PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE, O MINEIRO CLÉSIO ANDRADE RESPONDE A AÇÃO POR LAVAGEM DE DINHEIRO.
O mineiro Clésio Andrade, de 58 anos, nasceu em berço de lata e na lata vem lutando. Aos 11 anos. Clésio começou a trabalhar como cobrador de ônibus na empresa de seu pai, Oscar. Nos anos 80, passou a chefiar o sindicato das companhias de ônibus de Belo Horizonte.a. Chegou à presidência da Confederação Nacional do Transporte (C NT) em 1993, e nunca o apearam de lá. No cargo, criou os serviços Social. do Transporte (Sest) e Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senar), mantidos por contribuições compulsórias das empresas do setor. Por meio desse expediente, Clésio converteu a antes pobretona CNT em uma instituição capaz de ombrear com suas congêneres da indústria e da agricultura. O êxito abriu-lhe as portas da política. Em 1994, elegeu-se suplente de senador. Em ; 2002, vice-governador de Minas. Em 2006, já no PR, ganhou a suplência de Eliseu Resende (DEM). Com a morte c do titular na semana passada, herdou a quatro anos de mandato. Clésio, enfim, chegou ao palco máximo da política. “Falta explicar o que fazia nos bastidores . Ele foi sócio do ex-carequínha a, Marcos Valério na agência de publicidade SMPB, usada para distribuir a nó mufunfa do mensalão. Agora descobre-se que é acusado na Justiça Federal de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos.
A operação que movimentou o processo começou em 2003. Naquele ano, Clésio transferiu 40 milhões de reais do Senati para outra organização ligada à CNT, o Instituto de Desenvolvimento, Assistência Técnica e Qualidade em Transporte mi (ldaq). Até o fim do ano seguinte. a maior parte desses recursos - 32 milhões de reais - foi sacada na boca do caixa em uma agência do Banco Rural (aquele, aquele) em Brasflia. A mesma utilizada por Marcos Valério para pagar o mensalão a políticos do PT e da base aliada do governo.
O Ministério Público Federal começou a cobrar explicações de Clésio na Justiça ainda em 2005. Desde então, seus advogados tentam trancar a ação, que corre em sigilo. Eles alegam que o Tribunal Regional Federal não é o foro apropriado para julgar o caso. Procurado por VEJA, Clésio se disse surpreso. Afirmou desconhecer o processo e prometeu que adotaria providências enérgicas para esclarecer a questão." "Abrirei uma sindicãncia para apurar o destino desses recursos", anunciou, na lata. Para o promotor estadual Eduardo Nepomuceno, é uma decisão tardia. Ele está certo de que os 32 milhões de reais foram para o caixa dois de campanhas eleitorais. Em 2004, o pai de Clésio concorria a prefeito de ]uatuba e sua mulher, Adriene, prefeita de Três Pontas, tentava eleger o sucessor. Nepomuceno também processará Clésio.
Texto publicado na Revista Veja - 10/01/2011
Outra notícia da Revista nos links abaixo:
Alívio! Nunca mais nunca antes
Antonio Patriota: “Continuar não é repetir”
Eis um líder ecumênico
Eles só querem Justiça
Erenice, ICE,ICE,ICE!
Ministério do Abacaxi
Que tal menos boquinhas?
Relação de forças
Sabe com quem está falando?
O mineiro Clésio Andrade, de 58 anos, nasceu em berço de lata e na lata vem lutando. Aos 11 anos. Clésio começou a trabalhar como cobrador de ônibus na empresa de seu pai, Oscar. Nos anos 80, passou a chefiar o sindicato das companhias de ônibus de Belo Horizonte.a. Chegou à presidência da Confederação Nacional do Transporte (C NT) em 1993, e nunca o apearam de lá. No cargo, criou os serviços Social. do Transporte (Sest) e Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senar), mantidos por contribuições compulsórias das empresas do setor. Por meio desse expediente, Clésio converteu a antes pobretona CNT em uma instituição capaz de ombrear com suas congêneres da indústria e da agricultura. O êxito abriu-lhe as portas da política. Em 1994, elegeu-se suplente de senador. Em ; 2002, vice-governador de Minas. Em 2006, já no PR, ganhou a suplência de Eliseu Resende (DEM). Com a morte c do titular na semana passada, herdou a quatro anos de mandato. Clésio, enfim, chegou ao palco máximo da política. “Falta explicar o que fazia nos bastidores . Ele foi sócio do ex-carequínha a, Marcos Valério na agência de publicidade SMPB, usada para distribuir a nó mufunfa do mensalão. Agora descobre-se que é acusado na Justiça Federal de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos.
A operação que movimentou o processo começou em 2003. Naquele ano, Clésio transferiu 40 milhões de reais do Senati para outra organização ligada à CNT, o Instituto de Desenvolvimento, Assistência Técnica e Qualidade em Transporte mi (ldaq). Até o fim do ano seguinte. a maior parte desses recursos - 32 milhões de reais - foi sacada na boca do caixa em uma agência do Banco Rural (aquele, aquele) em Brasflia. A mesma utilizada por Marcos Valério para pagar o mensalão a políticos do PT e da base aliada do governo.
O Ministério Público Federal começou a cobrar explicações de Clésio na Justiça ainda em 2005. Desde então, seus advogados tentam trancar a ação, que corre em sigilo. Eles alegam que o Tribunal Regional Federal não é o foro apropriado para julgar o caso. Procurado por VEJA, Clésio se disse surpreso. Afirmou desconhecer o processo e prometeu que adotaria providências enérgicas para esclarecer a questão." "Abrirei uma sindicãncia para apurar o destino desses recursos", anunciou, na lata. Para o promotor estadual Eduardo Nepomuceno, é uma decisão tardia. Ele está certo de que os 32 milhões de reais foram para o caixa dois de campanhas eleitorais. Em 2004, o pai de Clésio concorria a prefeito de ]uatuba e sua mulher, Adriene, prefeita de Três Pontas, tentava eleger o sucessor. Nepomuceno também processará Clésio.
Texto publicado na Revista Veja - 10/01/2011
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