Reprise um circo chamado Brasil... De novo a mesma história com um triste fim... São fatos que os políticos disfarçam... Porem a população ainda é a vitima... Com mais de 20 anos mandando na política do Rio de Janeiro Sergio Cabral tem a cara de pau de culpar governos anteriores nos quais ele era líder (deputado, senador e governador)... Um povo que escolhe mal seus dirigentes sofre muitas consequências...
FRASE DO DIA
“A moradia em área de risco no Brasil é a regra, não é a exceção.”
Presidente Dilma Rousseff
---------------------------
FRASE DO DIA
“A moradia em área de risco no Brasil é a regra, não é a exceção.”
Presidente Dilma Rousseff
---------------------------
Cabral culpa políticos pela tragédia (ele, não)
Governador critica políticos que lutam contra as remoções. Ele aguarda verba de R$ 1 bilhão para assentar moradores de Niterói.
O governador Sérgio Cabral afirmou que é preciso ter coragem para acabar com as ocupações irregulares, seja de pobres ou de ricos, em áreas de risco ou encostas, não só na Região Serrana, mas em todo o estado do Rio.
Em entrevista à Rádio CBN, ele disse que os prefeitos precisam ser mais rigorosos com a permissão para as construções de um modo geral e criticou os políticos que lutam contra as remoções dessas áreas.
“Tem sempre um vereador, tem sempre um deputado, tem sempre um demagogo que aparece para fazer uma graça e evitar a remoção. Mas temos de ter uma atuação firme”, disse o governador, destacando que só na cidade do Rio foram mapeadas 18 mil residências em área de risco que deverão ser removidas.
Para Cabral, a tragédia poderia ter sido bem menor se os prefeitos fossem mais rigorosos com as concessões de licenças para construções, principalmente, nas encostas.
“O volume de chuvas foi realmente muito grande na Região Serrana, foi uma situação atípica. Mas a ocupação irregular levou não só a perdas materiais, mas também a perda de vidas. As municipalidades têm de agir e impedir essas ocupações. Não dá para culpar governos anteriores, porque há décadas, infelizmente, existe a cultura de fechar os olhos para as ocupações. Se existisse um padrão mais rígido para essas ocupações, com certeza a situação seria melhor”, disse o governador.
Leia mais em Cabral diz que é preciso coragem para remover casas das encostas
-----------------------
Mas com maior número de mortos no país
Texto de Nancy Dutra, Folha.com
O temporal que atingiu a região serrana do Rio nos últimos dias já é o maior desastre natural no país envolvendo chuvas.
O número de mortes ultrapassou as que foram registradas no município de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, em março de 1967.
Na ocasião, foram contabilizadas 436 mortes em decorrência de fortes tempestades e deslizamentos de terra --condições semelhantes às das cidades no Rio nesta semana.
De acordo com a professora Luci Hidalgo Nunes, doutora do Departamento de Geografia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), os dados sobre o episódio são estimados por conta das dificuldades, à época, para localizar os corpos.
Mesmo assim, segundo a professora, é possível afirmar que o desastre no Rio é o maior do Brasil.
As mortes também superam as das enchentes de 1966 e 1967 no mesmo Estado.
O Rio sofre com os efeitos das tempestades desde 1700, de acordo com registros de jornais na época.
Nunes cita relatos de 1711 sobre inundações e de 1756 de fortes chuvas e ventos com vítimas.
Para a professora da Unicamp, a tendência é o número de mortes continue aumentando caso os moradores de áreas de risco não sejam retirados de duas casas. "As chuvas vão continuar. A dimensão do desastre é que é inaceitável."
O número de mortes na região serrana do Rio já supera, em muito, outras tragédias recentes provocadas por temporais.
Em abril do ano passado, o morro do Bumba, em Niterói (região metropolitana do Rio), construído sobre um antigo lixão, desabou após fortes chuvas. Mais de 50 pessoas morreram no local. Em todo o Estado, as vítimas da chuva chegaram a pelo menos 256.
No fim de 2008, os temporais que atingiram Santa Catarina provocaram a morte de 135 pessoas. As mortes, porém, foram confirmadas mais de um mês após o Estado começar a receber chuvas intensas.
------------------------------
Falha na comunicação agrava o desastre
O Globo
Falhas no sistema de comunicação entre a Defesa Civil do Estado e os 92 municípios possibilitaram que a causa do maior desastre na história do Estado fosse ignorado. Na terça-feira, horas antes das chuvas que deixaram mais de 500 mortos na Região Serrana, o órgão recebeu um boletim alertando para a existência de "condições meteorológicas favoráveis à ocorrência de chuvas moderadas ou fortes".
O aviso foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e repassado pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec). Todas as comunicações foram feitas por e-mail. Ainda assim, pelo menos uma prefeitura local, a de Teresópolis, alegou não ter recebido o informe.
A formação da grande tempestade foi detectada inclusive pelo novo radar da Prefeitura do Rio, o doppler, instalado em dezembro no Sumaré. O aparelho é capaz de identificar a origem de grandes precipitações num raio de 250 quilômetros - mais do que o suficiente para abranger a Região Serrana. No entanto, as imagens que poderiam ter sido coletadas por esta estrutura não foram repassadas.
Leia mais em Falhas de comunicação em série agravaram desastre histórico na Região Serrana do Rio
-----------------------------------------
A devastação em Teresópolis
Texto de Fábio Vasconcellos, O Globo
O prefeito de Teresópolis, Mário Jorge, afirmou a pouco que vai precisar de pelo menos R$ 590 milhões para recuperar a cidade. Ele entregou à presidente Dilma Rousseff um projeto com as obras necessárias. Segundo o prefeito, o município tem recursos para manter as equipes de resgate por apenas três dias.
_ Temos cerca de R$ 5 milhões que dá para manter as equipes de resgata por três dias. A partir daí, vamos precisar da ajuda do governo federal e estadual. Para recuperar a cidades serão mais R$ 590 milhões _ disse Jorge.
O prefeito acrescentou que, no pacote de obras de recuperação da cidade, há previsão de construir 2,5 mil unidades habitacionais.
_ Hoje temos 2,5 mil desabrigados em abrigos. Mas existe outros três mil na casa de parentes. Há ainda áreas em que as equipes de resgate não conseguiram chegar _ afirmou o prefeito.
Leia mais em Teresópolis tem 5 mil desabrigados e obras de recuperação do município custarão R$ 590 milhões, diz prefeito
-------------------------------
Com soterrados, sobe nº de mortos em Friburgo
Estadão.com
O número de mortos em Nova Friburgo devido ao temporal dessa semana na região serrana do Rio de Janeiro deve aumentar, uma vez que ainda há pessoas soterradas e são mínimas as chances de encontrar sobreviventes, segundo o coordenador da Defesa Civil municipal, Roberto Robadey.
A cidade é uma das mais castigadas pelas chuvas, que começaram a cair na noite de terça-feira e já mataram mais de 480 pessoas na região. Apenas em Nova Friburgo pelo menos 214 pessoas morreram.
"Já são duzentos mortos e esse total vai crescer mais, infelizmente", disse Robadey à Reuters, nesta quinta-feira, por telefone. "A esperança de encontrar sobreviventes é muito pequena".
Leia mais em Com soterrados, mortes em Friburgo ainda vão subir
-------------------
Ministério da Saúde monta gabinete de crise
O Globo
O Ministério da Saúde montou um gabinete de crise para coordenar as ações de assistência médico-hospitalar voltadas para a assistência das vítimas das chuvas que atingem, principalmente, as cidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, na região serrana do estado. Mais de 400 pessoas morreram e ainda há dezenas de desaparecidos e milhares de desabrigados.
A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que na tarde desta quinta-feira sobrevoou a região junto com a presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral.
Padilha adiantou que o gabinete de crise, envolvendo uma equipe permanente de profissionais de saúde do próprio ministério e da Secretaria Estadual de Saúde, responderá pela coordenação das ações.
O ministro informou ainda que o ministério antecipou a liberação dos pisos de atenção municipal (recursos destinados a atividades municipais na área de saúde) que totalizam R$ 9 milhões para os três municípios.
Leia mais em Ministério da Saúde monta gabinete de crise e libera R$ 9 milhões para Região Serrana
---------------------------------------
Febraban recomenda isenção de encargos
O Globo
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nota recomendando às instituições bancárias que busquem, junto às prefeituras, concessionárias de serviços públicos e cedentes de bloquetos de cobrança, documentos formalizando a isenção de encargos sobre documentos vencidos (como os relativos a IPTU, ISS e contas de água, gás, luz e telefone) até que seja restabelecida a situação de normalidade nas cidades afetadas pelas chuvas.
Com relação aos recebimentos de tributos federais e estaduais (IPVA), segundo a instituição, deverão ser aguardadas as orientações dos órgãos responsáveis.
A Febraban sugere, ainda, a suspensão do envio de títulos a cartórios até a regularização da situação nos municípios atingidos pela tragédia.
E recomenda também que os bancos orientem suas redes de agências das regiões atingidas para que, se necessário - e observando os requisitos técnicos e operacionais -, forneçam aos clientes cópias dos documentos pessoais disponíveis em seus arquivos, quando solicitados - como RG e CPF.
------------------------
Chuvas arruínam produção de hortigranjeiros
O Globo
A tragédia na Região Serrana, responsável por 40% do abastecimento de hortigranjeiros no Rio, destruiu a produção local e impediu que cerca de 70% dos produtores rurais chegassem às Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa) nesta quinta-feira.
Com isso, já estão faltando tubérculos, legumes e verduras nos supermercados da capital. E a pouca produção que chegou às centrais levou a aumentos de preços de até 300%, principalmente nas folhagens.
Essa é apenas uma parte do impacto econômico das chuvas. Hotéis e pousadas da região devem sofrer perdas estimadas para os próximos 30 dias de R$ 32,6 milhões, segundo a Secretaria estadual de Turismo. Cerca de 50% das reservas para o carnaval já foram canceladas. O polo de confecção de Nova Friburgo foi duramente afetado, mas os prejuízos sequer foram calculados.
A situação catastrófica atinge uma região que é conhecida como o cinturão verde do estado. Segundo o secretário estadual de Agricultura Christino Áureo, são 17 mil produtores rurais, a grande maioria de pequenos agricultores familiares, que movimentam R$ 850 milhões por ano:
- Houve perdas das lavouras e, com a enxurrada, há áreas irrecuperáveis. O solo fértil foi levado pelas águas. Ainda há a produção que ficou retida nos caminhões. Como são itens de consumo imediato, tudo se perdeu.
Leia mais em Chuvas arruínam produção de hortigranjeiros e preços sobem até 300%
------------------------------
Dilma visita áreas atingidas pelas chuvas
Texto de Chico de Gois, Ludmilla de Lima, Cláudio Motta e Fábio Vasconcellos, O Globo
A presidente Dilma Rousseff e uma comitiva vistoriaram nesta quinta-feira os trabalhos de busca dos bombeiros nos destroços de um prédio que desabou na noite da última terça-feira no Centro de Nova Friburgo.
Depois da visita, a presidente seguiu para a prefeitura da cidade, acompanhada do governador Sérgio Cabral e de ministros, para tratar do plano de reconstrução da região.
Mais tarde, Dilma se reuniu com Cabral no Palácio Guanabara. De acordo com a assessoria de Dilma, a presidente dará uma coletiva ainda nesta quinta-feira.
Na visita a Friburgo, Dilma, também acompanhada dos ministros Nelson Jobim (Defesa), Alexandre Padilha (Saúde) e José Eduardo Cardozo (Justiça), conversou com moradores na Rua Luiz Spinele.
A presidente e sua comitiva caminharam pela praça Getúlio Vargas, área central de Friburgo, para ver de perto os estragos causados pelas chuvas. Durante a visita, a presidente mostrou-se impressionada com os estragos, comentando sobre a situação das casas e afirmou:
- A população pode esperar ações firmes.
Leia mais em Dilma visita áreas atingidas pelas chuvas na Região Serrana
----------------------------------
Chuva não explica sucessão de tragédias (Editorial)
O Globo
Que não se culpem mudanças climáticas, alterações na temperatura do Pacífico ou outro fenômeno da natureza. As enchentes que a cada ano levam pavor, morte, prejuízos de toda ordem às duas maiores regiões metropolitanas do país e ao interior de respectivos estados, como nos últimos dias, são uma obra bem construída durante anos de incúria, demagogia e falta de planejamento do poder público e de certos políticos em particular. A rigor, as mesmas mazelas são encontradas em todas as regiões.
Elas podem ser observadas em qualquer lugar. No Vale do Itajaí, em Santa Catarina, na Grande Belo Horizonte ou em estados do Norte e Nordeste. Basta haver uma concentração de chuvas acima da média, mas previsível a depender da época do ano, para as mesmas trágicas cenas se repetirem: desabamentos, desabrigados, veículos e pessoas levados por enxurradas.
Até ontem à tarde, na região Serrana fluminense, entre Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, o número extraoficial de mortos passava das duas centenas, com uma incidência maior de vítimas em Teresópolis. Em São Paulo, capital, imagens clássicas já haviam sido captadas pela imprensa, no início da semana, durante um temporal de oito horas seguidas. Marginais paralisadas, os bairros de sempre inundados. No estado, as mortes haviam passado da dezena.
Tão previsíveis quanto as chuvas de verão, autoridades se apressam a culpar exclusivamente o volume de água que desabou sobre seu colégio eleitoral. E também, em alguns casos, a prometer obras supostamente salvadoras, promessas esquecidas ao primeiro raio de sol após as tempestades. Para além de toda esta discurseira há o acúmulo de distorções históricas no crescimento das duas maiores cidades brasileiras — que se repetem país afora —, cujo resultado é o que se vê. Pior é que alguns dos erros continuam a ser cometidos por administradores.
Leia a íntegra do editorial em Chuva não explica sucessão de tragédias
---------------------------------
Governador critica políticos que lutam contra as remoções. Ele aguarda verba de R$ 1 bilhão para assentar moradores de Niterói.
O governador Sérgio Cabral afirmou que é preciso ter coragem para acabar com as ocupações irregulares, seja de pobres ou de ricos, em áreas de risco ou encostas, não só na Região Serrana, mas em todo o estado do Rio.
Em entrevista à Rádio CBN, ele disse que os prefeitos precisam ser mais rigorosos com a permissão para as construções de um modo geral e criticou os políticos que lutam contra as remoções dessas áreas.
“Tem sempre um vereador, tem sempre um deputado, tem sempre um demagogo que aparece para fazer uma graça e evitar a remoção. Mas temos de ter uma atuação firme”, disse o governador, destacando que só na cidade do Rio foram mapeadas 18 mil residências em área de risco que deverão ser removidas.
Para Cabral, a tragédia poderia ter sido bem menor se os prefeitos fossem mais rigorosos com as concessões de licenças para construções, principalmente, nas encostas.
“O volume de chuvas foi realmente muito grande na Região Serrana, foi uma situação atípica. Mas a ocupação irregular levou não só a perdas materiais, mas também a perda de vidas. As municipalidades têm de agir e impedir essas ocupações. Não dá para culpar governos anteriores, porque há décadas, infelizmente, existe a cultura de fechar os olhos para as ocupações. Se existisse um padrão mais rígido para essas ocupações, com certeza a situação seria melhor”, disse o governador.
Leia mais em Cabral diz que é preciso coragem para remover casas das encostas
-----------------------
Mas com maior número de mortos no país
Texto de Nancy Dutra, Folha.com
O temporal que atingiu a região serrana do Rio nos últimos dias já é o maior desastre natural no país envolvendo chuvas.
O número de mortes ultrapassou as que foram registradas no município de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, em março de 1967.
Na ocasião, foram contabilizadas 436 mortes em decorrência de fortes tempestades e deslizamentos de terra --condições semelhantes às das cidades no Rio nesta semana.
De acordo com a professora Luci Hidalgo Nunes, doutora do Departamento de Geografia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), os dados sobre o episódio são estimados por conta das dificuldades, à época, para localizar os corpos.
Mesmo assim, segundo a professora, é possível afirmar que o desastre no Rio é o maior do Brasil.
As mortes também superam as das enchentes de 1966 e 1967 no mesmo Estado.
O Rio sofre com os efeitos das tempestades desde 1700, de acordo com registros de jornais na época.
Nunes cita relatos de 1711 sobre inundações e de 1756 de fortes chuvas e ventos com vítimas.
Para a professora da Unicamp, a tendência é o número de mortes continue aumentando caso os moradores de áreas de risco não sejam retirados de duas casas. "As chuvas vão continuar. A dimensão do desastre é que é inaceitável."
O número de mortes na região serrana do Rio já supera, em muito, outras tragédias recentes provocadas por temporais.
Em abril do ano passado, o morro do Bumba, em Niterói (região metropolitana do Rio), construído sobre um antigo lixão, desabou após fortes chuvas. Mais de 50 pessoas morreram no local. Em todo o Estado, as vítimas da chuva chegaram a pelo menos 256.
No fim de 2008, os temporais que atingiram Santa Catarina provocaram a morte de 135 pessoas. As mortes, porém, foram confirmadas mais de um mês após o Estado começar a receber chuvas intensas.
------------------------------
Falha na comunicação agrava o desastre
O Globo
Falhas no sistema de comunicação entre a Defesa Civil do Estado e os 92 municípios possibilitaram que a causa do maior desastre na história do Estado fosse ignorado. Na terça-feira, horas antes das chuvas que deixaram mais de 500 mortos na Região Serrana, o órgão recebeu um boletim alertando para a existência de "condições meteorológicas favoráveis à ocorrência de chuvas moderadas ou fortes".
O aviso foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e repassado pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec). Todas as comunicações foram feitas por e-mail. Ainda assim, pelo menos uma prefeitura local, a de Teresópolis, alegou não ter recebido o informe.
A formação da grande tempestade foi detectada inclusive pelo novo radar da Prefeitura do Rio, o doppler, instalado em dezembro no Sumaré. O aparelho é capaz de identificar a origem de grandes precipitações num raio de 250 quilômetros - mais do que o suficiente para abranger a Região Serrana. No entanto, as imagens que poderiam ter sido coletadas por esta estrutura não foram repassadas.
Leia mais em Falhas de comunicação em série agravaram desastre histórico na Região Serrana do Rio
-----------------------------------------
A devastação em Teresópolis
Texto de Fábio Vasconcellos, O Globo
O prefeito de Teresópolis, Mário Jorge, afirmou a pouco que vai precisar de pelo menos R$ 590 milhões para recuperar a cidade. Ele entregou à presidente Dilma Rousseff um projeto com as obras necessárias. Segundo o prefeito, o município tem recursos para manter as equipes de resgate por apenas três dias.
_ Temos cerca de R$ 5 milhões que dá para manter as equipes de resgata por três dias. A partir daí, vamos precisar da ajuda do governo federal e estadual. Para recuperar a cidades serão mais R$ 590 milhões _ disse Jorge.
O prefeito acrescentou que, no pacote de obras de recuperação da cidade, há previsão de construir 2,5 mil unidades habitacionais.
_ Hoje temos 2,5 mil desabrigados em abrigos. Mas existe outros três mil na casa de parentes. Há ainda áreas em que as equipes de resgate não conseguiram chegar _ afirmou o prefeito.
Leia mais em Teresópolis tem 5 mil desabrigados e obras de recuperação do município custarão R$ 590 milhões, diz prefeito
-------------------------------
Com soterrados, sobe nº de mortos em Friburgo
Estadão.com
O número de mortos em Nova Friburgo devido ao temporal dessa semana na região serrana do Rio de Janeiro deve aumentar, uma vez que ainda há pessoas soterradas e são mínimas as chances de encontrar sobreviventes, segundo o coordenador da Defesa Civil municipal, Roberto Robadey.
A cidade é uma das mais castigadas pelas chuvas, que começaram a cair na noite de terça-feira e já mataram mais de 480 pessoas na região. Apenas em Nova Friburgo pelo menos 214 pessoas morreram.
"Já são duzentos mortos e esse total vai crescer mais, infelizmente", disse Robadey à Reuters, nesta quinta-feira, por telefone. "A esperança de encontrar sobreviventes é muito pequena".
Leia mais em Com soterrados, mortes em Friburgo ainda vão subir
-------------------
Ministério da Saúde monta gabinete de crise
O Globo
O Ministério da Saúde montou um gabinete de crise para coordenar as ações de assistência médico-hospitalar voltadas para a assistência das vítimas das chuvas que atingem, principalmente, as cidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, na região serrana do estado. Mais de 400 pessoas morreram e ainda há dezenas de desaparecidos e milhares de desabrigados.
A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que na tarde desta quinta-feira sobrevoou a região junto com a presidente Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral.
Padilha adiantou que o gabinete de crise, envolvendo uma equipe permanente de profissionais de saúde do próprio ministério e da Secretaria Estadual de Saúde, responderá pela coordenação das ações.
O ministro informou ainda que o ministério antecipou a liberação dos pisos de atenção municipal (recursos destinados a atividades municipais na área de saúde) que totalizam R$ 9 milhões para os três municípios.
Leia mais em Ministério da Saúde monta gabinete de crise e libera R$ 9 milhões para Região Serrana
---------------------------------------
Febraban recomenda isenção de encargos
O Globo
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nota recomendando às instituições bancárias que busquem, junto às prefeituras, concessionárias de serviços públicos e cedentes de bloquetos de cobrança, documentos formalizando a isenção de encargos sobre documentos vencidos (como os relativos a IPTU, ISS e contas de água, gás, luz e telefone) até que seja restabelecida a situação de normalidade nas cidades afetadas pelas chuvas.
Com relação aos recebimentos de tributos federais e estaduais (IPVA), segundo a instituição, deverão ser aguardadas as orientações dos órgãos responsáveis.
A Febraban sugere, ainda, a suspensão do envio de títulos a cartórios até a regularização da situação nos municípios atingidos pela tragédia.
E recomenda também que os bancos orientem suas redes de agências das regiões atingidas para que, se necessário - e observando os requisitos técnicos e operacionais -, forneçam aos clientes cópias dos documentos pessoais disponíveis em seus arquivos, quando solicitados - como RG e CPF.
------------------------
Chuvas arruínam produção de hortigranjeiros
O Globo
A tragédia na Região Serrana, responsável por 40% do abastecimento de hortigranjeiros no Rio, destruiu a produção local e impediu que cerca de 70% dos produtores rurais chegassem às Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa) nesta quinta-feira.
Com isso, já estão faltando tubérculos, legumes e verduras nos supermercados da capital. E a pouca produção que chegou às centrais levou a aumentos de preços de até 300%, principalmente nas folhagens.
Essa é apenas uma parte do impacto econômico das chuvas. Hotéis e pousadas da região devem sofrer perdas estimadas para os próximos 30 dias de R$ 32,6 milhões, segundo a Secretaria estadual de Turismo. Cerca de 50% das reservas para o carnaval já foram canceladas. O polo de confecção de Nova Friburgo foi duramente afetado, mas os prejuízos sequer foram calculados.
A situação catastrófica atinge uma região que é conhecida como o cinturão verde do estado. Segundo o secretário estadual de Agricultura Christino Áureo, são 17 mil produtores rurais, a grande maioria de pequenos agricultores familiares, que movimentam R$ 850 milhões por ano:
- Houve perdas das lavouras e, com a enxurrada, há áreas irrecuperáveis. O solo fértil foi levado pelas águas. Ainda há a produção que ficou retida nos caminhões. Como são itens de consumo imediato, tudo se perdeu.
Leia mais em Chuvas arruínam produção de hortigranjeiros e preços sobem até 300%
------------------------------
Dilma visita áreas atingidas pelas chuvas
Texto de Chico de Gois, Ludmilla de Lima, Cláudio Motta e Fábio Vasconcellos, O Globo
A presidente Dilma Rousseff e uma comitiva vistoriaram nesta quinta-feira os trabalhos de busca dos bombeiros nos destroços de um prédio que desabou na noite da última terça-feira no Centro de Nova Friburgo.
Depois da visita, a presidente seguiu para a prefeitura da cidade, acompanhada do governador Sérgio Cabral e de ministros, para tratar do plano de reconstrução da região.
Mais tarde, Dilma se reuniu com Cabral no Palácio Guanabara. De acordo com a assessoria de Dilma, a presidente dará uma coletiva ainda nesta quinta-feira.
Na visita a Friburgo, Dilma, também acompanhada dos ministros Nelson Jobim (Defesa), Alexandre Padilha (Saúde) e José Eduardo Cardozo (Justiça), conversou com moradores na Rua Luiz Spinele.
A presidente e sua comitiva caminharam pela praça Getúlio Vargas, área central de Friburgo, para ver de perto os estragos causados pelas chuvas. Durante a visita, a presidente mostrou-se impressionada com os estragos, comentando sobre a situação das casas e afirmou:
- A população pode esperar ações firmes.
Leia mais em Dilma visita áreas atingidas pelas chuvas na Região Serrana
----------------------------------
Chuva não explica sucessão de tragédias (Editorial)
O Globo
Que não se culpem mudanças climáticas, alterações na temperatura do Pacífico ou outro fenômeno da natureza. As enchentes que a cada ano levam pavor, morte, prejuízos de toda ordem às duas maiores regiões metropolitanas do país e ao interior de respectivos estados, como nos últimos dias, são uma obra bem construída durante anos de incúria, demagogia e falta de planejamento do poder público e de certos políticos em particular. A rigor, as mesmas mazelas são encontradas em todas as regiões.
Elas podem ser observadas em qualquer lugar. No Vale do Itajaí, em Santa Catarina, na Grande Belo Horizonte ou em estados do Norte e Nordeste. Basta haver uma concentração de chuvas acima da média, mas previsível a depender da época do ano, para as mesmas trágicas cenas se repetirem: desabamentos, desabrigados, veículos e pessoas levados por enxurradas.
Até ontem à tarde, na região Serrana fluminense, entre Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, o número extraoficial de mortos passava das duas centenas, com uma incidência maior de vítimas em Teresópolis. Em São Paulo, capital, imagens clássicas já haviam sido captadas pela imprensa, no início da semana, durante um temporal de oito horas seguidas. Marginais paralisadas, os bairros de sempre inundados. No estado, as mortes haviam passado da dezena.
Tão previsíveis quanto as chuvas de verão, autoridades se apressam a culpar exclusivamente o volume de água que desabou sobre seu colégio eleitoral. E também, em alguns casos, a prometer obras supostamente salvadoras, promessas esquecidas ao primeiro raio de sol após as tempestades. Para além de toda esta discurseira há o acúmulo de distorções históricas no crescimento das duas maiores cidades brasileiras — que se repetem país afora —, cujo resultado é o que se vê. Pior é que alguns dos erros continuam a ser cometidos por administradores.
Leia a íntegra do editorial em Chuva não explica sucessão de tragédias
---------------------------------
Alckmin defende investigação sobre cunhado
Governador de São Paulo participou de café da manhã com representantes das centrais na manhã desta quinta no Palácio dos Bandeirantes
Gustavo Uribe, Agência Estado
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu nesta quinta-feira, 13, realização de uma "investigação absoluta" sobre o suposto esquema de doações para campanhas eleitorais em troca de contratos para fornecimento de merenda escolar no interior do Estado.
Um dos cunhados do tucano, o empresário Paulo César Ribeiro, irmão da primeira-dama Lu Alckmin, é apontado pelo Ministério Público (MP) como lobista do esquema.
Leia mais em Alckmin defende investigação sobre cunhado e diz que ação de PRE sobre doações foi 'equívoco'
Kassab define sua ida para o PMDB e formação de bloco
Prefeito de São Paulo quer levar com ele para o novo partido deputados do DEM e colegas de Campinas e Ribeirão
Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), avisou a aliados que definiu sua ida para o PMDB e deu início às negociações para ampliar a participação da sigla no governo e formar uma frente ampla de deputados e prefeitos no Estado.
A movimentação de Kassab criará uma terceira força política em São Paulo, com potencial de romper a polarização entre PT e PSDB, surgida no ocaso do malufismo nas eleições majoritárias. Em conversas na última semana com aliados, o prefeito disse que aguardará a eleição do novo comando do DEM, em março, para anunciar a sua saída.
O prefeito articula levar grande parte dos 70 prefeitos do DEM, que se somariam aos 68 do PMDB, criando uma das principais forças partidárias no Estado de São Paulo e ameaçando a hegemonia dos tucanos, que governam São Paulo desde 1995 e têm planos de reeleger Alckmin - PTB e PT, que têm 63 e 65 prefeituras, respectivamente, seriam ultrapassados pelo PMDB.
Leia mais em Kassab define sua ida para o PMDB e formação de bloco
----------------------------------------------------
Vazão da represa em SP será investigada
O Globo
O governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta quinta-feira que o governo vai investigar o aumento da vazão de água da represa Paiva Castro, em Mairiporã, na Grande São Paulo, que causou o transbordamento do Rio Juqueri, alagando a cidade de Franco da Rocha, na madrugada desta quarta-feira.
A Sabesp informou que teve que aumentar a vazão de água em 80 vezes (80 mil litros por segundo) para evitar o rompimento da estrutura. Nesta quinta-feira, a vazão foi diminuída para 5 mil litros por segundo.
Leia mais em Alckmin diz que governo irá investigar vazão de represa que causou inundação em Franco da Rocha, SP
---------------------
Reprovação em massa
Avaliação do MEC reprova 39% das instituições de ensino superior; 15 serão punidas
Demétrio Weber, O Globo
Ministério da Educação (MEC) reprovou 699 instituições de ensino superior, o equivalente a 39% das que participaram de todo o processo de avaliação em 2009 e receberam um conceito ao final. Ao divulgar os resultados, o ministro Fernando Haddad anunciou ontem as primeiras punições para quatro universidades e 11 centros universitários com fraco desempenho nas últimas três avaliações.
O MEC suspendeu a autonomia acadêmica dessas 15 instituições de ensino, todas privadas. Assim, elas podem continuar funcionando, mas estão impedidas de criar novos cursos e ampliar o número de vagas sem autorização do ministério.
Quatro delas são do Rio de Janeiro: a Universidade Iguaçu (Unig), a Universidade Santa Úrsula, o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) e o Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos.
Em outra frente, Haddad anunciou que 12 faculdades reprovadas com nota mínima no triênio 2007-2009 serão inspecionadas no início deste semestre. Uma delas é do Rio: a Faculdade de Reabilitação da Asce (Frasce).
Leia mais em O Globo
Mudança na gestão de hospitais universitários
Texto de Carolina Brígido e Evandro Éboli, O Globo
Considerada prioridade de José Gomes Temporão quando era ministro da Saúde, a Fundação Estatal de Direito Privado não saiu do papel. Entretanto, no último dia de seu governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma Medida Provisória com parte do projeto não aprovado de Temporão.
A ideia do ex-ministro era centralizar e otimizar a administração de grandes hospitais públicos. A MP de Lula cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, mas para gerir apenas hospitais universitários.
Leia mais em Medida Provisória editada no último dia de gestão de Lula no cargo muda gestão de hospitais universitários
----------------------------
Dilma evita definir recursos e prazos
Em sua primeira entrevista coletiva depois de tomar posse, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (13) que as chuvas que mataram mais de 400 pessoas nos últimos dias no Estado do Rio de Janeiro trouxeram “um momento muito dramático” e "cenas fortes”.
Apesar disso, ela evitou fixar recursos e prazos para a reconstrução das áreas afetadas na Região Serrana - em especial nas cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo – as mais afetadas pela tragédia que já matou mais de 400 pessoas nos últimos dias.
Leia mais em Dilma vê "momento dramático" com chuvas no Rio, mas evita definir recursos e prazos
------------------------
Excelência é posto
Texto de Dora Kramer, O Estado de S.Paulo
A declaração do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, sobre a concessão indevida de passaportes diplomáticos a familiares do ex-presidente Lula, ao pastor mandachuva na TV Record e a parentes de parlamentares a fim de lhes facilitar o trânsito turístico alfândegas afora, não quer dizer nada.
"Nós estamos examinando a situação dos passaportes como um todo. É uma medida tomada pela administração anterior. Não tenho nada a acrescentar." Na realidade não tinha era nada a dizer, ante a impossibilidade de dar à situação a definição que ela merece: desmando.
A concessão dos documentos virou uma farra. E daquelas bem parecidas com as que ocorrem no Parlamento.
A justificativa de Patriota de que a decisão foi tomada na "administração anterior" poderia fazer sentido caso ele não fosse o segundo na linha hierárquica na referida administração, onde ocupava o posto de secretário geral do Itamaraty.
No Congresso, quando se descobriu a farra das passagens aéreas distribuídas indiscriminadamente a parentes, amigos, correligionários e funcionários de deputados e senadores que também as usavam para fazer turismo, a reação do Legislativo foi semelhante à do chanceler.
O anúncio de revisão da "situação como um todo" é uma excelente maneira de não tratar do assunto e principalmente de não corrigir o malfeito. Não é a regra que precisa ser revista, mas o procedimento na aplicação. A lei é claríssima quanto a quem tem direito e sob quais condições os passaportes devem ser concedidos.
O que se impõe ao novo chanceler não é a exposição de subterfúgios. É a explicação clara a respeito do que acontece no Itamaraty, há quanto tempo grassa a anarquia e por quais motivos a diplomacia brasileira funciona ao molde de uma confraria de privilégios, como ocorre no Congresso.
Antonio Patriota não estreia bem a função quando sai pela tangente e, assim, se alia aos arautos da tese de que a banalização do documento diplomático é uma irrelevância diante de tantos e mais sérios problemas a serem resolvidos no Brasil.
O País de fato tem muito a resolver. A diplomacia, celebrada como uma das mais competentes, profissionalizadas e avançadas áreas do Estado brasileiro, daria uma enorme contribuição ao farto cardápio de providências se incluísse entre suas prioridades a preservação da excelência do Itamaraty, no lugar de rebaixá-lo à companhia das demais mazelas nacionais.
Governador de São Paulo participou de café da manhã com representantes das centrais na manhã desta quinta no Palácio dos Bandeirantes
Gustavo Uribe, Agência Estado
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu nesta quinta-feira, 13, realização de uma "investigação absoluta" sobre o suposto esquema de doações para campanhas eleitorais em troca de contratos para fornecimento de merenda escolar no interior do Estado.
Um dos cunhados do tucano, o empresário Paulo César Ribeiro, irmão da primeira-dama Lu Alckmin, é apontado pelo Ministério Público (MP) como lobista do esquema.
Leia mais em Alckmin defende investigação sobre cunhado e diz que ação de PRE sobre doações foi 'equívoco'
Kassab define sua ida para o PMDB e formação de bloco
Prefeito de São Paulo quer levar com ele para o novo partido deputados do DEM e colegas de Campinas e Ribeirão
Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), avisou a aliados que definiu sua ida para o PMDB e deu início às negociações para ampliar a participação da sigla no governo e formar uma frente ampla de deputados e prefeitos no Estado.
A movimentação de Kassab criará uma terceira força política em São Paulo, com potencial de romper a polarização entre PT e PSDB, surgida no ocaso do malufismo nas eleições majoritárias. Em conversas na última semana com aliados, o prefeito disse que aguardará a eleição do novo comando do DEM, em março, para anunciar a sua saída.
O prefeito articula levar grande parte dos 70 prefeitos do DEM, que se somariam aos 68 do PMDB, criando uma das principais forças partidárias no Estado de São Paulo e ameaçando a hegemonia dos tucanos, que governam São Paulo desde 1995 e têm planos de reeleger Alckmin - PTB e PT, que têm 63 e 65 prefeituras, respectivamente, seriam ultrapassados pelo PMDB.
Leia mais em Kassab define sua ida para o PMDB e formação de bloco
----------------------------------------------------
Vazão da represa em SP será investigada
O Globo
O governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta quinta-feira que o governo vai investigar o aumento da vazão de água da represa Paiva Castro, em Mairiporã, na Grande São Paulo, que causou o transbordamento do Rio Juqueri, alagando a cidade de Franco da Rocha, na madrugada desta quarta-feira.
A Sabesp informou que teve que aumentar a vazão de água em 80 vezes (80 mil litros por segundo) para evitar o rompimento da estrutura. Nesta quinta-feira, a vazão foi diminuída para 5 mil litros por segundo.
Leia mais em Alckmin diz que governo irá investigar vazão de represa que causou inundação em Franco da Rocha, SP
---------------------
Reprovação em massa
Avaliação do MEC reprova 39% das instituições de ensino superior; 15 serão punidas
Demétrio Weber, O Globo
Ministério da Educação (MEC) reprovou 699 instituições de ensino superior, o equivalente a 39% das que participaram de todo o processo de avaliação em 2009 e receberam um conceito ao final. Ao divulgar os resultados, o ministro Fernando Haddad anunciou ontem as primeiras punições para quatro universidades e 11 centros universitários com fraco desempenho nas últimas três avaliações.
O MEC suspendeu a autonomia acadêmica dessas 15 instituições de ensino, todas privadas. Assim, elas podem continuar funcionando, mas estão impedidas de criar novos cursos e ampliar o número de vagas sem autorização do ministério.
Quatro delas são do Rio de Janeiro: a Universidade Iguaçu (Unig), a Universidade Santa Úrsula, o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) e o Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos.
Em outra frente, Haddad anunciou que 12 faculdades reprovadas com nota mínima no triênio 2007-2009 serão inspecionadas no início deste semestre. Uma delas é do Rio: a Faculdade de Reabilitação da Asce (Frasce).
Leia mais em O Globo
Mudança na gestão de hospitais universitários
Texto de Carolina Brígido e Evandro Éboli, O Globo
Considerada prioridade de José Gomes Temporão quando era ministro da Saúde, a Fundação Estatal de Direito Privado não saiu do papel. Entretanto, no último dia de seu governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma Medida Provisória com parte do projeto não aprovado de Temporão.
A ideia do ex-ministro era centralizar e otimizar a administração de grandes hospitais públicos. A MP de Lula cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, mas para gerir apenas hospitais universitários.
Leia mais em Medida Provisória editada no último dia de gestão de Lula no cargo muda gestão de hospitais universitários
----------------------------
Dilma evita definir recursos e prazos
Em sua primeira entrevista coletiva depois de tomar posse, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (13) que as chuvas que mataram mais de 400 pessoas nos últimos dias no Estado do Rio de Janeiro trouxeram “um momento muito dramático” e "cenas fortes”.
Apesar disso, ela evitou fixar recursos e prazos para a reconstrução das áreas afetadas na Região Serrana - em especial nas cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo – as mais afetadas pela tragédia que já matou mais de 400 pessoas nos últimos dias.
Leia mais em Dilma vê "momento dramático" com chuvas no Rio, mas evita definir recursos e prazos
------------------------
Excelência é posto
Texto de Dora Kramer, O Estado de S.Paulo
A declaração do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, sobre a concessão indevida de passaportes diplomáticos a familiares do ex-presidente Lula, ao pastor mandachuva na TV Record e a parentes de parlamentares a fim de lhes facilitar o trânsito turístico alfândegas afora, não quer dizer nada.
"Nós estamos examinando a situação dos passaportes como um todo. É uma medida tomada pela administração anterior. Não tenho nada a acrescentar." Na realidade não tinha era nada a dizer, ante a impossibilidade de dar à situação a definição que ela merece: desmando.
A concessão dos documentos virou uma farra. E daquelas bem parecidas com as que ocorrem no Parlamento.
A justificativa de Patriota de que a decisão foi tomada na "administração anterior" poderia fazer sentido caso ele não fosse o segundo na linha hierárquica na referida administração, onde ocupava o posto de secretário geral do Itamaraty.
No Congresso, quando se descobriu a farra das passagens aéreas distribuídas indiscriminadamente a parentes, amigos, correligionários e funcionários de deputados e senadores que também as usavam para fazer turismo, a reação do Legislativo foi semelhante à do chanceler.
O anúncio de revisão da "situação como um todo" é uma excelente maneira de não tratar do assunto e principalmente de não corrigir o malfeito. Não é a regra que precisa ser revista, mas o procedimento na aplicação. A lei é claríssima quanto a quem tem direito e sob quais condições os passaportes devem ser concedidos.
O que se impõe ao novo chanceler não é a exposição de subterfúgios. É a explicação clara a respeito do que acontece no Itamaraty, há quanto tempo grassa a anarquia e por quais motivos a diplomacia brasileira funciona ao molde de uma confraria de privilégios, como ocorre no Congresso.
Antonio Patriota não estreia bem a função quando sai pela tangente e, assim, se alia aos arautos da tese de que a banalização do documento diplomático é uma irrelevância diante de tantos e mais sérios problemas a serem resolvidos no Brasil.
O País de fato tem muito a resolver. A diplomacia, celebrada como uma das mais competentes, profissionalizadas e avançadas áreas do Estado brasileiro, daria uma enorme contribuição ao farto cardápio de providências se incluísse entre suas prioridades a preservação da excelência do Itamaraty, no lugar de rebaixá-lo à companhia das demais mazelas nacionais.
A chuva ainda não deu trégua, o sol não raiou
ResponderExcluirAs pessoas ainda juntam os cacos do que restou
É preciso força para retomar a vida, o mundo
Depois de se perder quase tudo num segundo
Tragédia natural não é exclusividade, é verdade...
Por que, então, sofremos mais com as tempestades?
Deus é brasileiro, não temos terremotos nem furacão
Mas pecamos no planejamento, vontade e organização
Portugal passou por suplício como o que se apresenta
Em falecimentos, só 10% daqui: pouco mais de quarenta
Na terra que zombamos ter pouca inteligência
Governos dão de goleada quando há urgência
A Austrália, do outro lado, foi ainda mais exemplar
Como mostrou, na TV, um brasileiro que lá foi morar
Eles monitoram o nível dos rios com grande precisão
Por carta, avisaram todos com 24 horas de antecipação
Mas aqui o relevo é outro, uns dirão
Por si só não justifica, não é explicação
Populismo, impregnado, responde por esse mal
Ah, se nossa inteligência fosse a de Portugal...
(http://noticiaemverso.blogspot.com)
Twitter: @noticiaemverso