990 Segue o link da reportagem: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1680659-7823-MP+PEDE+PROIBICAO+DE+OPERACAO+DA+COMPANHIA+SIDERURGICA+DO+ATLANTICO,00.html usina siderúrgica poluente processa pesquisadores da FIOCRUZ e UERJ
Acesse o link abaixo: http://racismoambiental.net.br/2011/10/deuss-a-pobre-tkcsa-esta-sendo-de-novo-atingida-por-danos-morais/ TKCSA... Uma questão de saúde pública.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

“Há o risco de essas bolas de piche aparecer em praias de Arraial do Cabo, Macaé [ambas no Rio] e em Ubatuba [SP].”

O governo do Rio considera haver, ainda, risco de o óleo que vaza na bacia de Campos chegarem à costa. Técnicos do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) consideram haver quantidade relevante de óleo em partes mais fundas e que esse material pode se dirigir a praias próximas por meio de correntes marítimas.
A mudança do clima pode contribuir a isso. Segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a alteração na direção dos ventos de leste --contrária à costa-- para o sul pode favorecer a aproximação da mancha.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que, como o petróleo que vazou é pesado, pode não subir imediatamente, transformando-se em pelotas que podem ser carregadas para diferentes pontos.
"Em duas semanas a um mês, há o risco de essas bolas de piche aparecer em praias de Arraial do Cabo, Macaé [ambas no Rio] e em Ubatuba [SP]."


sábado, 19 de novembro de 2011

Chevron é suspeita de ir além do permitido e tentar atingir pré-sal

PF investiga se Chevron tentou atingir pré-sal ao perfurar poço que vazou
Autores: SÉRGIO TORRES , ALFREDO JUNQUEIRA
O Estado de S. Paulo - 19/11/2011
A Polícia Federal investiga se a petroleira Chevron teria perfurado além dos limites permitidos no campo de Frade, no litoral fluminense. Na tentativa teria ocorrido o acidente que deu origem ao vazamento de petróleo que já dura 11 dias. A possibilidade de a Chevron estar tentando alcançar indevidamente a camada pré-sal é discutida internamente na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), já que foi utilizada sonda com capacidade para perfurar a até 7.600 metros. A PF também investiga a suspeita de que a Chevron empregue estrangeiros em situação irregular no País
A Polícia Federal está investigando a possibilidade de a petroleira norte-americana Chevron estar tentando indevidamente alcançar a camada pré-sal do Campo de Frade. Na tentativa, teria ocorrido a ruptura de alguma estrutura do poço perfurado, dando origem ao vazamento de petróleo na Bacia de Campos (RJ), que já dura 11 dias. Técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) admitiram ontem que discutem internamente essa possibilidade.
O delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF e responsável pelo inquérito, disse que "uma das hipóteses com as quais trabalhamos é a de que o acidente pode ter ocorrido pelo fato da empresa ter perfurado além dos limites permitidos". Os especialistas da ANP suspeitam de que o emprego pela Chevron de uma sonda com capacidade para perfurar a até 7.600 metros, quando o petróleo em Frade aparece a menos da metade dessa profundidade, é um indicativo de que a companhia poderia estar burlando seu plano de prospecção do campo.
Além de investigar a hipótese de que haveria em curso, antes do acidente, uma ação exploratória em direção ao pré-sal, a ANP pretende apurar falhas na construção do poço, o emprego de material inadequado e a falta de realização de testes de segurança antes do início da perfuração.
A Chevron tem quatro poços autorizados no Campo de Frade. O site da ANP informa que um deles está concluído e os outros três (6CHEV4ARJS, 9FR47DRJS e 9FR49DPRJS), em fase de perfuração, em lâminas d"água que variam entre 1.184 metros e 1.276 metros de profundidade.
Ex-presidente da Associação Brasileira dos Geólogos de Petróleo, Nilo Azambuja afirma que as conjecturas que surgem em relação às causas do vazamento na Bacia de Campos, até mesmo as que vêm sendo investigadas pela ANP, não podem ser consideradas definitivas.
Segundo ele, a Chevron poderia estar tentando alcançar o pré-sal, sem que isso represente uma irregularidade. "A área é dela, se quiser pode ir ao Japão", afirmou ele, acrescentando que a empresa deve, com até 20 dias de antecedência, avisar a ANP sobre seus planos de perfuração, com detalhes da profundidade.
Para Azambuja, a hipótese mais provável é que durante o trabalho de injeção de água em um poço tenha havido movimentação de terreno e o petróleo represado no que os especialistas chamam de trapa (armadilha) acabou escapando. "Esse é um fenômeno que pode acontecer. Em reservatórios, o óleo pode ficar preso numa trapa. Quando a trapa rompe, há vazamento."
Estrangeiros. A Polícia Federal também investiga a suspeita de que a Chevron empregue estrangeiros em situação irregular no País. Segundo o delegado Fábio Scliar, há indícios de que até pessoas que não deram entrada oficialmente no Brasil estejam trabalhando em plataformas localizadas no litoral brasileiro.
"Trata-se de um ilícito administrativo. Mas é algo sério. Se isso for comprovado e esses estrangeiros em situação irregular estiverem recebendo salários no exterior, por exemplo, já se configura crime de sonegação fiscal e de sonegação previdenciária", explicou o delegado responsável. Um porta-voz da empresa negou essa possibilidade
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a prioridade, no momento, é conter o vazamento. "Estamos agindo neste sentido. Depois, vamos passar para a fase de apuração de responsabilidades e penalidades. Teve dano ambiental, tem multa, a legislação é clara. A área técnica vai produzir relatórios e, depois, vamos dar satisfação à sociedade", disse.
Já o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), reforçou sua posição de que os Estados produtores de petróleo têm de receber uma maior parte dos royalties, pois são afetados pela operação. "Esse acidente é a demonstração clara do que significa um dano ambiental em um Estado produtor de petróleo. É uma prova de que eles devem receber uma parte maior dos royalties."

domingo, 13 de novembro de 2011

Vazamento de óleo em Campos aumenta

Estimativa aponta até 650 barris de petróleo... Foi acidente ou sabotagem?... No momento em o Rio de Janeiro faz ampla campanha pelos Royaltys houve o maior vazamento de óleo no município de Campos... Lembramos aos nossos leitores que a política aqui no Estado é uma Arte de fatos imagináveis!
O vazamento de óleo detectado desde quarta-feira no Campo do Frade, na Bacia de Campos (RJ), aumentou neste fim de semana... A Chevron, petrolífera que administra o campo, disse ontem estimar que o vazamento de óleo chegou a um volume entre 64 e 104 metros cúbicos, ou o equivalente a 404 a 650 barris de petróleo.
A primeira nota da empresa, do dia 10 de novembro, estimava o volume em 10 metros cúbicos, ou 60 barris... A empresa diz que “continua tomando medidas para combater vazamento de óleo e a consequente mancha”.
Entre as ações que a Chevron diz ter tomado está o envio de uma frota de navios de apoio para dar suporte à operação de controle da mancha. A empresa suspendeu as atividades de perfuração na área e disse que está investigando as causas do episódio.
A presidente Dilma Rousseff determinou "atenção redobrada e rigorosa apuração" do vazamento.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Justiça determina demolição de quiosques irregulares em São Francisco do Itabapoana

Prefeitura deve pagar indenização de R$100 mil e recompor vegetação desgastada
Após ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF), a 2ª Vara Federal de Campos condenou o município de São Francisco do Itabapoana a demolir os quiosques construídos sem licença ambiental na orla marítima da cidade, em virtude do Projeto Orla 2000. Em função dos danos causados à vegetação nativa local, o município também deve pagar indenização de R$100 mil. Além disso, a prefeitura deverá se abster de realizar qualquer construção que intervenha nas dunas e na vegetação típicas da orla sem licenciamento prévio e recompor a vegetação suprimida pelas construções, contando com a ajuda do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), que fará o projeto da recomposição. Os quiosques ficavam nas regiões de Guaxindiba, Manguinhos, Sossego a Santa Clara, Barra de Itabapoana e Gargaú/Lagoa Doce.
A Justiça acatou os pedidos da ação do MPF, movida pelo procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, em 2010, em virtude da constatação de que a prefeitura havia construído quiosques na faixa litorânea do município, local de preservação ambiental em que só poderiam ser feitas construções com licenciamento do Ibama em casos de interesse público. As obras dos quiosques foram feitas sem esse licenciamento, e os mais de 113 quiosques irregulares foram repassados para uso comercial, o que agravou os danos ambientais com o despejo de esgoto oriundo dos bares.
A Justiça já havia concedido liminar para que a prefeitura interditasse os quiosques e para que a Ampla cortasse o abastecimento de energia elétrica para eles. A prefeitura alegou que não poderia interditar os quiosques, por supostamente não serem de sua propriedade, mas a Justiça retirou os donos dos quiosques da ação, já que apenas utilizavam o espaço e a degradação ambiental era decorrente da construção irregular.
Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Rio de Janeiro
Tels: (21) 3971-9460/9488
Será que o MPF sabe que existe Itaboraí e Maricá?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

15 dicas práticas para ajudar o planeta

Ser “verde" não precisa ser uma tarefa difícil, nem significar mudanças drásticas na sua vida. Coisas simples podem fazer a diferença. Uma lista com mudanças que podem ser aplicadas à rotina sem muito esforço; pode ajudar quem quer viver de maneira mais sustentável.
1.    Troque suas lâmpadas comuns por uma fluorescente. Se cada família substituir uma lâmpada regular por uma lâmpada fluorescente compacta, a redução da poluição seria equivalente à remoção de um milhão de carros das estradas. Caso não goste da cor da luz; use em closets, lavanderias e outros lugares onde não o incomode tanto.
2.    Ao desligar o computador em vez de deixá-lo em modo de suspensão, você pode economizar de 40 watts-hora por dia. Se não quiser esperar seu computador iniciar, configure-o para ligar automaticamente alguns minutos antes de começar a trabalhar.
3.    Não pré-aqueça o forno, a menos que você esteja fazendo pão ou bolos. Ligue-o somente quando colocar o prato dentro. Ao verificar seu alimento, olhe através da janela do forno ao invés de abrir a porta.
4.    Recicle o vidro. Vidro reciclado reduz a poluição do ar em 20% e a poluição da água em 50%. Se não for reciclado, pode demorar um milhão de anos para se decompor no meio ambiente.
5.    Use fraldas de tecido. Até o momento em que uma criança é treinada a ir ao banheiro, ela usa entre cinco e oito mil fraldas, somando milhões de toneladas de resíduos em aterros sanitários a cada ano. Ao utilizar uma fralda de pano ou outro modelo mais ecológico, o impacto será muito mais suave para o planeta.
6.    Use varal para secar suas roupas. Ao utilizar o varal, suas roupas vão manter a cor e a forma e irão durar muito mais tempo. Além disso, você economiza dinheiro ao economizar energia e ajuda o meio ambiente.
7.    Evite fazer refeições a base de carne, isso ajuda o planeta e sua dieta. Por exemplo: são necessários mais de nove mil litros de água para produzir meio quilo de carne bovina. Além disso, poupa-se algumas árvores. Para cada hamburger originado de animais criados em terras da floresta, cerca de 55 m2 foram destruídos.
8.    Tome banhos mais curtos. A cada dois minutos que você diminui no banho podem ser economizados mais de 37 litros de água.
9.    Lembre-se da quantidade de poluição gerada para trazer o alimento da fazenda para sua mesa. Sempre que possível, compre de agricultores locais ou mercados de agricultores, apoiando a economia local e reduzindo a quantidade de gases do efeito estufa emitidos quando os produtos são transportados por caminhão.
10. Considere a compra de itens de uma loja de segunda mão. Brinquedos, bicicletas, patins, podem ser encontrados em lojas deste tipo. Muitas vezes esses itens são vendidos em excelentes condições, uma vez que são usados por um período curto de tempo.
11. Se tiver jardim, regue suas plantas ou gramado no início da manhã antes que qualquer umidade seja perdida por evaporação. Se tiver alguma erva daninha, trate-a com vinagre.
12. Sempre desligue as lâmpadas incandescentes quando sair de uma sala. As lâmpadas fluorescentes são mais afetadas pelo número de vezes que é ligada e desligada, então desligue quando sair de uma sala por 15 minutos ou mais. Deste modo, a energia da lâmpada em si é economizada, e os custos de resfriamento também.
13. Veja com seu empregador se você pode trabalhar em casa uma parte da semana. Deste modo economiza-se dinheiro, gasolina e diminui o número de carros nas ruas contribuindo com o trânsito de sua cidade.
14. Lava rápido de carros profissional geralmente são mais eficientes no consumo de água. Caso prefira lavar em casa utilize panos úmidos e um balde d’água.
15. Antes de jogar algum item fora, pense se alguém está precisando dele. Doe para uma organização de caridade ou ofereça em um site projetado para conectar pessoas e coisas.

PF prende dois e apreende caminhão com lixo hospitalar descartado de forma irregular em Itaboraí; população consciente está revoltada contra os atuais políticos da cidade... Pela vinda do superlixão.

Delegado informou que vai investigar de que hospital seria o material apreendido... Agentes da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Polícia Federal prenderam dois suspeitos de jogar lixo hospitalar em um aterro sanitário da cidade de Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro.
De acordo com o delegado responsável pela ocorrência, Fábio Scliar, os agentes não estavam em operação quando avistaram o caminhão da mesma empresa em que outro veículo foi apreendido na tarde de sexta-feira (21).
Ao seguir o caminhão, encontraram os dois suspeitos despejando de forma inadequada o lixo hospitalar. Presos em flagrante, os suspeitos e o caminhão apreendido foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal, na zona portuária do Rio de Janeiro.
O delegado Fabio Scliar informou que vai investigar de qual hospital teria saído o lixo encontrado no caminhão.
Na semana passada, o caminhão apreendido - depois de pegar lixo contaminado em uma das unidades da Rede D ´Or - possuía uma série de materiais descartados de forma irregular que seguiam para o mesmo aterro.
Em poucos minutos, a PF encontrou seringas, objetos perfurantes, material com sangue e até remédios dentro do prazo de validade.
Todos os itens foram utilizados como prova para incriminar os responsáveis pela Rede D´Or e a empresa que fazia o traslado do lixo contaminado para o aterro sanitário de Itaboraí, região metropolitana do Estado, de acordo com a Polícia Federal.
- A empresa que faz o transporte do lixo hospitalar, embora administrativamente o hospital seja solidário, tem sua responsabilidade. Vamos ouvir os dirigentes dessas empresas para saber de fato o que está acontecendo.
Estes materiais se encontram dentro de grupos de resíduos considerados perigosos e quem possuem resolução específica para descarte. De acordo com a Resolução RDC nº 33/03 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), foram encontrados materiais do grupo A (potencialmente infectantes), do grupo B (químicos), do grupo D (resíduos comuns) e do grupo E (perfurocortantes).
Todos estes deveriam ter sido incinerados ou esterilizados, de acordo com as condições de cada resíduo, mas seguiam para o mesmo aterro sanitário destinado ao lixo comum em que a equipe da PF flagrou o caminhão realizando descarte irregular nesta quinta-feira.